O Ressoar da Amazônia: Tradição, Tecnologia e a Economia Criativa na Música do Pará
Égua, mano, te orienta no papo que o som do nosso Pará tá voando longe e não é potoca não! A nossa música é pai d’égua demais, e hoje a gente vai falar sem embaçamento de como a tradição dos nossos avós tá se misturando com a tecnologia dessa galera mais nova.
Quem é caboco raiz sabe que o som da nossa terra nasceu lá na beirada dos rios, nos batuques do carimbó e na manha da guitarrada que a gente curte tomando aquele açaí regional pelo Ver-o-Peso. Aquela levada é tão forte que espanta qualquer visagem e faz até quem é leso da cabeça querer pular e dançar. Mas se tu pensas que a gente parou no tempo, tu tá muito enganado, chegado.
Os curumins de hoje em dia são escovados. Eles pegaram os tambores, os maracás e enfiaram nos computadores, misturando com batida eletrônica que é o bicho! Essa rapaziada não tá de touca, não; eles meteram a cara na inovação e agora o nosso som tá tocando lá na caixa prega, lá onde o vento faz a curva. Não tem panema que segure a criatividade dessa turma e o avanço da nossa cultura.
E sabe o que é mais daora? Isso tudo virou o que o pessoal chama de “Economia Criativa”, mas que pra nós é só a chance de não ficar na roça. Tem muita gente tirando o seu sustento, ficando buiado, vendendo show, divulgando música na internet e fazendo o nosso mercado girar. A nossa arte é só o filé, e essa mistura de passado com futuro tá rendendo muito para quem trabalha duro e não é pão duro na hora de investir no próprio talento.
Então, te mete e valoriza o que é nosso! Se alguém vier com papo furado para diminuir a nossa música, tu diz logo: “teu cu!” (porque é mentira) e manda o invejoso pegar o beco. A cultura do Pará tá selada, di rocha, e quem viver verá nosso som ecoar ainda mais forte.

A História Pai d’Égua do Nosso Som: Do Batuque no Mato até Ganhar o Mundo
Égua, mano! Se achegue aí e te aquieta pra ler, porque a história do som aqui do Pará é uma mistura mais pai d’égua que tu possas imaginar, cruzando os nossos rios com gente de fora. A nossa raiz mermo tá cravada no carimbó, um nome que vem lá do tupi korimbó (a junção de curi, que quer dizer pau, com m’bó, que é oco ou furado), que é aquele tambor maceta que os cabocos faziam esculpindo no tronco da árvore.
Esse batuque começou a rolar lá pro século XVII, misturando a galera indígena tupinambá com os negros africanos que sofreram pra caramba nas mãos dos outros. O negócio ficou firme, di rocha, lá pros lados do nordeste do nosso estado, em municípios como Marapanim e Curuçá.
Lá pelo século XIX, o carimbó era a diversão da galera da roça e dos pescadores que tavam só o pó depois do trabalho. Mas os engravatados da época não achavam daora não, falavam com nojo que era “festa de preto”. A perseguição foi ralada e sem embaçamento: em 1880, meteram um tal de “Código de Posturas de Belém”, que dizia que batuque e festa de noite era crime! A galera teve que pegar o beco e tocar escondido na clandestinidade dos terreiros lá pro interior, pra não apanhar mais do que vaca quando entra na roça.
O jogo só começou a virar e sair do breúme lá pela década de 1950. Umas pessoas muito cabeças, tipo a folclorista Maria Graziela dos Santos e o maestro Adelermo Mattos, começaram a levar os músicos de Marapanim pra tocar na capital, misturando as ideias.
Isso foi só o creme, mano! Nas décadas que vieram, os nossos artistas ficaram de butuca nas antenas de rádio e nos marinheiros que chegavam de fora, misturando nosso som com o mambo, o merengue e a cumbia lá do Caribe. Daí nasceu essa nossa identidade musical gigante, que abrange toda a Amazônia.
Essa moral toda com as autoridades é coisa nova, mas já era hora, né? Em 2014, o nosso carimbó virou Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN, tá selado! E bem ali, em 29 de agosto de 2025, o presidente Lula assinou a Lei n.º 15.192 que transformou a nossa guitarrada em manifestação oficial da cultura nacional. Agora o som do Norte tá na mão, legitimado pro mundo todo ver e sem ninguém pra botar boneco!

A Mistura Pai d’Égua do Norte: O Mapa dos Nossos Sons
Égua, mano, te orienta que a música paraense não fica só numa batida, não! Ela se espalha num bocado de ritmos que mostram a cara de cada canto do nosso estado, as invenções que a galera faz nos estúdios e como o nosso povo se mistura.
Confere aí como é que o nosso som foi se transformando, de rocha:
O Carimbó: Do “Pau e Corda” pro Chamego
O carimbó raiz, aquele que a gente chama de “pau e corda”, se garante mermo é na batida do tambor curimbó, acompanhado de maracas, banjo e reco-reco. Mas olha já, a pegada muda dependendo de onde tu pisa:
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A Fulhanca do Nordeste: Lá pras bandas de Marapanim, o carimbó é acelerado, festivo, pra quem tem fogo no cu e quer dançar até dar passamento.
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O Balanço do Marajó: Já na Ilha do Marajó, tipo em Soure, o ritmo é mais na maciota, com compassos binários e umas melodias menores que dão uma serenidade bem jururu e nostálgica.
Lá pela década de 1970, o Pinduca, que é muito cabeça, resolveu dar uma mexida nas coisas e lançou o “carimbó moderno”. No começo, a elite metida a merda vaiou o bicho, dizendo que ele tava esbandalhando a tradição ao ligar tudo na tomada. Mas ele nem te bateu pra isso: meteu bateria, contrabaixo elétrico, teclado e metais, deixando o carimbó só o filé pras grandes orquestras e bailes de salão.
Dessa invenção doida, saiu um negócio ainda mais ispiciá: o carimbó chamegado. Quem inventou essa maravilha foi a Dona Onete, lá no Baixo Tocantins. Ela deu uma segurada no andamento, botou influência do siriá e do lundu, e meteu um balanço sensual e romântico pra caramba, inspirado no chamego dos ribeirinhos lá de Igarapé-Miri.
O Siriá e a Lambada: A Força dos Sopros e Guitarras
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O Renascimento do Siriá: Esse ritmo de raiz africana lá dos sumanos de Cametá era considerado primo do carimbó. O negócio já tava quase indo pro ralo, até que o Mestre Cupijó — um músico e advogado muito escovado — pegou o ritmo pra indireitar na década de 1970. Ele botou mais velocidade, misturou com o mambo caribenho e encheu de arranjos macetas de saxofone, fazendo o siriá tocar em tudo que é rádio.
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A Invenção da Lambada: Na mesma época, a galera matutando nos estúdios de Belém inventou a lambada. Muito antes do grupo Kaoma fazer sucesso e ficar buiado lá fora, a nossa lambada já rolava solta por aqui, numa mistura muito firme de carimbó, merengue e guitarrada.
A Guitarrada: A Guitarra é Quem Canta, Mano!
Lá pro final dos anos 1970, no município de Barcarena, o Mestre Vieira tava espiando um filme com guitarras elétricas e teve uma ideia. O cara fez uma gambiarra pai d’égua, usando uma bateria de carro como amplificador, e acabou inventando um gênero novinho: a guitarrada.
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O Solista é o Rei: O estilo é só instrumental; a voz vai dar uma volta e quem comanda é a guitarra, com umas palhetadas percussivas e solos cheios de ginga, que puxam pro choro brasileiro e pra malemolência da cumbia.
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A Semente do Sucesso: A guitarrada mundiou uma galera de instrumentistas de peso, tipo o Aldo Sena e o Mestre Curica, e ainda serviu de base pra construir a mega-indústria do calypso.
Tecnobrega e Tecnomelody: A Vanguarda que Metou a Cara
Se tu acha que parou por aí, te orienta! O brega pop dos anos 1990 evoluiu pro tecnobrega logo nos anos 2000. Tudo isso comandado por uns caras muito ladinos em estúdios de fundo de quintal na periferia, tipo o Tonny Brasil.
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A Troca de Instrumentos: Eles pegaram os instrumentos acústicos e mandaram pegar o beco, colocando no lugar sintetizadores, baterias eletrônicas e samples chupados do trance europeu e do zouk lá do Suriname.
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A Identidade da Galera: No tecnobrega, aquele barulho eletrônico alto, as vozes de robô e os gritos de DJ não são avacalhados, não. É uma escolha estética de uma juventude que pegou a tecnologia pra reescrever a sua própria história e identidade.
Até por lá, galera! Fiquem ligados que o som do Pará é só o creme!

As Vozes Pai d’Égua que Fizeram o Nosso Mercado
Égua da história muito firme! Pra gente entender sem embaçamento como a nossa tradição cabocla se misturou com a tecnologia e a economia no Pará, a gente tem que ficar de butuca nas ideias de quem faz a roda girar: os artistas, os produtores e os pesquisadores. Espia só como essa galera mudou tudo!
Dona Onete: A Revolução do Chamego
A nossa mana Ionete da Silveira Gama, imortalizada como Dona Onete, é a Rainha incontestável do Carimbó Chamegado, sem potoca! A mulher gravou o primeiro disco já passando dos 70 anos de idade, meteu a cara e quebrou a pavulagem do mercado de vez. Ela foi dura na queda e venceu numa área onde os homens se achavam os tebudos.
Como ela mesma manda o papo, sem lero lero: “Chamegado é um ritmo que eu trouxe de Igarapé-Miri… é um chamego que a gente tem, e que o povo gosta”. E sobre quebrar o machismo, a mulher diz: “Eu venci uma barreira… era só homens, era ‘coisa de homem’. E eu trago um jeito de cantar diferente, a letra do meu carimbó fala de coisas de amor.”
O som dela balança igual o banzeiro dos rios, provando que o nosso Pará é moderno, mas não esquece dos antigos. O trabalho dela é ancestral e contemporâneo, só o filé!
Félix Robatto: O Produtor Escovado
Esse é o Félix Robatto, um cara safo na guitarra, um dos criadores do Clube da Guitarrada e quem faz a bumbarqueira da Lambateria acontecer. Mas olha já, a vida de produtor não é só festa não. Ele fala di rocha sobre a falta de grana e como o governo é pão duro.
O bicho fica impinimar com a situação e desabafa: “O Estado e o Município não enxergam o nosso estabelecimento e outros como uma base sólida para o desenvolvimento da cultura, não têm interesse algum para conceder incentivos. O que a gente vê é todo mundo correndo e lutando atrás de recursos”. Ou seja, a galera tem que dar teus pulos pra manter a cultura de pé!
Ronaldo Lemos: O Cara Muito Cabeça do Tecnobrega
Esse pesquisador manja muito! O Ronaldo Lemos sacou que a nossa música virou o jogo muito antes do resto do mundo. Ele não engole a potoca de que a periferia não tem tecnologia. No livro dele, ele mostra que a galera da periferia fez um fato novo.
Olha o papo desse bicho: “A apropriação das novas tecnologias é chave nesse ciclo produtivo. O uso intensivo da tecnologia é parte do modelo de negócios. O YouTube virou um epicentro da música periférica brasileira.”
E a tal da “pirataria”? Foi puro marketing daora! Os cabocos vendiam os CDs a preço de banana na mão dos camelôs pra espalhar o som. Assim, a galera ficava na cuíra, lotava os bailes de aparelhagem, e os artistas ficavam buiados com a grana das apresentações ao vivo!
(Nota da Redação: Quem ficar ligado nas fotos da Secult-PA vai ver di rocha o contraste entre as luzes cabulosas do Super Pop e a simplicidade dos estúdios da periferia. E se tu acha que é mentira, te orienta e vai espiar o clipe “No Meio do Pitiú” da Dona Onete lá no Ver-o-Peso. Égua, é bonito que só!)
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Aqui está o artigo reescrito com o nosso linguajar pai d’égua, pronto para subir no ver-o-peso.com e engajar a galera:
O Gigante do Norte: A Economia Maceta e Digital do Pará
Égua, se tu achas que a nossa cultura vive só de brisa, te orienta! A economia maceta das nossas aparelhagens se garante é na quantidade e na força da nossa galera. As bumbarqueiras comandadas pelos gigantes do som chamam milhares de jovens cobrando uma mixaria na entrada — historicamente, bilhetes de R$ 10 a R$ 35 conto. E como é que a conta fecha? O lucro vem mermo é da turma que decide encher o cu de cachaça lá dentro, num furdunço que muitas vezes é patrocinado por grandes cervejarias.
E olha que não é potoca, não! Os dados oficiais mostram que esse negócio é o bicho. A galera da Fapespa ficou de butuca e rastreou a economia criativa no Pará, descobrindo que o setor formal cresceu disconforme, puxado com força pela produção de festas, estrutura de som e serviços digitais.
Dá uma espiada nos números de como a gente cresceu à pulso de 2012 pra 2022:
| Setor da Economia Criativa | Vínculos (2012) | Vínculos (2022) | Evolução (%) |
| Total da Economia Criativa | 33.099 | 42.931 | + 29,7% |
| Gastronomia (Festas/Eventos) | Dados integrados | 59,6% do total | + 38,1% |
| Consultoria de TI | Base de referência | Alta expansão | + 537,9% |
| Arquitetura, Design e Multimídia | Base de referência | Alta expansão | + 226,7% |
Tabela 1: Esse salto cabuloso na Tecnologia e Multimídia mostra o quanto os nossos estúdios e produtoras de audiovisual tão escovados e modernos.
E se tem um negócio que rendeu e deixou muita gente buiada, foi a circulação digital do nosso tecnomelody. Olha o papo desse bicho: a Manu Bahtidão espocou pro Brasil todo e meteu a cara com a música “Daqui Pra Sempre”, que bateu a marca louca de 510 milhões de streams e rendeu um certificado de Diamante Triplo pra ela. Logo em seguida, a faixa “Torre Eiffel” foi parar no Top 5 do Spotify Brasil, selando de vez que o tecnomelody dominou o país inteiro.
Agora, chegando em 2026, a nossa galera continua muito cabeça e não para de inovar. O DJ Nem de Icoaraci não se fez de leso e já misturou a tal da Inteligência Artificial Generativa no som. Uma música como “Tic Tac”, feita com a ajuda da IA, não deixou ninguém com o cu na mão por aqui; como o nosso tecnobrega já é cheio de batida eletrônica e voz sintética, a inteligência artificial entrou de bubuia como mais um instrumento na nossa grandiosa “Inteligência Amazônica”.
Já era, o Norte é o bicho! Até por lá!

O Roubo do Nosso Som e a Luta da Cultura Cabocla
Égua, mano, a força da nossa música não veio de ajuda de engravatado e política pública não, foi na marra, na resistência do nosso povo da periferia. Lá nos anos 1970, a galera do eixo Rio-São Paulo ficava cheia de pavulagem e menosprezava o nosso som nortista. Pra não ficar na roça e refém das multinacionais, os nossos produtores deram seus pulos e criaram gravadoras independentes, com esquemas próprios, pra espocar a nossa cultura.
Hoje em dia, a galera vive num debate cabuloso sobre a apropriação da nossa identidade e sobre as diferenças na grana. Fatores sonoros que nasceram nas nossas beiradas e periferias — tipo as guitarras velozes, as batidas eletrônicas e a pegada caribenha —, vivem sendo roubados na cara dura por artistas do Sudeste. Esses enxeridos embalam a nossa música com rios de dinheiro e ficam buiados colhendo os frutos comerciais pelo Brasil inteiro, dando uma de doidos e esquecendo de falar das nossas raízes nortistas. Olha o papo desse bicho, é de cair o cu da bunda!
Essa falta de investimento do governo e a miséria que vem dos editais deixa os nossos pioneiros numa vulnerabilidade lascada. A galera fica cabreira, porque muitos acabam adoecendo ou morrendo na pior, na pobreza mermo, apanhando mais do que vaca quando entra na roça, igualzinho o que aconteceu no final da vida do Mestre Cupijó.
Mas pra não dizer que tá tudo só no breúme, a Secretaria de Estado de Cultura do Pará (SECULT-PA) avisou que canalizou uns 23 milhões de reais em fomento direto pra cá. E pra dar aquela ajuda, as leis de mecenato do Estado, tipo a Lei Semear, garantiram a digitalização e a proteção do acervo daquelas nossas antigas lendas do carimbó e do siriá, pra história não se escafeder.
A Visão de Agora: A Mistura Pai d’Égua que Ganhou o Mundo
Égua, mano! Se tu achas que a nossa música parou no tempo, tu tá muito enganado. Essa galera mais nova e escovada tá fazendo a ponte perfeita entre as bumbarqueiras da saudade e o mercado alternativo de hoje em dia. Não tem lerdeza com eles, não!
Olha o papo desse bicho: o coletivo Gang do Eletro, com a moral do DJ Waldo Squash — que é muito cabeça nessas tecnologias cibernéticas —, conseguiu inventar o tal do “eletromelody”. Os caras cruzaram umas batidas eletrônicas pesadonas lá de fora com o ritmo acelerado de Icoaraci. O resultado? O nosso tecnobrega foi parar nos maiores festivais do Brasil, deixando muita gente de fora pagando!
E bem na ilharga, músicos como o Felipe Cordeiro pegaram o brega e o carimbó e fizeram uma mistura louca com rock e pop sintético. Saiu um “Pop Tropical” muito firme que atrai um pudê de gente por onde passa. Já o mano Lucas Estrela meteu a cara num som techno-instrumental, tocando as melodias clássicas da nossa guitarrada bem de bubuia por cima de uns arranjos calmos e diferentes, que é só o filé.
Pra passar a régua e confirmar que o nosso som tá selado, as manas Keila Gentil e Gaby Amarantos continuam botando o Norte lá no alto, sendo só o creme, mano! Elas empurram essa cena com força, firmam di rocha as nossas raízes africanas e mostram pra quem quiser ver que a cultura do Pará é o bicho.

O Futuro é Pai d’Égua: O Que Escutar e Onde se Jogar no Pará
Égua, mano, a história do nosso som é um negócio muito firme! O isolamento lá do nosso mato funcionou foi como uma incubadora, deixando a música do Pará curtir o seu próprio ritmo. A galera pegou os estúdios caseiros, parou de ter cisma com teclado eletrônico e os nossos Mestres não deixaram a peteca cair, salvando o carimbó, firmando o tecnobrega e coroando a guitarrada.
Se tu queres ficar por dentro e entender o que tá acontecendo, principalmente com a COP 30 que acabou na área e deixou todo mundo pilhado, te liga nessas dicas que são só o filé.
Pra ouvir e sentir a nossa identidade:
| Artista / Mestre | Som Recomendado | Por que é importante? |
| Mestre Vieira | Lambadas das Quebradas (1978) | O cara que fundou a guitarrada, misturando o choro com o balanço do Caribe. |
| Pinduca | No Embalo do Carimbó e Sirimbó | O rei que pegou o carimbó e botou pra eletrificar nas grandes festas. |
| Mestre Cupijó | Siriá (Compilação, 2014) | Trouxe o saxofone com força total pro siriá de Cametá, ficando famoso no mundo todo. |
| Dona Onete | Rebujo (2019) | A rainha do carimbó chamegado, um dos melhores discos do Brasil na década. |
| Gaby Amarantos | Treme (2012) | A mana que pegou o tecnomelody da periferia e levou pro horário nobre da TV. |
| Manu Bahtidão | “Daqui Pra Sempre” | O bicho pegou com mais de 510 milhões de visualizações, mostrando que o nosso tecnomelody tá buiado no mercado. |
| Mestres da Guitarrada | Mestres da Guitarrada (2004) | O encontro dos caras que revitalizou a guitarra aqui do Norte. |
| Gang do Eletro | No Embalo do Tecnobrega | Mistura o som europeu com a batida frenética dos nossos bailes. |
| Felipe Cordeiro | Kitsch Pop Cult (2011) | Mistura cumbia, brega de raiz e pop, tudo com uma visão muito cosmopolita. |
| Lucas Estrela | Sal ou Moscou | Som vanguardista instrumental que mistura a guitarrada com o techno. |
Festivais pra tu não ficar de fora:
A nossa música não vive só de gravação, tem que viver a experiência de estar lá no meio da galera!
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Festival Psica: O bicho pega no Marajó e fecha com chave de ouro em Belém. É o maior palco de resistência preta e amazônica, misturando lendas locais com artistas de fora.
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Festival Se Rasgum & ALMA: Já tá quase completando 20 anos e é a casa da música independente. A conferência “Amazônia Legal Música & Arte” (ALMA) é onde o pessoal se junta pra falar de diplomacia musical e como deixar a nossa música sustentável pro mundo todo durante a COP 30.
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Festival de Carimbó de Marapanim: Todo dezembro a galera se junta na cidade fundadora pra garantir que o carimbó “pau e corda” não se acabe nunca.
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Lambateria: Resistência pura no cenário da noite, com bloco carnavalesco e muito som latino e guitarrada, sem essa de “tá de touca”.
Quem é quem nas instituições:
Se tu queres entender os dados pra investir ou estudar, não te faz de leso e procura essa galera:
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Fapespa (Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas): Eles têm todos os números sobre como o nosso setor criativo tá crescendo e empregando gente.
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SECULT-PA (Secretaria de Estado de Cultura do Pará): É quem corre atrás da grana da Lei Semear e integra a nossa cultura.
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IPHAN – Pará: Eles guardam as matrizes e tomam conta pra nossa história oral não virar pó.

Referências citadas
- Análise de Marca da Aparelhagem Pop Som, http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2010/resumos/r5-1137-1.pdf
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- Super Pop e Crocodilo se reúnem após dez anos – DOL, https://dol.com.br/entretenimento/musica/813196/super-pop-e-crocodilo-se-reunem-apos-dez-anos
- “Tic Tac” e a Inteligência Amazônica: hit em ascensão feito com IA consolida a ideia que o tecnomelody entendeu a era algorítmica antes de todo mundo – Musicazia, https://musicazia.com/2026/05/17/tic-tac-e-a-inteligencia-amazonica-hit-em-ascensao-feito-com-ia-consolida-a-ideia-que-o-tecnomelody-entendeu-a-era-algoritmica-antes-de-todo-mundo/
- PROPOSTA COMERCIAL 8,1 IJUNINHO PEIP- APARELHAGEM SUPER POP – Prefeitura Municipal de Bujaru, https://bujaru.pa.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/COMPROVA%C3%87%C3%83O-DA-CONSAGRA%C3%87%C3%83O-DO-ARTISTA-PELA-M%C3%8DDIA-EOU-MEIOS-ART%C3%8DSTICOS-1.pdf
- Carimbó – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Carimb%C3%B3
- Guitarrada, gênero tradicional do Pará, reforça status cult aos 50 anos – 17/07/2012 – Folha, https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1120964-guitarrada-genero-tradicional-do-para-reforca-status-cult-aos-50-anos.shtml
- TECNOBREGA: A LEGITIMAÇÃO DE UM ESTILO MUSICAL ESTIGMATIZADO NO CONTEXTO DO NOVO PARADIGMA DA CRÍTICA MUSICAL – Meloteca, https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2019/03/tecnobrega-a-legitimacao-de-um-estilo-musical-estigmatizado_compactado.pdf
- A validação do tecnobrega no contexto dos novos processos de circulação cultural – Portal de Revistas da USP, https://revistas.usp.br/novosolhares/en/article/download/102230/102428/182472
- História e Origem do Carimbó | PDF | Artes Cênicas | Entretenimento (geral) – Scribd, https://www.scribd.com/document/420862415/Breve-Historia-Do-Carimbo
- Conheça a história do Carimbó, a principal dança típica do Pará – Novabrasil, https://novabrasilfm.com.br/notas-musicais/conheca-a-historia-do-carimbo-a-principal-danca-tipica-do-para
- Música do Pará – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_do_Par%C3%A1
- Guitarrada: saiba tudo sobre o lendário ritmo paraense – Guitarload, https://guitarload.com.br/noticia/guitarrada-ritmo/
- Conheça a história do Carimbó, a dança típica do Pará, https://conhecimentocientifico.r7.com/carimbo-danca/
- Ritmo paraense, a Guitarrada é reconhecida como manifestação cultural do Brasil — Ministério do Turismo – Portal Gov.br, https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias/ritmo-paraense-a-guitarrada-e-reconhecida-como-manifestacao-cultural-do-brasil
- Conheça origens da guitarrada; gênero agora é manifestação cultural – Agência Brasil, https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-08/conheca-origens-da-guitarrada-genero-agora-e-manifestacao-cultural
- Rainha do Carimbó Chamegado – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/rainha-do-carimbo-chamegado/
- Modelo Projeto de Pesquisa – PROPESP, https://propesp.uepa.br/ppged/wp-content/uploads/2024/01/Thiago-Gomes-da-Silva.pdf
- Caminhos da Reportagem apresenta hoje “Outras batidas de Carimbó” – Agência Brasil, https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-10/caminhos-da-reportagem-apresenta-hoje-outras-batidas-de-carimbo
- Mestre Cupijó – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Cupij%C3%B3
- Mestre Cupijó e seu Ritmo – Documentário 2019 – AdoroCinema, https://www.adorocinema.com/filmes/filme-279311/
- Mestre Cupijó, a fusão da música amazônica, desde Cametá – Senhor F -, https://senhorf.com.br/amazonia-bigrave/mestre-cupijo-o-genio-das-tres-racas-ganha-tributo-com-regravacoes/
- Félix Robatto e Sonia Ferro resgatam ‘As Origens da Lambada’ em documentário | G1, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/07/02/felix-robatto-e-sonia-ferro-resgatam-as-origens-da-lambada-em-documentario.ghtml
- Mangueirosamente #48 – Félix Robatto – Vídeo Dailymotion, https://www.dailymotion.com/video/x9mofoq
- Vanguarda musical do Pará: história e contemporaneidade | by Box1824 – Medium, https://medium.com/@box1824/vanguarda-musical-do-par%C3%A1-hist%C3%B3ria-e-contemporaneidade-6f3960d9fa38
- 5 coisas que talvez você não saiba sobre: Tecnobrega – Alataj, https://alataj.com.br/notes/5-coisas-que-talvez-voce-nao-saiba-sobre-tecnobrega
- Tecnobrega: o som das periferias de Belém que está ganhando o oeste do Pará e o Brasil, https://www.tapajosdefato.com.br/noticia/1505/tecnobrega-o-som-das-periferias-de-belem-que-esta-ganhando-o-oeste-do-para-e-o-brasil
- Música da Amazônia ganha destaque em novas produções – el Cabong, https://elcabong.com.br/musica-da-amazonia-ganha-destaque-em-novas-producoes/
- DONA ONETE E SUA INTERSECCIONALIDADE: A FISSURA NO DISCURSO COLONIAL NA CONTEMPORANEIDADE – UNITINS, https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/5410/3463
- “Para nós, tudo é rio” – Revista Continente, https://revistacontinente.com.br/edicoes/226/rpara-nos–tudo-e-rior
- Segue o Som recebe Dona Onete, a rainha do carimbó chamegado – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=i0hHZtwp5is
- Territórios: triângulo de vida – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/territorios-triangulo-de-vida/
- Quatro décadas de guitarrada: a configuração de um movimento musical pós-moderno no Pará – ResearchGate, https://www.researchgate.net/publication/337450448_Quatro_decadas_de_guitarrada_a_configuracao_de_um_movimento_musical_pos-moderno_no_Para
- FRANK DE LIMA SAGICA UMA CENA MUSICAL NEOTRIBAL NAS NOITES BELENENSES: Traços multifacetados do mercado artístico – PPGARTES, https://ppgartes.propesp.ufpa.br/DISSERTA%C3%87%C3%95ES%202018/FRANK%20SAGICA.pdf
- Que tipo de tecnologia queremos? Entrevista especial com Oona Castro – Instituto Humanitas Unisinos – IHU, https://ihu.unisinos.br/entrevistas/19360-que-tipo-de-tecnologia-queremos-entrevista-especial-com-oona-castro
- Tecnobrega, o ritmo mais popular do país – Le Monde Diplomatique Brasil, https://diplomatique.org.br/tecnobrega-o-ritmo-mais-popular-do-pais/
- Música LTDA – O Negócio Da Musica – Leonardo Salazar | PDF – Scribd, https://pt.scribd.com/doc/221729700/Musica-LTDA-O-Negocio-Da-Musica-Leonardo-Salazar
- Dona Onete – Boto Namorador [Áudio Oficial] – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=wGEg7BWAAjI
- Felipe Cordeiro Apresenta Pará Hits em Belém – Sympla, https://www.sympla.com.br/evento/felipe-cordeiro-apresenta-para-hits/3485772?algoliaID=3f8a2dcbd187a09c4d349ecbc96e41a3
- Estudo divulga impactos da economia criativa na geração de empregos no Pará, https://agenciapara.com.br/noticia/61591/estudo-divulga-impactos-da-economia-criativa-na-geracao-de-empregos-no-para
- Economia Criativa Paraense 2024, https://www.fapespa.pa.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/Nota-Tecnica-O-Contexto-da-Economia-Criativa-Paraense-PUBLICACAO.pdf
- Manu Bahtidão atinge top 5 do Spotify e se consagra como uma das artistas mais ouvidas do Brasil – REDEPARÁ, https://redepara.com.br/Noticia/242739/manu-bahtidao-atinge-top-5-do-spotify-e-se-consagra-como-uma-das-artistas-mais-ouvidas-do-brasil
- Manu Bahtidão – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Manu_Bahtid%C3%A3o
- ANARQUIA FONOGRÁFICA: O TECNOBREGA E A MÚSICA INDEPENDENTE PERIFÉRICA. – Realize Editora, https://editorarealize.com.br/editora/anais/enanpege/2025/TRABALHO_COMPLETO_EV223_ID1271_TB172_07092025075814.pdf
- Do brega paraense ao tecnobrega: história e tradição na websérie Sampleados – SciELO, https://www.scielo.br/j/gal/a/f7dYDkS5DqzJBVrghBySGNN/?format=pdf&lang=pt
- (PDF) A validação do Tecnobrega no Contexto dos Novos Processos de Circulação Cultural, https://www.researchgate.net/publication/307776351_A_validacao_do_Tecnobrega_no_Contexto_dos_Novos_Processos_de_Circulacao_Cultural
- dj waldo squash, a entrevista – esforçado, http://dafnesouzasampaio.blogspot.com/2011/04/dj-waldo-squash-entrevista.html
- Gang do Eletro traz irreverência do eletromelody para o Carnaval de Manaus, https://portalamazonia.com/musica/gang-do-eletro-traz-irreverencia-do-eletromelody-para-o-carnaval-de-manaus/
- Duda Beat, Criolo, Nandatsunami e mais são confirmados no Festival Psica | CNN Brasil, https://www.cnnbrasil.com.br/pop/musica/duda-beat-criolo-nandatsunami-e-mais-sao-confirmados-no-festival-psica/
- Exclusivo: Festival Se Rasgum 20 anos e ALMA têm datas confirmadas para 2025, https://mundodamusicamm.com.br/exclusivo-se-rasgum-alma-2025/
- Nos 20 anos de Se Rasgum, primeira ALMA discute ecossistema musical em Belém, https://billboard.com.br/20-anos-se-rasgum-alma-belem/
- Mestre Cupijó E Seu Ritmo – Siriá – Intercommunal Music, https://www.intercommunalmusic.com/produtos/mestre-cupijo-e-seu-ritmo-siria/
- Ouvimos: Gang do Eletro – “No embalo do tecnobrega” – Pop Fantasma, https://popfantasma.com.br/gang-do-eletro-no-embalo-do-tecnobrega/
- Festival Psica 2026, Belém · Ingressos Shotgun, https://shotgun.live/pt-br/festivals/festival-psica-2026
- Jornalismo Cultural: 2019 – Holofote Virtual, http://holofotevirtual.blogspot.com/2019/


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