A Mistura Pai d’égua da Baía: A Saga da Beth Cheirosinha e as Guardiãs lá do Ver-o-Peso
A alvorada na Baía do Guajará, lá pelas bandas de Belém do Pará, já vai se amostrando muito antes do sol dar as caras. Lá pelas três da matina, quando ainda é o maior breúme, aquele calor úmido da mata se mistura com o vento do rio, trazendo o furdunço e a agitação de um dos lugares mais firmes do mundo: o Ver-o-Peso. Égua, é só a maior feira livre da América Latina, um bicho vivo que pulsa com a mistura do índio, do africano e do europeu. Enquanto a Feira do Açaí vai recebendo os paneiros pesados e lotados debaixo daquela luz amarela, e o mercado de peixe mostra aqueles tambaquis, filhotes e pirarucus que são maceta que só, é lá no labirinto das ervas que a verdadeira alma do caboclo se revela.
O Segredo das Erveiras
Nesse cantinho apertado, onde aquele cheiro forte e porrudo de raiz, casca e óleo tira qualquer um do passamento e espanta a pissica, trabalha uma galera de cunhãs e senhoras que manjam dos mistérios ancestrais.
Bem ali, na barraca 27, tu encontras a figuraça da dona Bernadete Freire Costa, eternizada no papo da galera como a nossa “Beth Cheirosinha”. Com mais de 50 anos peitada (trabalhando) direto nos corredores do Ver-o-Peso, a história dela não é de uma feirante qualquer não, di rocha! Ela é um documento vivo da nossa gente, dura na queda, não deixando a nossa cultura se esbandalhar pra esses metidos de fora e pro apagamento das nossas raízes.
O Papo Sem Embaçamento
Esse causo aqui vai falar sem embaçamento dessa ralação das erveiras, botando o foco na linhagem da Beth. Pra entender essa bagaça, tem que meter a cara num mergulho fundo nas plantas da Amazônia, na vida de quem trampa na rua, nas nossas crenças e na pajelança toda.
Desvendar os segredos desse nosso patrimônio exige que a gente fique de mutuca nas redes que sustentam esse comércio. É pra não deixar a indústria cheia de pavulagem levar nossa sabedoria na potoca e no lero lero. Tá selado!
A Magia do Ver-o-Peso: Muito Além do Trapiche
Aquele mercado de ferro azulão lá do Ver-o-Peso não tá ali só de enfeite, não, parente! Toda aquela infraestrutura construída no tempo da borracha, lá em 1901, é o coração que faz a nossa identidade pulsar. O mercado, importado das gringas lá de Londres e Nova Iorque, guarda um furdunço nas suas beiradas que vai muito além de só vender peixe pra misturar no nosso chibé de cada dia. O espaço virou um verdadeiro campo de negociação pro corpo e pra alma.
O Canto das Erveiras e a Explosão de Cheiros
Lá no meio do setor das ervas, onde quem dita as regras são as nossas cunhãs e caboclas de responsa, a organização dá um nó cego na cabeça de quem vem de fora. Quem manja das histórias diz que a sabedoria dessas erveiras remonta lá do comecinho do mercado organizado, mas escuta o papo desse bicho: a raiz desse conhecimento é muito mais antiga, vindo lá do tempo dos índios e da época braba da escravidão.
Quem anda naqueles corredores apertados fica logo despombalecido e de queixo caído. É uma explosão nos sentidos! O cheiro porrudo da priprioca briga de frente com o frescor do breu branco e com o doce do cumaru. Em cima dos jiraus, tu encontras um pudê de coisas:
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Garrafadas com líquidos verde-esmeralda, vermelho-rubi e outras cores pai d’égua enfileiradas metodicamente.
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Cascas de copaíba e sementes de andiroba arrumadinhas sem nenhuma bagunça.
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Montes de cipós que chamam a atenção da galera que passa por ali.
A parada é tão maceta que quem tem aquela condição neurológica da sinestesia jura que os cheiros por lá têm peso e que as cores das garrafadas dão quase um choque na vista!

O Pronto-Socorro do Corpo e da Alma
No Ver-o-Peso não tem lero lero. Curar a papeira ou qualquer dor do corpo é o mesmo que alinhar o espírito. Nossas erveiras pegaram a sabedoria indígena pura e misturaram com os saberes mágicos africanos pra te dar um alívio. Tem garrafada pra tirar quebranto, feitiço pra puxar o amor e banho pra quem tá na roça (sem dinheiro) arrumar um boró no bolso.
Mas pensa numa consumição que é o dia a dia dessa cambada de trabalhadoras. O fluxo de gente daqui, turista batendo foto e pesquisador perguntando as coisas exige que a erveira seja muito cabeça. Elas são médicas, psicólogas informais e conselheiras. Se chega alguém lá dando passamento ou com agonia no coração, a mulher faz o diagnóstico, entrega a poção e ainda ralha ensinando bem direitinho como preparar. É o verdadeiro pronto-socorro de Belém!
E, pra completar, essas mulheres ainda ficam de mutuca, vigiando o pedaço contra os malandros e mandando os curiosos de fora ficarem ligados pra não caírem na mão dos batedores de carteira. Tá selado que elas são as verdadeiras guardiãs da nossa história!
Bernadete Freire Costa: A Matriarca Pai d’égua de uma Linhagem Secular
Pra tu entenderes o tamanho da importância da nossa Beth Cheirosinha e não falares potoca, é preciso espiar a história pai d’égua da família dela. Nascida lá no Guamá, bairro tradicional de Belém, a Bernadete carrega na veia, na memória e na lábia as marcas de cinco gerações de mulheres que manjam tudo de tirar os segredos da terra. Hoje, com 72 anos nas costas, a mana bate no peito e se chama de “doutora da medicina natural”, sendo reconhecida por todo mundo como um patrimônio vivo do nosso Pará, di rocha!
As Primeiras a Meter a Cara no Ver-o-Peso
A história que a Beth conta não tem lero lero. A avó dela, a respeitada Mãe Velha, viveu até os 115 anos, égua! Já a mãe dela, a famosa Dona Cheirosa, foi até os 90. As duas foram as pioneiras que ajudaram a levantar a moral do comércio de ervas no Ver-o-Peso. No tempo antigo, lá pro meio do século XX, essas matriarcas davam seus pulos e faziam uma viagem ralada lá de Genipaúba, trazendo um pudê de plantas frescas nuns paneiros pesados de cipó.
Naquele tempo, a estrutura era muito palha comparada com as frescuras que o povo da cidade quer impor hoje. Não tinha chão cimentado nem nada; as ervas eram vendidas no chão de terra mesmo, em cima de uns sacos rústicos. O cliente chegava ilharga, pegava a raiz suja de barro e batia um papo sem embaçamento sobre o que servia pra curar cada dor. Dona Cheirosa não era só uma vendedora qualquer, a mulher era líder e abriu os caminhos pra essa cambada de uns 80 erveiros que tão lá na feira hoje.
O Saber que não tá no Livro, Tá na Mente
Se tu achas que elas aprenderam isso em universidade, tu é leso é? Não tem livro nem manual pra essa galera. O aprendizado passa de mãe pra filha na base da conversa e ficando de butuca. Beth começou sua lida novinha, com 15 anos, olhando a mãe trabalhar que nem uma alquimista. Foi metendo a cara nesse trampo pesado e informal que ela conseguiu criar seus nove filhos, crescendo à pulso e mantendo a dignidade.
Passando a Régua pro Conhecimento não Sumir
O que dá um passamento no coração do povo lá no Ver-o-Peso é o medo dessa sabedoria ir embora. A perda recente da Dona Coló, aos 73 anos, deu um baque na cidade inteira. A mulher era uma conselheira forte e a partida dela rendeu nota de pesar até do governador, mostrando o quanto essas cunhãs seguram a barra da nossa cultura. Quando uma erveira dessa parte sem passar tudo que sabe, é um pedaço da nossa história que se apaga.
Mas, pra nossa sorte, a Beth Cheirosinha não deixa a tradição ficar na roça! Pra garantir que tudo fique tá safo, as filhas já estão assumindo a bronca. A Auricélia, filha da Beth, junto com outras mulheres de fibra como a Simone (que pegou o ponto da mãe, a Sueli), já estão segurando as rédeas do negócio. Desse jeito, os banhos, chás e garrafadas vão continuar saindo só o filé, garantindo que a nossa magia nunca acabe. Tá selado!
| Geração / Posição | Nome Identificativo | Papel Histórico e Relevância Cultural | Status / Longevidade Registada |
| 1ª e 2ª Geração | Ancestrais Desconhecidas | Consolidação empírica do saber botânico indígena e da liturgia mística africana através da resistência cultural. | Raízes profundas nas populações originárias e na diáspora escravizada. |
| 3ª Geração | Mãe Velha (Avó de Beth) | Deslocamento geográfico do interior (Genipaúba) para a metrópole de Belém. Iniciou a venda direta no chão de terra. | Faleceu com impressionantes 115 anos de idade. Pioneira absoluta. |
| 4ª Geração | Dona Cheirosa (Maria de Lourdes) | Estruturação formal e comercial do setor de ervas no mercado. Orientou a criação e expansão de novas barracas. | Faleceu com 90 anos de idade. Nomeou e definiu a atual linhagem. |
| 5ª Geração | Beth Cheirosinha (Bernadete Costa) | Expansão formidável para a esfera midiática, reconhecimento oficial como património cultural e atuação como palestrante. | Septuagenária (72 anos). Mais de 50 anos ininterruptos no Ver-o-Peso. |
| 6ª Geração | Auricélia (Filha de Beth) / Simone | Adaptação metodológica do negócio ao século XXI e sucessão direta no atendimento nas barracas tradicionais. | Contemporâneas, ativas no mercado e guardiãs da oralidade futura. |
A Etnobotânica do Afeto e a Química Pai d’égua
Os trecos vendidos lá na barraca 27 e nas outras bancas de respeito do mercado não têm nada a ver com o lero lero da ciência dos livros de fora, não. A parada lá é uma mistura pai d’égua de cura e da nossa magia ancestral. Em cima dos jiraus, tu encontras de um tudo em pudê:
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Maços de folha verde e óleo cheiroso tirado na manha.
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Pomadas grossas e garrafadas preparadas no capricho.
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Os famosos banhos de cheiro pra tirar a pissica e a caninga.
O Canto da Atração e o Desejo no Vidro
A verdadeira gaiatice boa e a poesia dessas cunhãs tá no nome que elas dão pras formulações. Quando o papo é coração e amarração – que, nem te conto, é o que mais bota um boró no bolso da feirante no fim do dia –, a nomenclatura já manda o recado na lata! A poesia da nossa Beth Cheirosinha revela tudo aquilo que a galera deseja. A mana solta o verbo assim:
“Aí, eu pego as ervas que contêm os nomes: carrapatinho, agarradinha, chega-te a mim, chora nos teus pés, pega e não te larga, faz querer quem não te quer, vai buscar quem tá longe e queira não queira, vai ter que te querer.”
E não vai pensando que isso é potoca ou conto de gente lesa, não! Tem muita sabedoria escondida nessas rezas e preparos. A Beth Cheirosinha e as outras caboclas têm uma regra que é selada: não se pode, de jeito nenhum, misturar as ervas de atração só na água. Se o curumim ou a garota botar as folhas, caules e raízes direto na água, o negócio apodrece ligeiro, dá logo pitiú de coisa estragada e perde toda a joça.
A Química Só o Filé
do Ver-o-Peso
Pra garrafada ficar só o filé e não perder o poder do cheiro, as ervas têm que ser afogadas numa colônia ou no álcool puro. O álcool faz um serviço duplo que é chibata: ele puxa todo o óleo essencial da planta devagarinho e ainda conserva o banho, não deixando bactéria nenhuma dar bagunça no preparo. Isso mostra, sem embaçamento, que as erveiras, mesmo não tendo sentado em banco de universidade rica, manjam muito de química moderna e da farmácia do mato!
Receita Certa pra não Dar Baque
A ética da dona Beth com os fregueses é dura na queda quando o assunto é planta que mexe com o corpo. Apesar de chamar o povo pra barraca na maior alegria, dizendo “Comigo não tem conversa fiada: eu resolvo”, ela não te entrega a erva sem antes dar aquela instrução e até uma mijada de leve sobre o preparo. Ela mesma avisa:
“Não é porque é folha, dá no mato que também já vai tomar exagerado, tem que ter o controle pra fazer o chá… Eu pergunto logo: você já sabe o modo de preparar? Se ele disser ‘ah eu sei’, mas se não souber eu tenho a satisfação de ensinar o modo de usar”.
Essa consumição (cuidado/preocupação) mostra que a mulher sabe que a diferença entre o remédio curar ou mandar o caboco pro cemitério é só a dose. Na mente da dona Beth, funciona um computador processando milhares de receitas que ela aprendeu vivendo nesse estirão de vida!
O Banho de Cheiro: A Mágica Pai d’égua do Ver-o-Peso
Égua, o famoso banho de cheiro é a verdadeira espinha dorsal do nosso Ver-o-Peso, di rocha! Ele vende muito naquelas datas de alta tensão, tipo o Reveillon, o Dia de São João e naquelas sextas-feiras 13 que deixam a galera com o cu na mão. Isso não é só pra ficar cheiroso não, parente; é um rito de passagem e purificação que vem das raízes dos terreiros africanos e da pajelança dos nossos caboclos, tudo misturado com a fé na nossa Virgem de Nazaré.
A Ciência do Descarrego: Sem Potoca e Sem Embaçamento
A doutora e antropóloga Glacy Ane Araújo, que é muito cabeça e não fala potoca, já deu o papo: isso não é invenção nova pra atrair turista, mas sim um ritual centenário pra tirar a pissica e o quebranto do povo que tá quase no passamento com as rasteiras da vida. As ervas das bancas são divididas sem embaçamento em duas energias fortes:
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Ervas Quentes: Servem pra tirar aquele peso ruim, afastar a inveja e dar um pega o beco nos espíritos obsessores que ficam rondando. Entra aí a catinga-de-mulata, a folha de vassourinha, a arruda e o pião-roxo, que têm aromas fortes pra limpar a alma de quem tá só o farelo.
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Ervas Doces: Depois de limpar a inhaca, o caboco toma o banho doce pra chamar o amor e o boró (dinheiro) pro bolso. Usa-se manjericão, pataqueira, oriza, levante, patchouli e o lendário “trevo-beliscão”, tudo pra deixar o magnetismo da pessoa só o filé.
Da Turista ao Executivo: Todo Mundo Quer Ficar Safô
E não tem essa de pavulagem ou de gente metida a merda. Desde o morador ribeirinho até o buiado (endinheirado) de Belém andam com seu vidrinho na bolsa pra fechar o corpo contra as energias ruins e as disputas pesadas do trânsito e das firmas. A turista carioca Raiane Lima até mandou a real que vir a Belém e não levar o óleo é pedir pra dar bug na viagem. Ela leva lá pro Rio pra se proteger diariamente, porque sabe que o negócio é chibata.
A máquina do turismo engoliu isso de um jeito que é de cair o cu da bunda. Semanas antes do Círio de Nazaré e do São João, o mercado vira o maior furdunço. As erveiras arrumam umas bacias que são umas tebas (gigantes), exalando um perfume pai d’égua pra vender em grande quantidade pra um pudê de gente que vai atrás de bênção. É a fé e o cheiro do Pará ganhando o mundo, tá selado!
| Categoria Terapêutica | Matéria-Prima Botânica Comum | Finalidade Primária e Função Energética | Produtos e Garrafadas Notórias no Mercado |
| Descarrego e Purificação | Vassourinha, catinga-de-mulata, comigo-ninguém-pode, arruda, pião-roxo, espada-de-são-jorge. | Limpeza profunda do campo áurico, anulação de feitiços, afastamento tático de inimizades e combate ao mau-olhado. | Banho “Tira Zóio”, Quebra Feitiço, Desata Nó1. |
| Magnetismo e Atração | Patchouli, priprioca, carrapatinho, chora-nos-teus-pés, essência extraída do bôto amazónico. | Exacerbação da libido, consolidação de vínculos amorosos, indução de atração sexual inescapável. | Óleo da Bota, Chama Mulher, Mão Aberta5. |
| Prosperidade e Finanças | Dinheiro-em-penca, trevo-da-sorte, abre-caminho, abre-portas, levante. | Dinamização do sucesso em transações comerciais, aprovação em concursos públicos, incremento de vendas e ganhos pecuniários. | Passa no Concurso, Chama Dinheiro, Trevo da Sorte6. |
| Fitoterapia Somática | Óleo de copaíba, andiroba, casca de mururé, folhas de japana, cativa-de-mura, unha-de-gato. | Tratamento analgésico potente, anti-inflamatório sistémico, regulação do trato gástrico, alívio de cefaleias severas. | Óleos resinosos de massagem neuromuscular, chás hipotensores, garrafadas uterinas1. |
As Nossas Estrelas: A Fama e o Respeito Di Rocha das Erveiras
Antigamente, uma galera olhava meio torto pras nossas erveiras, achando que o trabalho delas era só uma bandalheira de ribeirinho ou caboquice sem valor. Mas as manas, que são duras na queda, deram a volta por cima! Hoje em dia, todo mundo abaixa a cabeça, porque elas são os verdadeiros pilares da nossa cultura e da nossa memória afetiva.
Nem te conto! Depois de uma consumição que durou décadas nos bastidores, em abril de 2024 a Câmara Municipal de Belém aprovou, por unanimidade, o projeto da Bancada Mulheres Amazônidas que tornou o ofício das erveiras do Ver-o-Peso o Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade. Tá selado! Pra Maria Loura, a presidente arretada da associação “Ver as Ervas”, esse título é a prova de 37 anos de ralação pesada, num espaço que por muito tempo deixou nossos feirantes na roça, faltando até o básico de higiene e segurança. Esse reconhecimento é pai d’égua pra proteger as manas dessa pavulagem de especulação imobiliária que quer mudar a cara do nosso mercado.
A Beth Cheirosinha e os Bacanas
A mana Beth Cheirosinha foi quem meteu a cara pra mudar isso tudo. Com uma lábia que é só o filé e um carisma que deixa qualquer um encabulado, ela transformou a barraca 27 num verdadeiro ponto turístico. A agenda da cabocla é tão maceta que tem muito artista famoso que fica com inveja. Olha o papo desse bicho: lá na banca dela já encostou gente de todo tipo de pavulagem, desde a nossa Fafá de Belém, até a jornalista Glória Maria, Regina Casé, Cláudia Raia, a Ana Maria Braga no “Mais Você” e o Pedro Bial.
E a mulher é muito cabeça! Essa fama fez com que ela fosse chamada pra dar palestras e consultorias pras empresas grandes como a Paratur, a Vale e a Natura, mostrando que não é só folclore, mas sim uma doutora de verdade na nossa biodiversidade amazônica. Égua, a bicha é o bicho!
Do Ver-o-Peso pro Bumbódromo
E se tu achas que ficou só no Pará, tu é leso é? Esse sucesso todo cruzou as fronteiras e chegou no Festival de Parintins. Em 2019, o Boi Garantido fez uma homenagem muito firme pra essas guardiãs, cantando a toada inédita “Erveiras da Amazônia” (feita por Hugo Levy, Ivânia Neves e Marcos Moreno). No balanço do carimbó e da percussão, a música botou o nome das matriarcas na história, cantando com a maior emoção: “Leva o banho de cheiro que hoje eu vou preparar (…) É no Ver-o-Peso em Belém do Pará, as ervas e banhos de cheiro pra cabocla te encantar (…) Tia Coló, Dona Cheirosa, Tia Maria, e outras erveiras mais”. É a nossa cultura levando o trabalhador do dia a dia pro topo, di rocha!
A Magia na Era da Internet
O setor das ervas não ficou parado no tempo não. Eles tão ligados em tudo e dialogando com a juventude. Pra tu teres uma ideia da gaiatice, a associação inventou uma essência chamada “Barbie Original”, ideia de uma jornalista, que vendeu num piscar de olhos, esgotando tudo na época do lançamento do filme.
Outra sacada de mestre foi a parceria da associação “Ver as Ervas” com o aplicativo Tinder. O Tinder pagou e distribuiu kits com três banhos místicos chamados “Desata Match”, pra ajudar quem tava panema no amor lá nas bandas do sul e sudeste do Brasil. Isso só prova que a nossa crença no banho de cheiro continua forte, mesmo com toda essa tecnologia de hoje. Pra indireitar ainda mais a situação e ninguém mais ficar na roça, o Sebrae tá fazendo campanhas pra transformar as erveiras em MEI (Microempreendedor Individual), ensinando a atender melhor e garantindo os direitos dessa classe que antes tava esquecida. Té doidé, o Ver-o-Peso tá só o creme mano!
O Furdunço da Biopirataria: O Saber do Caboclo Contra o Migué das Empresas
A história pai d’égua das nossas erveiras lá do Ver-o-Peso não vive só de beleza e romantismo, não, parente. O negócio é um verdadeiro furdunço, uma briga pesada entre a sabedoria das nossas caboclas de raiz e a ganância dos engravatados do capital corporativo. O causo mais sério que a gente tem notícia foi o embate histórico entre as vendedoras de Belém e a gigante dos cosméticos, a Natura S/A. Essa treta abriu fendas nas leis e mostrou que o Patrimônio Biocultural do Norte precisava de proteção di rocha.
O Bote e a Bubuia da Empresa
Tudo começou lá no comecinho dos anos 2000. O pessoal da empresa chegou remanchiando (de mansinho) nos corredores úmidos da feira, dando um migué de que eram só pesquisadores querendo resgatar histórias do Norte do Brasil. Com as câmeras ligadas, arrancaram toda a sabedoria fitoquímica milenar da Beth Cheirosinha e de mais cinco matriarcas de respeito. As manas ensinaram as dosagens certinhas da priprioca, do cumaru e do breu branco.
E sabe qual foi a recompensa? Quinhentos contos para cada uma pelo uso de imagem! É de cair o cu da bunda! Com essa mixaria, a corporação ancorou o lançamento mundial da multibilionária linha Natura Ekos. O selo amazônico rendeu horrores, e a empresa ficou buiada, vendendo pra gringo nas vitrines de luxo o exato cheirinho que as nossas erveiras guardaram e processaram por séculos.
A Potoca Corporativa e a Briga na Justiça
Mas as feirantes não engoliram esse lero lero. A OAB-PA entrou na jogada, despertou a Associação “Ver as Ervas”, e a guerra começou. Para não abrir a carteira, a corporação tentou tapar o sol com a peneira, lançando a potoca de que a priprioca era um conhecimento “difuso”, ou seja, de todo mundo e de ninguém.
Eles ainda mandaram o só papo furado de que os vídeos eram só propaganda pra valorizar a cultura, e negaram que a tecnologia industrial deles veio das feirantes. No fundo, eles estavam com o cu na mão de que pagar royalties justos para um grupo informal abriria precedente pra todo o mercado desabar. Mas exigir papel passado de sabedoria ancestral, que passa de boca a orelha há gerações, é ignorar que o Ver-o-Peso é o guardião maior de tudo isso.
Acordo de Migué e a Roça de Cada Dia
Com a ameaça de um processo gigante que podia travar a fábrica inteira, a empresa recuou. Prometeram o que seria o “primeiro acordo do país”, passando uma porcentagem das vendas pra Associação.
Mas espia a sacanagem: agora, chegando perto de 2026, com o fim do sigilo judicial, a imprensa revelou que as matriarcas ainda clamam por transparência. Os executivos cheios de pavulagem andam rindo à toa, exibindo lucros líquidos absurdos (mais de 87 milhões de dólares só em 2025 com as linhas amazônicas e afins). Enquanto isso, as erveiras continuam na roça! Ficam lá peitadas de trabalho, aturando inhaca de esgoto, barraca velha do século passado e a inflação comendo solta. É a cultura popular dando lucro pro mundo, enquanto a dona da receita corre o risco de sofrer mais que cachorro de feira.
| Eixos de Tensão na Disputa Biocultural | Narrativa Jurídico-Corporativa (Natura) | Narrativa Antropológica (Erveiras do Ver-o-Peso) |
| Génese Epistémica e Origem | Classifica o domínio fitoterápico como “conhecimento difuso”. Argumenta a impossibilidade cabal de atestar a autoria coletiva15. | Defende um intelecto coletivo culturalmente coeso, inseparável do local, corporificado na associação sindical histórica e local6. |
| Natureza da Abordagem Preliminar | Classificada como mera recolha de depoimentos motivacionais; pagamento exíguo de R$ 500 pela licença vitalícia da “imagem” pessoal15. | Acusações de usurpação de valiosos dados etnobotânicos sensíveis sem um consentimento prévio, robusto e esclarecido19. |
| Engenharia e Uso Botânico | Declara possuir laboratórios altamente avançados e tecnologias exclusivas e proprietárias para a destilação dos óleos (Priprioca/Breu)15. | Frisa que a autêntica mística ritualística e o secular “saber-fazer” caboclo geraram o intangível gatilho comercial que induz a venda bilionária do produto cosmético na prateleira35. |
| Dividendos e Impacto Social | Apresenta robustos relatórios de sustentabilidade ambiental; firmou acordos históricos em cadeias curtas e celebrou contratos iniciais com as comunidades de base e a Associação Ver-as-Ervas34. | Aponta para uma gritante opacidade corporativa na prestação anual de contas; relata que lucros formidáveis registados em bolsa não se espelham nem atenuam a miséria de base e as falhas infraestruturais da feira nas ações processuais de 2025/202635.
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Sabedoria Pai d’égua no Clima: O Caminho pra COP30
A parada é a seguinte: o relógio tá correndo pra tal da COP30, que vai rolar bem aqui na nossa Belém, e o mundo todo tá fianco de mutuca no nosso Ver-o-Peso como nunca antes. As nossas erveiras, lideradas por matriarcas de pulso forte e fala boa como a Beth Cheirosinha, a Dona Maria e a Maria Loura, tão se preparando pra ser as embaixadoras só o creme mano da economia da floresta. Elas são as verdadeiras guardiãs que ensinam a não esbandalhar os recursos da nossa terra.
Misticismo Virando Política e o Furdunço
Diplomático
No meio desse clima quente da diplomacia, o nosso papo místico e os rituais viraram ferramenta política de primeira. Olha o papo desse bicho: na visita que o Príncipe William fez aqui na cidade, ele ganhou de presente um “banho de cheiro” dos terreiros do Ver-o-Peso. O pessoal do Instituto Cojovem fez uma gaiatice genial e entregou pro nobre gringo um frasco engarrafado com o nome “Óleo Atrai Políticas Públicas para a Juventude”.
A internet quase deu bug achando que era o famoso “Óleo da Bôta”, mas a verdade é que as nossas novas gerações de curumins e estudantes tão usando as magias de amarração pra cobrar na marra o dinheiro do clima e os direitos do nosso povo amazônico. Aquele mesmo cheiro que as corporações quiseram vender só pra vaidade, a nossa juventude transformou em arma geopolítica mundial, di rocha!
O Tempo da Mata Contra o Progresso Avacalhado
Com essa urgência do clima fungando no nosso cangote, o trabalho antigo que a Mãe Velha e a Dona Cheirosa ensinaram se mostra sustentável de verdade e feito na maciota. Todo o trabalho de tirar a raiz da priprioca, o óleo da copaíba e as folhas de patchouli respeita o tempo certo da floresta se renovar. É o completo oposto dessa monocultura da soja e dos pastos de gado que botam fogo nas fronteiras do Pará e nas terras dos nossos indígenas.
A Dona Beth Cheirosinha mandou a letra sem embaçamento: “A floresta é a nossa farmácia, mas também a nossa professora. Quem a escuta nunca adoece.” É a receita milenar da prevenção jogada na cara da ganância do ocidente.
A Ameaça Constante e o Medo de Ficar Na Roça
Mas não pensa que o clima de festa da COP30 deixou tudo tá safo, não, parente. As nossas matriarcas tão passando por uma consumição pesada e precisam combater ameaças grandes todo santo dia:
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A expansão das farmácias comuns que vendem remédio artificial em cada esquina de Belém.
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As lojas chiques com ar-condicionado de gente buiada vendendo produto natural gourmetizado, ameaçando o trocado diário das feirantes.
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A bandidagem e a falta de segurança que deixam o centro histórico violento e avacalhado, afastando os clientes e deixando as erveiras com o cu na mão.
Pra piorar, a paciência pedagógica da Dona Beth corre o risco de ficar no esquecimento porque a molecada de hoje anda muito avoada e lesa, querendo remédio rápido e virando a cara pro ensinamento da maceração demorada. Se não trouxerem infraestrutura de verdade pro mercado, dignificando as feirantes sem tirar o espírito do lugar, o Ver-o-Peso vai perder seu encanto e o nosso povo vai sofrer mais que cachorro de feira.
A Vasta Floresta Encapsulada em Vidros: Considerações Finais e Implicações
O inefável, caótico e glorioso setor botânico das ervas medicinais, fincado estrategicamente no estômago do monumental Mercado do Ver-o-Peso, representa, sem laivos de dúvida, uma prodigiosa e vibrante anomalia temporal. Trata-se do verdadeiro coração orgânico e pulsante de uma Amazónia autêntica encravada num ambiente de progressivo desenvolvimento urbano implacável. Neste reduzido e exíguo espaço arquitetónico centenário, meticulosamente ladeado por rios barrentos infindáveis e selvas de cimento armado asfixiante, as exímias erveiras assumem a transcendência e transmutam feixes de raízes enlameadas e cascas ásperas oriundas dos confins de florestas indevassadas da bacia amazónica em poderosíssimos vetores incontestáveis de cura somática, inquebrantável resistência civil, misticismo terapêutico e profunda resiliência social perante séculos ininterruptos de descaso institucional. A formidável figura de Bernadete Freire Costa, universalmente consagrada pelo cognome afetuoso e sagrado de Beth Cheirosinha, desponta impávida e serena neste conturbado e exigente cenário histórico como um indestrutível e inabalável pilar sociológico e antropológico caboclo. As robustas raízes da sua árvore genealógica de cura mergulham profunda e tragicamente na mesmíssima terra escarlate e húmida que outrora serviu tragicamente de leito doloroso para o genocídio originário e para as nefastas e opressivas rotas de mercantilização sangrenta colonial.
A deslumbrante e acidentada trajetória registada pela lendária barraca número 27 abarca todo um impressionante arco civilizacional: desde a venda nos parcos e improvisados paneiros rústicos artesanais de cipó trazidos por Dona Cheirosa de pequenas vilas isoladas; passando pela arcaica disposição de ramagens milagrosas comercializadas diretamente sobre o húmido solo de terra batida sob um clima equatorial inclemente; culminando triunfalmente nas polidas tribunas das palestras e consultorias prestadas a diretores globais nas sumptuosas sedes executivas engravatadas das impiedosas grandes e vorazes corporações9. A caminhada destas mulheres reflete o triunfo silencioso, duradouro e estrondoso da negligenciada epistemologia assente na sagrada transmissão pela via oral do povo escravizado.
Todavia, a meticulosa análise sociológica e do intrincado e moroso direito processual e civil gerado pelo emblemático choque e conflito judicial protagonizado com a maciça e implacável indústria biotecnológica de cosmética e bem-estar evidencia de forma cristalina a inaceitável e perversa dicotomia do moderno capitalismo utilitarista de vertente extrativista “verde”12. Por um lado, as grandes entidades corporativas internacionais prontificam-se vorazmente a validar a eficiência milenar botânica destas substâncias isoladas, apropriam-se feroz e avidamente do inestimável apelo do folclore nativo para a alavancagem sem freios de campanhas imensas de sustentabilidade publicitária global, e enriquecem estratosfericamente munidas da sabedoria intuitiva secular oriunda e preservada a imenso custo pelos povos silenciados. Contudo, quando instadas a operar no plano prático e financeiro e a transitar para os foros jurídicos das responsabilidades civis firmadas, estas mesmíssimas corporações frequentemente enveredam por esquemas táticos dilatórios e recusam-se perversamente a repartir, com iniludível equidade moral ou transparência financeira exigida pelas estritas normativas legais atuais, as bilionárias somas apuradas geradas pelos estrondosos dividendos e lucros diretos e líquidos alavancados globalmente pelo espólio etnobotânico12.
A hercúlea manutenção deste extraordinário e imensurável tesouro civilizacional e biocultural necessitará obrigatoriamente de políticas públicas urgentes. Carece impreterivelmente de uma urgente, respeitosa e zelosa reestruturação arquitetónica sanitária e da urgente fortificação global dos instrumentos normativos de segurança, assegurando em definitivo quadros punitivos que coíbam de forma implacável e dura a pilhagem sistemática corporativa biopirata. Cada pequena e singela essência que transita em ínfimos frascos laboriosamente vertidos por jovens aprendizes e filhas, como o caso notório de Auricélia ou de Simone22, carrega dentro de si um irrefutável manifesto sociológico. Num país amordaçado durante séculos por grilhões de extrativismos alucinantes neocoloniais e violentos, a persistência diária, colorida e inabalável e o perfume resinoso inebriante do Ver-o-Peso exigem para si o direito irrevogável e solene de a soberana Amazónia manter permanentemente viva a dignidade, para estipular as fórmulas sagradas da sua incontornável libertação identitária.
Referências citadas
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- No Ver-o-Peso, poções contra todos os males – e para alguns memes – revista piauí – UOL, https://piaui.uol.com.br/web/erveiras-ver-o-peso-belem-memes/
- Portal Amazônia responde: o que é banho de cheiro?, https://portalamazonia.com/cultura/o-que-e-banho-de-cheiro/
- Uma experiência no mercado Ver-o-Peso, em Belém | Gira Mundo, https://bloggiramundo.com/?p=7097
- beth cheirosinha Archives – Matueté, https://matuete.com/tag/beth-cheirosinha/
- Ofício das erveiras do Ver-o-peso – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Of%C3%ADcio_das_erveiras_do_Ver-o-peso
- Barraca da Beth Cheirosinha em Belém – minube, https://www.minube.pt/sitio-preferido/barraca-da-beth-cheirosinha-a3662190
- Conheça mandingas especiais de Belém para esta sexta-feira 13 – O Liberal, https://www.oliberal.com/belem/conheca-mandingas-especiais-de-belem-para-esta-sexta-feira-13-1.421607
- Conheça o Pará – Aqui tem: Beth Cheirosinha – Clube Mochileiro Aventura, http://clubemochileiroaventura.blogspot.com/2013/11/conheca-o-para-aqui-tem-beth-cheirosinha.html
- Beth Cheirosinha: a erveira de 72 anos que mantém a tradição indígena e negra dos banhos de cheiro – YouTube, https://www.youtube.com/shorts/u2adr6i88bM
- Beth Cheirosinha mantém viva a tradição das erveiras – ELLE Brasil, https://elle.com.br/materia/beth-cheirosinha-mantem-viva-a-tradicao-das-erveiras-no-para
- Patrimônio Cultural e biodiversidade: o papel das erveiras do mercado Ver-o-Peso em Belém do Pará – Revista Sumaúma, https://periodicosfccm.org/index.php/sumauma/article/download/13/4
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- CHEIRO DE CORES E SONS? | Palmira Margarida – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=3oFML0HF2ac
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- Aumenta a procura pelo tradicional banho de cheiro do dia de São João – Agência Belém, https://agenciabelem.com.br/Noticia/148492/ios%2022978%20aurora%20slot%20cars%20value
- Erveiras preparam banho de cheiro para clientes do Ver-o-Peso – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=VGIsycY2pKg
- Banho de ervas para garantir boas energias em 2026 é tradição em Belém – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=T9SUEfMAExU
- Banho de cheiro é tradição em junho • DOL, https://dol.com.br/noticias/para/noticia-423548-banho-de-cheiro-e-tradicao-em-junho.html
- Boi Garantido homenageia Ver-o-Peso e Virgem de Nazaré em toada inédita, https://www.jesocarneiro.com.br/boa-noticia/boi-garantido-homenageia-ver-o-peso-e-virgem-de-nazare-em-toada-inedita.html
- Erveiras do Ver-o-Peso comemoram reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do Pará | Redescobrindo o Mundo | O Liberal, https://www.oliberal.com/cop-30/redescobrindo-o-mundo/erveiras-do-ver-o-peso-comemoram-reconhecimento-como-patrimonio-cultural-imaterial-do-para-1.1016031
- Erveiras do Ver-o-Peso ganham reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade – Rede Eclesial Pan-Amazônica, https://repam.org.br/erveiras-do-ver-o-peso-ganham-reconhecimento-oficial-como-patrimonio-cultural-imaterial-da-cidade/
- Dona Cheirosinha conta tudo sobre banho-de-cheiro ao ‘Mangueirosamente’ – O Liberal, https://www.oliberal.com/cultura/mangueirosamente-entrevista-dona-cheirosinha-1.548132
- Dona Coló já foi homenageada pelo Boi Garantido no Festival de Parintins; relembre, https://www.oliberal.com/cultura/dona-colo-ja-foi-homenageada-pelo-boi-garantido-no-festival-de-parintins-relembre-1.1066755
- Campanha “Compre do Pequeno Negócio” reúne feirantes e visitantes no Ver-o-Peso., https://economia.belem.pa.gov.br/137/
- Natura fecha acordo com ‘erveiras’ – | Acervo | ISA, https://acervo.socioambiental.org/acervo/noticias/natura-fecha-acordo-com-erveiras
- Exclusivo: Conhecimento tradicional, lucro bilionário e anos de espera. – O Amazônico, https://www.oamazonico.com.br/materias/exclusivo-conhecimento-tradicional-lucro-bilionario-e-anos-de-espera-
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ ESCOLA POLITÉCNICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E SIS, https://archivum.grupomarista.org.br/pergamumweb/vinculos/00009c/00009c0d.pdf
- Brazil’s Natura returns to profit in 2025 after completing restructuring, https://www.premiumbeautynews.com/en/brazil-s-natura-returns-to-profit,27336
- Regenerating_Territories_Para-Project_Aupaba_Institute-EN_01_02_13.pdf – Instituto Aupaba, https://institutoaupaba.org/wp-content/uploads/2025/06/Regenerating_Territories_Para-Project_Aupaba_Institute-EN_01_02_13.pdf











