O Som Pai d’Égua que Brota da Terra: A Resistência, a Evolução e o Encanto do Carimbó na Amazônia

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“Aqui no Ver-o-Peso.com, a gente sabe que nossa cultura pulsa forte. Abaixo, trago o nosso artigo completo e adaptado, de cabo a rabo, pro nosso amazonês autêntico, pra galera ler e se sentir em casa.”

O Som Pai d’Égua que Brota da Terra: A Resistência, a Evolução e o Encanto do Carimbó na Amazônia

Da ancestralidade afro-indígena aos palcos estordes pelo mundo, uma análise profunda de como o ritmo paraense não levou o farelo pra séculos de repressão, virou Patrimônio Cultural do Brasil e pulsa di rocha na alma do nosso povo.

A buca da noite cai quente e úmida sobre a Amazônia atlântica, mas a brisa constante que sopra dos rios traz um refresco rapidola para a galera que forma uma roda maceta nos terreiros de terra batida do interior do Pará. Bem no miolo desse círculo de gente, uma pequena fogueira estala. O fogo não serve para aquecer os corpos, mas sim para afinar o couro esticado sobre os troncos tebudos de madeira oca.

Quando as mãos calejadas dos cabocos encontram a pele quentinha do tambor, um som grave, profundo e sincopado ecoa di rocha, reverberando no peito de quem ouve e marcando o compasso da floresta. Rapidola, os chocalhos respondem, o banjo solta suas primeiras notas agudas e as saias bem coloridas começam a girar, levantando a poeira e desafiando a gravidade.

Não rola abraço na dança, mas tem aquela sedução; não tem partitura clássica no terreiro, mas tem uma orquestração dos antigos que é só o filé. O carimbó, muito mais do que uma fulhanca ou um simples estilo musical, é a própria respiração da cultura cabocla paraense.

Esse nosso mergulho investigativo vai fundo nas raízes, na evolução tim-tim por tim-tim e na presença pai d’égua de hoje em dia do carimbó. É um negócio que mostra sem embaçamento a nossa identidade de ribeirinho, de quem planta, do povo negro e indígena aqui do norte.

Das épocas escrotas de repressão da polícia lá no século XIX até os dias de hoje nos festivais e gringas afora, o carimbó mostrou que é duro na queda. Ele se ajeitou, cresceu, deu voz pra galera e, num fato novo histórico, ganhou o selo de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Esse nosso papo aqui prova como essa tradição continua em pé, selado, provando que, como já mandava um dos nossos maiores mestres, o carimbó nunca morre.

O Coração de Madeira e Couro: De Onde Vem e a Magia do Tambor

Pra gente manjar mesmo do tamanho do carimbó, a gente tem que arreparar primeiro no instrumento que batiza e dá vida pro ritmo. A palavra “carimbó” vem lá do tupi, saindo direto do termo korimbó. Esse nome é a mistura de duas palavras indígenas: curi, que quer dizer “pau” (pau oco), e m’bó, que é “furado” ou “escavado”. Logo, o curimbó é, na lata, o “pau oco que faz som”.

Fazer esse tambor dá um trabalho do diacho, um ritual milenar que herdamos dos parentes indígenas. Os curimbós de raiz são feitos no muque, escavando troncos purrudos de árvores nativas. Samaumeira, mangueira e buriti são as madeiras que os artesãos mais caçam. E tem todo um respeito ecológico, porque a galera prefere árvore que já tombou na mata de bubuia, pra não avacalhar o ciclo da natureza. Depois de escavar, cobre-se um dos lados com couro — antigamente de veado, hoje em dia de boi mesmo — bem esticado com cordas ou aros.

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Aí a afinação é um show à parte. Antes da bumbarqueira começar, o couro tem que pegar o calor de uma fogueirinha. O fogo age em riba da pele úmida, tira o suor, estica as fibras e garante aquele timbre grave e seco, uma marcação estorde! O curimbó é quem manda na festa, é o coração batendo que dita o andamento pra todos os outros instrumentos e pra galera dançar.

carimbo na amazonia

Em torno desse tambor maceta, a instrumentação original do “carimbó de pau e corda” chega remanchiando de forma orgânica. Confere aí a roda:

Instrumento Classificação Origem Qual é a dele na roda?
Curimbó Percussão Indígena / Africana É o tambor mestre. Dita o passo e a batida grave na mão limpa.
Maraca Percussão Indígena Feita de cuia seca com sementes, dá o balanço agudo constante.
Banjo Caboclo Cordas Europeia / Africana Trouxe o som estalado no lugar das antigas violas de Portugal.
Reco-reco (Milheiro) Percussão Africana / Indígena Preenche o ritmo, garantindo o molejo entre os baques do curimbó.
Flauta de Madeira Sopro Indígena / Europeia Faz os floreios melódicos bonitos e solos rústicos.
Onça Percussão Africana Cuíca rústica que imita di rocha o esturro da onça.

O Mestre João da Silva, um luthier de responsa, manda essa visão: “O tambor não é só um pau jogado no chão. A árvore caiu, mas a gente dá uma nova voz pra ela. Quando o negro meteu a mão na madeira do índio, o coração do Pará começou a bater. Se o couro esfria, a dança amolece, por isso a gente bota no fogo, pra nunca esquecer o calor da nossa cambada.”

É esse barulho hipnótico que embala os causos do caboclo, com uma poesia que não tem igual.

A Matriz Tríplice: A Mistura Cabocla dos Índios, Africanos e Portugueses

Essa história de onde surgiu o carimbó é fluida que só. A galera do Salgado (Marapanim, Curuçá) bate no peito dizendo que nasceu lá, enquanto a turma da Ilha do Marajó jura de pé junto que é da ilha. Mas deixando a pufia de lado, uma coisa é certa di rocha: o carimbó é a mistura cabocla pai d’égua dos povos indígenas, africanos e portugueses.

A semente primeira veio lá do século XVII com os Tupinambás. As festas deles, com danças de roda, batidas lentas e passos miúdos que imitavam os bichos, mais os troncos e maracas, foram a base. Era um lance bem de energia com a mata.

Mas o molejo e o suor que a gente bota na dança vêm da herança africana. Com o povo negro trabalhando sob chicote nos engenhos, o ritmo ganhou a síncope avassaladora, aquele suíngue que balança os quadris. E o cantar em roda, de chama e responde, também é matriz negra, transformando o andar ritual num negócio bem profano e cheio de gaiatice.

Pra fechar, a galera de Portugal entrou com os instrumentos de corda e a estética. As saias purrudas e rodadas das mulheres vêm das danças de salão e do campo da gringa, só que adaptadas pro nosso sol de lascar.

O Dr. Carlos Mendes explica sem embaçamento: “O carimbó é a nossa cara. Não teve ninguém passando por cima de ninguém na arte. O indígena deu a árvore oca e a flauta, o africano o molejo e a polirritmia, e o português a harmonia e as saias. É uma cultura totalmente cabocla, mano.”

Nos séculos XVIII e XIX, o carimbó virou a música de quem tava brocado de cansaço. Depois de semanas se ralando no sol pra plantar mandioca ou passar frio nos cascos de pesca, a rapaziada se juntava. Nas letras improvisadas, eles cantavam os causos do dia a dia, falavam do jacaré, do macaco, da abundância de peixe e das visagens dos igarapés.

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A Coreografia da Floresta e dos Rios: Saias, Animais e a Dança do Lenço

Ver o povo dançar carimbó é chibata demais! É cor pra todo lado, sorriso largo e flerte na medida. Na roda tradicional, tu já sabe: a regra é não se agarrar. A paquera rola solta só na ginga e no olhar escorregadio.

As carimbozeiras, nossas sereias, são o centro das atenções. Elas metem blusinhas curtas, colares de açaí, flores no cabelo e saias gigantes que não param de rodar. E elas sabem manipular o pano pra parecer as ondas da maré ou a rede pescando. É um talento que exige muito preparo, porque o molejo do quadril não perde a batida do curimbó.

Os cavalheiros, geralmente descalços, de calça dobrada pra não sujar na lama do rio, ficam só rudiando a pequena. Com a camisa florida amarrada na cintura, eles fazem passo miúdo, batem palma e cercam a dama, querendo se mostrar cheios de pavulagem.

Como o caboclo presta atenção na natureza, nasceram as danças que imitam os bichos, tipo o Peru do Atalaia, do Jacurarú, da Pomba com o Gavião e da Onça. Na dança do Peru, o cara imita o andar do bicho cheio de moral. Na da onça, é puro teatro com a presa na roda.

Mas o bicho pega mesmo, botando a galera na mutuca pra ver, é na Dança do Lenço. É um desafio estorde! A mana deixa cair um lenço. O homem, se for pulso, tem que abaixar, equilibrar no muque, e pegar o pano só com a boca, sem botar a mão no chão! Se ele der o bug, cair pra trás ou usar a mão, leva o farelo, escafedeu-se, sai corrido na base da vaia. Mas se ele manja e consegue, é aplaudido, o sorriso da gata é certo e ele vira o cara da fulhanca.

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A História Silenciada: Quando o Carimbó Era Perseguido

Nem tudo foi só o filé. A história do carimbó tomou muita pancada, com repressão, polícia em cima e muito preconceito dos ricaços. Lá no século XIX, a elite de Belém, que sonhava em ser a “Paris dos Trópicos”, tinha nojo de quem batia tambor. Jornais esculhambavam, chamando de “festa de preto” e marginalizando a galera.

Lá pelos anos 1880, o negócio desandou. A prefeitura botou a patrulha pra capar o gato de quem tava tocando. Eles invadiam, quebravam os terreiros, davam porrada, furavam os curimbós com baioneta e prendiam as pessoas. O carimbó teve que se amalocar na clandestinidade. Pra não levar pisa, o caboclo pegava o beco pras madrugadas lá na caixa prego, tocando nas baixas de lama.

Dona Socorro, uma mana de 81 anos, conta o que a avó dizia: “A patrulha se ouvisse o estrondo na noite, descia a ladeira pra furar nosso couro (NO BOM SENTIDO). A gente ia pro fundo do igarapé, onde a lama engolia o som. Mas caboclo é teimoso demais. De dia a gente calava sob o chicote, mas de noite batia o tambor. A cultura tá aqui porque os antigos não deixaram o fogo apagar.”

Só lá pros anos 50 é que o cenário melhorou, com pesquisadores da folclore botando os grupos interioranos pra tocar nos salões de Belém, começando a limpar a sujeira que inventaram do nosso ritmo.

  • Séc. XVII: Indígenas começam rituais de roda, tambor e maraca.
  • Séc. XVIII e XIX: Entra o batuque africano e a viola de Portugal. Sofre perseguição braba e vai pros terreiros escondidos.
  • Anos 30 a 50: O ritmo é tirado do mato pelas pesquisas de folclore.
  • Anos 60 e 70: A era de ouro do disco de vinil! Vira febre nas rádios driblando a censura.
  • 2014 – Hoje: Vira Patrimônio Imaterial pelo IPHAN e ganha o mundo na voz da mulherada.

As Ramificações: Os Tipos de Carimbó

A Amazônia é grande que só, e o ritmo se ajeitou diferente em cada canto:

  • Carimbó Praieiro (Salgado): O mais espocado! Agitado, rebolativo, rola em Marapanim e Curuçá. As letras são sobre a pescaria e a maré.
  • Carimbó Pastoril: Aquele mais jururu e contido, muito forte na Ilha do Marajó. Canta as lendas do interior, as visagens e o misticismo do homem do gado.
  • Carimbó da Roça: Rústico e cru. Tocado no improviso, na terra batida, depois que o caboclo volta de quebrar as costas plantando mandioca.

A Era de Ouro: Como o Ritmo Tomou Conta nos Anos 60 e 70

A revolução de verdade que botou o carimbó na boca de todos rolou na passagem de 1960 pra 1970. E olha que sorte: durante a censura da ditadura, o ritmo cresceu porque falava só das aves, rios e causos de amor, e não acionava as vistas dos cagoetas militares. Foi dominando a rádio inteira.

Nessa época, teve a grande pufia: O Raiz contra o Moderno.

Do lado purista estava o inesquecível Mestre Verequete. Fiel ao pau e corda, ele não deixava botar guitarra por nada, cantando estufado: “O carimbó não morreu / Está de volta outra vez / O carimbó nunca morre / Quem canta o carimbó sou eu”. Verequete era o negro raiz batendo pé firme contra o modismo pop.

Do lado de lá, o Pinduca foi escovado e tascou instrumento elétrico. Botou bateria de baile, guitarra com distorção, baixo pesado e muito sopro. E com seus chapéus e roupas espalhafatosas, transformou o carimbó num estrondo nacional pras pistas de dança, sendo até indicado pro Grammy muito tempo depois.

E ainda teve o poético Mestre Lucindo, de Marapanim, que avisava sobre o fim da floresta nas suas letras antes mesmo de a ecologia ser pauta, e Mestre Cupijó, lá de Cametá, que misturou a nossa levada com os metais da banda de siriá.

João “Banjo”, jovem músico de Belém, passa a régua: “Nossa geração não briga. A gente curte o disco do Verequete pra aprender a base, mas liga a guitarra no palco com a mesma pressão do Pinduca. O curimbó sendo o paião no meio, o resto acompanha de boa.”

A Força da Mulherada: Dona Onete e as Suraras do Tapajós

Antigamente, as mulheres ficavam na delas, costurando saia ou fazendo banquete. Mas chegou o século XXI e as manas não quiseram mais ficar só na ilharga. Ocuparam o centro!

O maior abalo vem da diva Dona Onete. Passou anos como professora, escrevendo escondida de um marido machista. Aos 70 anos, pegou o beco e assumiu os vocais! Ela inventou o Carimbó Chamegado, aquele mais lento e gostoso, pra dançar enrabichada. Cantou as belezas do pitiú do Ver-O-Peso e as brisas da folha de jambu, levando nosso som da Pedreira pras capitais lá de fora.

Lá pra cima, no oeste do estado, as Suraras do Tapajós de Alter do Chão mandaram o machismo capar o gato. Esse grupo é formado só por mulheres indígenas. Quebraram tabu antigo de que mulher não podia sentar no couro do tambor. Agarraram as maracas e o curimbó pra meter a cara contra a destruição da floresta. Elas soltam as letras em português e Nheengatu. A mana Luiara Borari resume a parada: “A gente bate no couro com força pro Brasil escutar que a Amazônia e os nossos corpos não tão à venda.” Égua, só aplauso pra essas manas arretadas!

Geografias Sagradas: Marapanim, Marajó e Santarém Novo

Tudo aqui em cima tem seu pólo gravitacional.

Marapanim não é a “Capital do Carimbó” à toa. Lá é a casa de Lucindo e, em dezembro, o pau canta num festival que não tem hora pra acabar, mantendo a tradição praieira vivíssima.

Na Ilha do Marajó, quem comandou foi Mestre Damasceno, criador do famoso Búfalo-Bumbá. Um caboclo quilombola que ficou sem enxergar, mas seguiu brilhando até virar comendador. Quando escafedeu-se desse mundo, o pedido dele foi atendido: choradeira nada, o povo fechou as ruas de Belém num cortejo só no baque de curimbó pra honrar o mestre.

E em Santarém Novo, o carimbó não é só festa profana, é religião. A Irmandade de São Benedito meteu o tambor pra reverenciar o santo. Os padres tentaram proibir chamando a dança de diabólica, mas o povo não se mixou: criaram um barracão próprio, misturaram rito católico com ancestralidade africana, rolaram os jantares fartos com Beiju Chica, e a reza virou pura síncope no couro.

Selo de Ouro: O Nosso Patrimônio Imaterial

O negócio virou tão grandioso que o mesmo governo que antes batia teve que se curvar. Em 2006, o povo e os velhos mestres subiram o tom e criaram a “Campanha Carimbó Patrimônio”. Andaram por 156 cantos no meio do mato escrevendo dossiês e resgatando memórias e luthiers esquecidos.

O resultado veio em setembro de 2014, quando o IPHAN cedeu de vez: o carimbó foi selado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Botaram nosso tambor na mesma prateleira do frevo e da capoeira, obrigando os figurões a protegerem a cultura e os nossos velhos guardiões.

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O Que o Futuro Aguarda: Os Perrengues de Hoje

Apesar do título, a vida segue ralada. O plano de proteger os mestres patinou legal quando a pandemia bateu. Sem poder tocar nos terreiros e fazer um trocado, muito mestre ficou brocado. Foi na base da vaquinha e da força da própria comunidade que garantiram o prato de comida e os remédios.

Tem também a treta da apropriação: tem muito restaurante chique fingindo tocar carimbó, com show meia tigela bem plastificado, só pra agradar os de fora e arrancar grana, apagando o suor original do terreiro de chão batido.

Mas a resistência tá vivíssima. Os clubes e grupos pequenos nasceram aos montes. E hoje as universidades (UEPA, UFPA) tão abraçando o conceito da “Pedagogia do Carimbó”. O toque do tambor não é mais só de festa junina, é disciplina pra ensinar ecologia, história não contada e respeito pelas manas, mudando a base dessa nova geração inteira.

E Pra Fechar a Conta: O Coração da Amazônia

Bicho, carimbó não é lenda de museu. Ele é orgânico, vivo, arisco, perdendo a palha véia e nascendo broto de som moderno a cada era. Veio do ritual do Tupinambá na calada, passou por cima das chibatas da polícia no século XIX, e se recusa a botar a cabeça pra baixo pra qualquer um que queira nos silenciar.

O som purrudo na palma da mão, as saias que não param de rodopiar, o pescador poético e as indígenas exigindo respeito, formam um negócio sem fim de bonito. É a tradução mais fiel do que é ser paraense na vastidão desse norte.

Não dá pra bater palma só; tem que garantir o sustento do artesão e bater de frente pelo direito do povo do Pará e de toda a bacia da Amazônia. Então, cada vez que o caboclo jogar o pé firme no barro da nossa terra ou mandar a palma da mão pro coro ardendo em brasa, ele tá puxando o passado pra ser o nosso futuro.

Como Mestre Verequete lançou: “O carimbó não morreu, está de volta outra vez. Quem canta o carimbó sou eu”. É di rocha! A nossa árvore sonora nunca vai dobrar os galhos pra ficar esquecida na poeira. A Amazônia vive, e o carimbó acompanha batendo forte e maceta!


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Referências citadas

  1. CARIMBÓ: – Cercomp, https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/819/o/milton_rouse.pdf
  2. Mestres de Carimbó do Pará participam de Encontro das Culturas Populares em São Paulo, http://campanhacarimbo.blogspot.com/2013/10/mestres-de-carimbo-do-para-participam.html
  3. O carimbó não morreu – Mestre Verequete (Vídeo Aula #Cifras) – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=AD1kBSXh9PM
  4. O Carimbó Não Morreu – Mestre Verequete – (letra da música) – Cifra Club, https://www.cifraclub.com.br/mestre-verequete/o-carimbo-nao-morreu/letra/
  5. História e Origem do Carimbó | PDF | Artes Cênicas | Entretenimento (geral) – Scribd, https://pt.scribd.com/document/420862415/Breve-Historia-Do-Carimbo
  6. INRC CARIMBÓ Inventário Nacional de Referências Culturais Belém – Pará Junho de 2014 DOSSIÊ – Bem Brasileiro – IPHAN, https://bcr.iphan.gov.br/wp-content/uploads/tainacan-items/65968/91581/Dossie-de-Registro-Carimbo.pdf
  7. Carimbó é reconhecido como patrimônio imaterial do Brasil – CNM, https://cnm.org.br/comunicacao/noticias/carimb%C3%B3-%C3%A9-reconhecido-como-patrim%C3%B4nio-imaterial-do-brasil
  8. Conheça a história do Carimbó, a principal dança típica do Pará – Novabrasil, https://novabrasilfm.com.br/notas-musicais/conheca-a-historia-do-carimbo-a-principal-danca-tipica-do-para
  9. Oficina de Instrumentos: Curimbó – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=D9ZISAyZq_I
  10. Dança carimbó: o que é, origem, instrumentos, características e muito mais! – Superprof, https://www.superprof.com.br/blog/carimbo-cultura-norte-nordeste/
  11. Carimbó – Grupo Sarandeiros – Dançando na EEFFTO – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=mqKD4kM8fHk
  12. Carimbó – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Carimb%C3%B3
  13. Carimbó: origem, história e tradição da dança do Pará – Ong Zoé, https://blog.ongzoe.org/o-que-e-carimbo-historia-e-tradicao/
  14. Origem do carimbó: saiba mais sobre essa dança típica do Pará | Perfumaria Phebo, https://www.phebo.com.br/phebo/BlogPhebo/origem-do-carimb-saiba-mais-sobre-essa-dana-tpica-do-par
  15. DANÇA POPULAR – PASSOS BÁSICOS CARIMBÓ – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=t1UzgOcWgxk
  16. Dança do Carimbó 21/08/2016 Belém do Pará – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=cpTdJP2SnNE
  17. Carimbó Paraense – O Tambor que Furou o Silêncio: Uma Crônica, https://veropeso.shop/carimbo-paraense-o-tambor-que-furou-o-silencio-uma-cronica-exaustiva-da-historia/
  18. Carimbó do Pará é declarado patrimônio cultural imaterial do Brasil – G1 – Globo, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/09/carimbo-do-pa-e-declarado-patrimonio-cultural-imaterial-do-brasil.html
  19. Apostila Carimbó, Marujada, https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/644315/2/Apostila%20Carimb%C3%B3%2C%20Marujada%20e%20outras%20manifesta%C3%A7%C3%B5es%20musicais%20-%209.%C2%BA%20ano.pdf
  20. Mestre Verequete – LETRAS.MUS.BR, https://www.letras.mus.br/mestre-verequete/
  21. O Carimbó Não Morreu – Mestre Verequete – LETRAS.MUS.BR, https://www.letras.mus.br/mestre-verequete/o-carimbo-nao-morreu/
  22. Significado da música O CARIMBÓ NÃO MORREU (Mestre Verequete) – LETRAS.MUS.BR, https://www.letras.mus.br/mestre-verequete/o-carimbo-nao-morreu/significado.html
  23. Pinduca: O Rei do Carimbó e Sua Contribuição para a Música Brasileira – Taioba Discos, https://taiobadiscos.com.br/blogs/o-mundo-dos-discos-de-vinil/pinduca-o-rei-do-carimbo-e-sua-contribuicao-para-a-musica-brasileira
  24. HISTÓRIAS E CANTORIAS DO PESCADOR LUCINDO – O MESTRE DO CARIMBÓ, https://mapacultural.pa.gov.br/projeto/1392/
  25. Mestre Lucindo “Poeta da Ecologia” – Carimbó: Um Canto Caboclo – Revista Ritmo Melodia, https://ritmomelodia.mus.br/mestre-lucindo-poeta-da-ecologia-carimbo-um-canto-caboclo/
  26. Histórias e Cantorias do Pescador Lucindo – O Mestre do Carimbó 07 – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=-TeZLPzGHA8
  27. Rainha do Carimbó Chamegado – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/rainha-do-carimbo-chamegado/
  28. Luta cantada: conheça o carimbó indígena das Suraras do Tapajós – Nonada Jornalismo, https://www.nonada.com.br/2021/10/luta-cantada-conheca-o-carimbo-indigena-das-suraras-do-tapajos/
  29. A prática musical do Grupo de Carimbó Sereia do Mar, Marapanim – PA – Anppom, https://anppom.org.br/anais/anaiscongresso_anppom_2024/papers/2390/public/2390-10434-1-PB.pdf
  30. ‘Tem que persistir, ter força’, diz Dona Onete, homenageada de festival de música e feminismo | G1, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2020/12/12/tem-que-persistir-ter-forca-diz-dona-onete-homenageada-de-festival-que-alia-musica-e-feminismo.ghtml
  31. PEDAGOGIAS DE CARIMBÓ: SABEDORIAS INSURGENTES – PROPESP, https://propesp.uepa.br/ppged/wp-content/uploads/2025/08/PEDAGOGIAS-DO-CARIMBO-DISSERTACAO-BIANCA-DE-ARAUJO-NEVES.pdf
  32. A impressionante história da vida de DONA ONETE: a Rainha do Carimbó | MULHERES ADMIRÁVEIS – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=NylNqlSWLaU
  33. Antes de cantar o Pará, dona Onete foi por 25 anos professora – Revista Educação, https://revistaeducacao.com.br/2023/04/24/dona-onete-professora/
  34. Aos 81 anos, Dona Onete mostra como é importante ouvir seus dons artísticos e leva o Pará para o mundo – Blog da El Cabriton, https://blog.elcabriton.com/2021/05/03/dona-onete/
  35. 6 Mestres do Carimbó: Celebrando a Tradição e a Cultura Amazônica – Ong Zoé, https://blog.ongzoe.org/os-mestres-do-carimbo-celebrando-a-tradicao-amazonica/
  36. Conheça Dona Onete, a diva do carimbó chamegado – G1 – Globo, https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2016/10/conheca-dona-onete-diva-do-carimbo-chamegado.html
  37. Carimbó: Bárbara Brito e Rafael Leal – Danças do Brasil | FAUSTÃO NA BAND – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=0g-EYhSjqew
  38. A diva do carimbó – Choro Jazz, https://chorojazz.com/assets/pdf/Dona%20Onete.pdf
  39. SURARAS DO TAPAJÓS – Mapa cultural do Pará, https://mapacultural.pa.gov.br/files/agent/22943/apresentacaosuraras-2024-2.pdf
  40. Suraras do Tapajós, 1º grupo de carimbó de mulheres indígenas do Brasil, se apresenta em festival em Belém – G1, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2022/11/10/suraras-do-tapajos-1o-grupo-de-carimbo-de-mulheres-indigenas-do-brasil-se-apresenta-em-festival-em-belem-e-o-empoderamento-da-mulher-indigena-diz-integrante.ghtml
  41. “Suraras do Tapajós”: música para empoderar mulheres indígenas em Alter do Chão, https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/suraras-do-tapajos-musica-para-empoderar-mulheres-indigenas-em-alter-do-chao/
  42. Suraras do Tapajós, primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas, faz show na Casa Estação da Luz – Revista O Grito! — Jornalismo cultural que fala de tudo, https://revistaogrito.com/suraras-do-tapajos-primeiro-grupo-de-carimbo-formado-por-mulheres-indigenas-faz-show-na-casa-estacao-da-luz/
  43. CARIMBÓ FLOR DA CIDADE SHOW RAIZ – Mapa cultural do Pará, https://mapacultural.pa.gov.br/files/agent/50373/portifolio-pronto.pdf
  44. Amanda Rabelo – Mapa cultural do Pará, https://mapacultural.pa.gov.br/agente/9782/
  45. FESTIVAL DE CARIMBÓ DE MARAPANIM ZIMBARIMBÓ 2026 – Mapa cultural do Pará, https://mapacultural.pa.gov.br/evento/171/
  46. Marapanim – PA – Mercado Brasil – Artesanato de Tradição Arte Popular, https://mercadobrasil.art.br/associacao/marapanim-pa/
  47. Marapanim é terra do carimbó e de grupos que valorizam essa tradição – Globoplay, https://globoplay.globo.com/v/10638228/
  48. Quem era Mestre Damasceno, criador do Búfalo-Bumbá no Marajó | G1, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2025/08/26/mestre-damasceno-quem-e-o-marajoara-que-compos-mais-de-400-cancoes-e-criou-o-bufalo-bumba.ghtml
  49. Mestre Damasceno – Mapa cultural do Pará, https://mapacultural.pa.gov.br/agente/10532/mestredamasceno
  50. Mestre Damasceno – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Damasceno
  51. Videoclipe Beleza Rara – Mestre Damasceno e os Nativos Marajoara – Marajó (no Rio de Janeiro, 2023). – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=fxnBNYrdwLw
  52. Morre Mestre Damasceno, ícone do carimbó e lenda do Marajó, aos 71 anos, https://www.correio24horas.com.br/em-alta/morre-mestre-damasceno-icone-do-carimbo-e-lenda-do-marajo-aos-71-anos-0825
  53. Após cortejo com Búfalo-bumbá e carimbó, corpo de Mestre Damasceno é sepultado | G1, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2025/08/28/apos-cortejo-com-bufalo-bumba-e-carimbo-corpo-de-mestre-damasceno-e-sepultado-no-marajo.ghtml
  54. CARIMBÓ DE SÃO BENEDITO E EDUCAÇÃO POPULAR: resistências e saberes em Santarém Novo/PA | Corrêa | Margens: Revista Interdisciplinar, https://periodicos.ufpa.br/index.php/revistamargens/article/view/19015
  55. Irmandade de Carimbó São Benedito – Mapa cultural do Pará, https://mapacultural.pa.gov.br/agente/52925/
  56. A natureza comunicativa da cultura: a Festividade de Carimbó de São Benedito de Santarém Novo – Pará, https://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/download/fem.2016.181.04/5294/39811
  57. TERRITÓRIOS DO SAGRADO: SÃO BENEDITO E A MARUJADA DE PRIMAVERA NA AMAZÔNIA NEGRA – Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas, https://revistas.unama.br/index.php/asasdapalavra/article/view/3627/2221
  58. O tradicional Beiju Chica e a festividade de São Benedito em Santarém Novo/PA. | Campos, https://revistas.ufpr.br/campos/article/view/98612
  59. Carimbó – Bem Brasileiro – IPHAN, https://bcr.iphan.gov.br/bens-culturais/carimbo/
  60. A SALVAGUARDA DO CARIMBÓ: – Museu Paraense Emílio Goeldi, https://repositorio.museu-goeldi.br/bitstream/mgoeldi/2544/1/A%20Salvaguarda%20do%20Carim%C3%B3%20-%20Vitor%20Gon%C3%A7alves%20%28PPGDS%29.pdf
  61. Participação na roda de conversa “Carimbó em tempos de pandemia”, estado do Pará, https://bcr.iphan.gov.br/acoes-de-salvaguarda/participacao-na-roda-de-conversa-carimbo-em-tempos-de-pandemia/
  62. Composição do Comitê Gestor da Salvaguarda do Carimbó – Portal Gov.br, https://www.gov.br/iphan/pt-br/assuntos/noticias/carimbozeiros-debatem-estrategias-para-implantacao-do-plano-de-salvaguarda/COMPOSIODOCOMITGESTORDASALVAGUARDADOCARIMB.pdf
  63. Plano de salvaguarda do carimbó 2020 – Biblioteca Digital do IPHAN, https://bibliotecadigital.iphan.gov.br/items/a20ed042-31cf-400a-839d-96c9f1cb66cf/full

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