A caminhada de mais de cem anos do Leão Azul do Baenão: como a paixão das águas do Guajará forjou o “Fenômeno Azul”, aguentou os piores passamentos, cravou hegemonias macetas e renasceu di rocha pra reconquistar a Série A do Campeonato Brasileiro em 2026.
O Começo da História
Quando aquele toró de fumaça azul-marinho toma conta da arquibancada de concreto do Mangueirão, e a galera toda grita junto fazendo um barulho discunforme na beirada da Baía do Guajará, a gente logo se liga que o Clube do Remo não é só um time, mano. É o bicho!
Aqui na planície amazônica, o Leão Azul é tipo uma religião que arrasta o povo, muda o clima de Belém e desafia toda a lógica, selado.
Em 2026, metendo a cara na Série A depois de passar um tempão na roça, longe da elite, o Remo não carrega só jogador, mas o peso de uma história cheia de topadas doídas, superações e umas voltas por cima que são só o creme mano.
A história do Remo é a cara da nossa Belém. É o causo de uma cidade que, no tempo da borracha, andava cheia de pavulagem se achando a Europa, mas que achou no suor dos atletas e na paixão do caboco a sua verdadeira identidade.
Dos barcos metidos a merda da Alemanha até os campos de tijuco; do tempo de ficar na pedra sem calendário até ganhar a taça invicto e fazer um furdunço que chocou o país, a jornada remista mostra que o nortista é duro na queda.
Aqui a gente fala sem embaçamento, te mostrando como nasceu, as glórias, as dores e a reconstrução espetacular do “Filho da Glória e do Triunfo”. Nem te conto, te senta que a história de como o Remo virou o Rei da Amazônia é maceta!
Como Tudo Começou
Na virada pro século XX, Belém tava buiada no dinheiro da borracha. Chamada de “Paris dos Trópicos”, a cidade tava cheia de gente com pavulagem, construindo teatro e casarão.
Nesse meio cheio de bossalidade, o remo era o esporte mais daora. As regatas no Guajará juntavam a elite empiriquitada pra espiar as disputas.
O Remo nasceu bem num furdunço no começo de 1905. Os caras do Sport Club do Pará tavam se ajeitando pra uma regata quando rolou uma reinação doida pra montar as equipes. Sete desguiados ficaram mordidos de raiva e caparam o gato.
Com fogo no cu pra ter autonomia, esses manos ladinos resolveram criar um clube só deles.
- Em 5 de fevereiro de 1905, fundaram o bagulho. O Raul Engelhard, que era escovado e estudou na Europa, quis botar “Grupo do Remo”.
- A galera ficou com o cu na mão, achando que a elite ia chamar eles de “catraieiros”, mas o papo do Raul era firme e a ideia vingou.
- Em 1º de outubro, inauguraram a sede e botaram na água a baleeira “Tibiriçá”.
Começava ali a bandalheira de vitórias, colecionando taças que era uma porção!
Do Rio pro Campo
Mas a situação deu prego logo. Em 1908, a grana sumiu, o clube ficou liso e perdeu a sede. Deu o bug total por três anos, parecia que a história tinha escafedido.
Aí que rolou a lenda! Em 15 de agosto de 1911, uns cabocos teimosos que não arredaram o pé, o “Cordão dos Onze” puxado pelo Oscar Saltão, pegaram uns cascos emprestados e foram lá na caixa prega, no porto de Miramar, resgatar os barcos abandonados.
Deu tudo certo, de rocha! Por isso a galera faz fulhanca dia 15 de agosto, comemorando o renascimento.
Nessa época, o foot-ball começou a fazer sucesso, deixando a pavulagem do remo de lado, e em 1913 o clube resolveu abraçar a bola. Em 1914, o nome indireitou pra “Club do Remo”.
Logo no começo, a galera já chocou todo mundo e ganhou o Parazão invicto em 1913! Foi o começo de um domínio maceta, ganhando sete seguidas até 1919. A equipe era o bicho, só levou uma pisa nessa década toda. Ali o apelido “Leão Azul”, porrudo e invocado, ficou selado!
Títulos, Conquistas e Ídolos
O Remo tem uma prateleira de taças discunforme. Ganhamos três Taça Norte (1968, 1969, 1971) e o Torneio Norte-Nordeste em 1971, botando moral no Brasil todo, longe do Sul-Sudeste.
Mas o clube não é só taça, é feito de ídolos de rocha:
- Alcino “Negão Motora”: O maior deles. O cara chegou daora do Rio, e no calor do Pará virou lenda. Com 1,91m, ele era casca grossa e botava os zagueiros pra dar passamento. Fez 159 gols e era cheio das mizuras. Num clássico, ele driblou todo mundo, sentou na bola bem na linha do gol e meteu pra dentro com a bunda. É de cair o cu da bunda! Quando escafedeu-se em 2006, Belém parou chorando.
- Bira: Também foi só o creme mano. Fez 115 gols e em 1979 brocou 32 num campeonato só, esculhambando o goleiro rival no gol do título.
- Agnaldo “Seu Boneco”: Era o cara pulso, não levava desaforo pra casa e ajudou a ganhar seis estaduais na década de 90.
A Pufia do Re-Pa
Não dá pra falar do Remo sem falar do clássico. É o jogo mais disputado do mundo, mais de 770 encontros na porrada. Se o rival deu umas pisas antigamente, o Leão deu o troco sem pena.
O Tabu dos 33 Jogos
Entre 1993 e 1997, o Remo botou o rival na roda. Foram 33 jogos sem levar uma canelada, 1.645 dias de humilhação pros caras. O ataque azulinho meteu 49 gols!
A camisa 33 virou lenda pra gastar com a cara deles. Até hoje, quando o Remo traz um cara maceta, ele veste a 33 só de malineza.
Finais Inesquecíveis
Ainda teve o “Re-Pa do Século” em 2000, e a final de 2025. O Marcelo Rangel pegou pênalti até umas horas e o Reynaldo botou o último pra dentro debaixo de um toró brabo, fazendo a arquibancada dar passamento de tanta alegria.
A Galera e o Fenômeno Azul
O caboco que torce pro Remo é o “Fenômeno Azul”, apaixonado até o tucupi.
O hino, feito pelo Antônio Tavernard, é de arrepiar. O mano tava com hanseníase, isolado, mas escreveu aquela lindeza: “Ave, Clube do Remo, filho da glória e do triunfo!”. É pra esbagaçar o coração.
A torcida mete a cara mesmo. Em 2005, na Série C, o time tava na lama, mas a galera lotou os estádios com mais de 42 mil cabeças pra assistir os jogos.
O Remo não tava de migué, ganhou a taça, a cidade parou e os jogadores desfilaram de bombeiro. E quando o clube tava atolado em dívida, quase dando a cara branca final, foi o caboco anônimo que tirou o dinheiro do bolso, fez vaquinha e não deixou a porta fechar.
Baenão: A Casa do Leão
O Baenão é a nossa casa pai d’égua, aberta desde 1917. Em 1965, o Pelé pisou lá de camisa azul-marinho e deu flores pra torcida. Te mete!
Mas depois as diretorias arrumaram umas bandalheiras que não deram certo, esbandalharam a arquibancada e o estádio foi fechado em 2014, virando uma tapera.
A torcida encabulada falou “dá teus pulos” e foi reconstruir o lugar à pulso. O “Retorno do Rei” foi a galera doando cimento, pintando e suando no sol. Em 2019, o Baenão abriu de novo, di rocha, lindo e lotado pra fazer qualquer um esbagaçar de chorar.
Perrengues e o Bi-Acesso Épico (2024-2025)
O Remo já pisou muito no tijuco, caindo pra Série D e amargando na roça. Em 2024, parecia que ia dar bug de novo na Série C, mas o time se orientou.
Debaixo de toró e neblina do sul, a equipe meteu a cara, brocou os adversários e garantiu o acesso no sufoco.
Aí veio 2025 e não teve potoca. A diretoria deixou de lero lero, blindou a equipe, e o Remo amassou na Série B. Ganhando jogo longe, no quintal dos gringos de fora, cravou o 4º lugar geral e pegou o beco direto pra Série A!
O Leão Ruge na Elite em 2026
Em 2026, o Remo não tá de migué na Série A. A diretoria largou de ser pão dura e contratou uns caras porrudos.
Botaram o colombiano Juan Carlos Osorio de técnico e montaram um time só o filé: Yago Pikachu pra dar aquele nó cego no rival, Alef Manga no ataque fazendo gol adoidado, Patrick de Paula na marra e o paredão Marcelo Rangel salvando tudo.
Com o CT na Ilha de Outeiro ficando daora e o nome brilhando de novo, o Clube do Remo tá safo, vacinado contra as malinezas do passado e pronto pra amassar os adversários folgados.
A Alma de Caboco do Leão Azul
A história do Clube do Remo não é moleza não, é crescida à pulso. Não foi escrita em escritório chique com ar-condicionado lá pro Sul, foi forjada no calor e debaixo dos torós da Amazônia.
“A alma desse clube tá no pescador humilde do Ver-o-Peso, na galera que tira o almoço pra ajudar o time, nos 40 mil loucos que fazem o Mangueirão vergar de tanto pular.”
O Remo sabe cair e sabe levantar, mostrando pra todo mundo que a selva sabe rugir. O Clube do Remo é, de rocha e eternamente, o Filho da Glória e do Triunfo. Toma-lhe-te!
@veropeso2025
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