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O Violeiro Amazônico
Nilson Chaves é frequentemente chamado de “cantador e violeiro amazônico“. Sua obra é marcada por um profundo e constante compromisso com suas raízes paraenses e a cultura da Amazônia, mas apresentada com uma linguagem musical moderna e universal. Ele consegue fundir a tradição da música brasileira com a riqueza rítmica e temática de sua terra natal.
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Voz da Amazônia: Dedica grande parte de sua obra a cantar as belezas, costumes, palavras e a realidade da região, sendo considerado uma voz legítima dos nortistas e ribeirinhos. Canções como “Sabor Açaí” e “Olho de Boto” (parceria com Cristovan Araújo) são hinos em Belém.
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Estilo Musical: Seu estilo é livre e se baseia na referência amazônica, buscando fusões rítmicas. Ele incorpora gêneros como baião, samba, xote e reggae, mas sempre com um “jeito amazônico musical”. Ele também é listado como artista de Música Regional Brasileira e MPB.

Nilson Chaves é um renomado cantor, compositor e violonista brasileiro, nascido em Belém do Pará, sendo considerado um dos maiores representantes da Música Popular Brasileira (MPB) da região amazônica.
Carreira e Reconhecimento
Nilson Chaves iniciou sua carreira em Belém, participando de festivais de música e compondo para grupos de teatro. Ao longo de sua trajetória, construiu uma carreira sólida, com reconhecimento nacional e internacional:
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Início e Parcerias: Ainda jovem em Belém, formou uma importante parceria com o cantor e compositor Vital Lima. Mudou-se para o Rio de Janeiro por volta de 1975, onde teve contato e estudou com grandes nomes da música, como o maestro Guerra Peixe e se tornou amigo e parceiro de Sebastião Tapajós.
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Discografia: Lançou seu primeiro álbum, “Dança de Tudo”, em 1981, unindo a tradição brasileira às raízes amazônicas. A parceria com Vital Lima se consolidou no álbum “Interior” (1985). Possui mais de vinte discos gravados em sua carreira.
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Prêmios e Indicações:
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Vencedor do Prêmio Sharp em 1994 com o CD “Não peguei o ita”.
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Seu CD em parceria com Vital Lima, “Waldemar” (releitura dos clássicos do Maestro Waldemar Henrique), foi indicado entre os dez melhores CDs brasileiros de 1994 pela crítica do jornal O Globo.
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Foi indicado ao Grammy Latino no ano 2000.
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Legado: Sua música é um importante registro cultural, e ele continua a atuar como músico e curador de projetos que valorizam a música regional brasileira, além de ter sido presidente da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN).
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Aqui estão alguns de seus principais álbuns, com ênfase nos de carreira:
💿 Álbuns de Carreira (Seleção)
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Dança de Tudo (1981) – Um dos primeiros álbuns.
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Interior (com Vital Lima) (1986)
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Sabor Açaí (1989)
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Amazônia (1990) – Recebeu indicações para o Prêmio Sharp de música.
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Não Peguei o Ita (1993)
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Waldemar (com Vital Lima) (1994)
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Tudo Índio (1996)
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Amazônia Brasileira (The Brazilian Amazonia) (com Sebastião Tapajós) (1997)
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Gaia (2001)
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Maniva (2006)
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Fauna e Flora (Lançamento recente, conforme algumas plataformas de streaming)
🎵 Álbuns Ao Vivo e Coletâneas
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Em Dez Anos (Coletânea, 1992)
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Em Dez Anos II (Coletânea, 1994/2001)
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Tempo Destino – 25 Anos Ao Vivo (2004)
O artista também participou de diversos projetos e tem álbuns em colaboração, como a trilogia com Mahrco Monteiro e Lucinnha Bastos (ex: Bar do Parque, Avenida Nazaré).
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