Égua do babado, sumano! Pega o teu banquinho do jirau, toma um gole desse açaí grosso com farinha d’água e te aquieta aí, que o ver-o-peso.com vai te contar o resumo desse primeiro capítulo sem embaçamento e no mais puro linguajar caboclo!
Capítulo 1: O Pará Cheio de Pavulagem lá na Caixa Prego e a Briga do Boró na COP 29
Ulha só o papo desse bicho: entre os dias 11 e 22 de novembro de 2024, a cambada de engravatado do mundo inteiro pegou o beco e foi parar lá na caixa prego — numa terra chamada Baku, no Azerbaijão. O furdunço era a tal da COP 29, a conferência da ONU sobre o clima onde o pau comeu solto por conta de dinheiro.
Essa edição foi batizada logo de “a COP das finanças”, porque os países que tão ferrados com o clima queriam ver a cor do cascalho. Mas olha a marmota: os gringos ricos fecharam um acordo mequetrefe de soltar US$ 300 bilhões por ano até 2035. Mas quando! O Brasil e os outros países em desenvolvimento chiaram que só, porque tavam cobrando US$ 1,3 trilhão anual pra dar conta do recado. Botar só essa mixaria é querer tapar o sol com a peneira! Dá até um passamento de ver tanta cara de pau.
Mas e o nosso Pará nessa história todinha? Te mete, mano! O governo do Estado não é bobo nem nada e mandou uma comitiva tebuda pra lá. O Pará hoje cuida de quase 25% da Amazônia brasileira e não ia ficar de butuca calado. Além do mais, Belém tá na boca do povo porque vai sediar a grandiosa COP 30, então a ordem era desfilar com toda a pavulagem, mostrar presença e bater no peito como anfitrião do próximo encontro global.
A delegação paraense meteu as caras lá no meio dos gringos pra defender a floresta em pé sem passar fome, alavancar a bioeconomia e mostrar pro planeta como funciona o nosso sistema de REDD+ e créditos de carbono.
O nosso objetivo aqui neste dossiê do ver-o-peso.com é abrir essa caixa preta sem lenga-lenga: vamos destrinchar quanto custou essa viagem de primeira classe pra comitiva, quem tava no meio dessa patota, e onde foi parar até o último tostão recebido de crédito de carbono. Fica ligado porque vem chumbo grosso por aí!

Capítulo 2: A Revoada dos Engravatados em Baku e o Mistério do Cascalho Desse Povo
Olha o papo desse bicho: a patota do Governo do Pará baixou em peso lá na COP 29, botando banca e cheia de pavulagem! O governador Helder Barbalho foi puxando a fila como o cara que é queixo e que é pulso, pulando de púlpito em estande sem dar trégua. O homem foi lá no espaço da Confederação Nacional da Indústria (CNI) defender que dá pra faturar alto sem tocar fogo na mata nem passar fome, cobrou celeridade no Projeto de Lei do mercado de carbono no Senado pra dar segurança no negócio e ainda bateu no peito dizendo que o sistema de REDD+ do Pará vai render mais de 300 milhões de toneladas de carbono até 2027.
A turma da SEMAS também colou de ilharga, com secretário adjunto proseando sobre bioeconomia e descarbonização, enquanto uma cambada tebuda de deputados da Alepa, pilotada pelo presidente Chicão (MDB), levou até documentário pras arábias pra mostrar a cica que a mudança climática tá causando no oeste paraense. Quando deu o fim da primeira semana, a comitiva paraense pegou o beco de volta pra casa com o peito estufado, jurando de pé junto que o saldo foi “extremamente positivo”.
Mas aí o caboco coça a cabeça e fica com a pulga atrás da orelha: cadê a conta da mercearia, mano? A delegação brasileira inteira levou um pudê de gente: foram 1.914 cabeças perambulando por Baku, a segunda maior comitiva do planeta, perdendo só pros donos da casa, o Azerbaijão, que socaram 2.229 pessoas no evento. O senador do Amazonas, Plínio Valério, ficou logo invocado, com o cão no couro, chiando contra a farra das passagens e diárias nababescas em hotel cinco estrelas e exigindo saber quem eram as 1.914 almas. Só que na hora de procurar quantos desses eram do Pará… êêêê, sumano! Não tem um número fechado nem com reza braba!
Pra completar o aperreio, saber o total da bufunfa gasta pelo Governo do Pará tá mais difícil do que achar rastro de visagem em noite de breúme. O governo federal lavou as mãos bonito: avisou logo que cada comitiva estadual que desse seus pulos pra bancar visto, voo e cama macia pros seus agregados. Pra tu ter uma ideia da facada, só um ministro federal torrou R$ 95.264,70 do erário. E o Pará? Se tu entrar no Portal da Transparência atrás do custo dessa comitiva toda, dá até um passamento, porque os dados consolidados simplesmente escafederam-se no ar! Fica parecendo que tão querendo tapar o sol com a peneira. Chamar a viagem de “investimento estratégico” pra trazer a COP 30 pra Belém sem mostrar a nota fiscal é de cair o cu da bunda! Quem paga a conta quer ver os números sem migué nem embaçamento!
| Contexto da Delegação na COP 29 | Detalhes e Números Registrados |
| Total da Delegação Brasileira | 1.914 pessoas (a 2ª maior do evento) |
| País Anfitrião (Azerbaijão) | 2.229 representantes credenciados |
| Gasto Individual Federal (Exemplo) | R$ 95.264,70 registrados para um único ministro |
| Despesas Individuais da Delegação | Governo federal não cobriu passagens, vistos ou hospedagem |
| Comitiva do Governo do Pará | Sem dados consolidados sobre número de agregados e gastos totais |

III. Créditos de Carbono: Valor Recebido e Potencial do Pará
O estado do Pará tem demonstrado um potencial significativo para contribuir na luta contra as mudanças climáticas, principalmente através da redução do desmatamento e da degradação florestal. Para
capitalizar esse potencial, o estado desenvolveu e avançou na criação de seu Sistema Jurisdicional de REDD+ (SJREDD+), um mecanismo financeiro concebido para compensar os esforços estaduais na redução do desmatamento e da degradação, promovendo ações de sustentabilidade, conservação e recuperação das florestas. O SJREDD+ do Pará é construído sob a liderança do governo estadual, com a participação ativa e fundamental de Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PIQCTs), bem como de agricultores familiares. Esses grupos são reconhecidos como agentes essenciais para a conservação dos estoques de carbono e a manutenção da floresta em pé. O sistema paraense respeita a autonomia de áreas privadas, permitindo que proprietários desenvolvam seus próprios projetos para monetizar suas terras, ao mesmo tempo em que busca evitar a dupla contagem de créditos de carbono. O desenvolvimento do SJREDD+ do Pará conta com o apoio financeiro da Iniciativa Internacional para o Clima e Florestas da Noruega (NICFI) e é coordenado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), com o apoio de organizações como The Nature Conservancy (TNC), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Federação dos Povos Indígenas do Pará (FEPIPA), Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu). É importante ressaltar que REDD+ é um incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados na redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.

Capítulo 3: A Chuva de Dólar do Carbono e o Pará Ficando Buiado
Olha o papo desse bicho: se tu pensavas que o Pará ia voltar de mãos abanando ou liso, só se eu der o rabo! O Estado meteu a cara e fechou um trato histórico com a tal da Coalizão LEAF, virando o primeiro ente subnacional do mundo a faturar alto vendendo crédito de carbono de alta integridade. Não é potoca nem conversa fiada pra boi dormir: são até 12 milhões de créditos negociados pela redução do desmatamento entre 2023 e 2026.
A bolada total dessa brincadeira bateu em US$ 180 milhões — que na conversão da moeda dá uma dinheirama discunforme, coisa de R$ 980 milhões a quase R$ 1 bilhão de boró entrando no cofre! Cada tonelada de carbono evitada saiu por US$ 15, um valor tebudo e bem acima da média do mercado. Os gringos da pesada — tipo Amazon, Bayer, BCG, Capgemini, H&M, Fundação Walmart e governos como Noruega, Reino Unido, Estados Unidos e Coreia do Sul — abriram a guaiaca sem dó porque viram que o crédito paraense é diferenciado, fruto do sistema jurisdicional e com salvaguarda pra comunidade tradicional. Te mete com o caboco!
O governador Helder Barbalho já tinha soltado esse factoide em Nova York e foi pra Baku todo cheio de pavulagem, projetando gerar mais de 300 milhões de toneladas de carbono até 2027. Hoje o Pará já tem 156 milhões de toneladas na carteira até 2026, o que pode render mais de R$ 10 bilhões! É cascalho pra deixar o Estado buiado, pau a pau com a mineração e o agronegócio. Pra amarrar o negócio e não deixar dar prego, o governo ainda assinou memorando com a AMBIPAR pra criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) e botar ordem no galinheiro, certificando e vendendo esses créditos até pra média e pequena empresa. O plano é bonito de ver, só falta o povo ver esse banho de tucupi financeiro pingando na melhoria da vida do ribeirinho e da periferia, pra ninguém ficar na roça nem passar mufino comendo chibé com farinha d’água!
| Detalhes da Negociação | Dados Oficiais do Acordo LEAF |
| Comprador | Coalizão LEAF (Amazon, Bayer, H&M, EUA, Noruega, Reino Unido, etc.) |
| Volume de Créditos | Até 12 milhões de toneladas de CO₂ equivalente |
| Valor Total | US$ 180 milhões (~R$ 980 milhões a R$ 1 bilhão) |
| Preço por Tonelada | US$ 15 (acima da média do mercado voluntário) |
| Período de Geração | Reduções de desmatamento no Pará entre 2023 e 2026 |
| Marco Histórico | 1º estado subnacional do planeta a fechar venda jurisdicional |
| Projeção Futura | Mais de 300 milhões de toneladas até 2027 (~R$ 10 bilhões em carteira) |
Capítulo 4: Onde Vai Parar essa Dinheirama Toda e a Cobrança pra Não Dar Migué
Olha o papo desse bicho: depois de faturar quase R$ 1 bilhão com a venda de carbono pra gringalhada da Coalizão LEAF, a pergunta que não quer calar na boca do caboco é uma só: cadê o boró, mano? O discurso oficial veio no capricho, jurando que essa dinheirama discunforme não vai ficar encafifada em gabinete nem virar farra de engravatado, mas sim descer redonda direto pras mãos de quem realmente sua a camisa pra guardar a mata.
Uma fatia maceta desse cascalho tá prometida, a partir de 2025, pra entrar direto no bolso e na vida dos parentes indígenas, quilombolas, extrativistas e pequenos agricultores familiares. A ideia é dar uma forra merecida pra esses povos, porque quem cuida da floresta em pé não pode ficar desamparado, mofino, sofrendo mais que cachorro de feira ou comendo chibé puro no jirau! Esse arranjo de repartição de benefícios do Sistema Jurisdicional de REDD+ foi alinhavado com o senador Marcos Rogério (PL-RO) pra garantir justiça social e botar o crédito paraense no topo do mercado, mostrando pros gringos que o nosso produto tem procedência limpa, sem cica nem enrolação.
A outra metade do dinheiro fica com o cofre do Estado, que tem a obrigação de reinvestir tudo em conservação, bioeconomia, concessão pra plantar árvore de volta e pagamento por serviços ambientais. Um exemplo concreto anunciado em Baku foi a concessão de restauro na APA Triunfo do Xingu, prometendo capturar até 4 milhões de toneladas de carbono e gerar 2 mil empregos diretos. Tudo isso em cima da meta audaciosa de zerar as emissões líquidas até 2036, embalada pela queda de 42% nos alertas de desmatamento em 2024.

Mas te aquieta e arrepara bem no nó cego dessa história: se no papel o destino é bonito, na hora da prestação de contas o caboco fica cabreiro! A SEMAS fechou com a AMBIPAR pra criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) pra certificar e vender os créditos, mas não explicou tintim por tintim como o povo vai fiscalizar esse rio de dinheiro. Falar em sustentabilidade sem botar auditoria pública e relatório na mesa é querer tapar o sol com a peneira ou aplicar na mente da população! Pra não virar conversa fiada de meretriz nem “greenwashing” de gringo safado, o governo tem que mostrar a nota no detalhe, senão o pau te acha e a cobrança vem pesada da beirada dos igarapés até a beira do cais!
| Destinação dos Recursos do Carbono | Compromissos e Projetos Anunciados |
| Comunidades Tradicionais (PIQCTs) | Repasse direto para indígenas, quilombolas e agricultores a partir de 2025 |
| Recuperação e Bioeconomia | Concessão na APA Triunfo do Xingu (meta de 4 mi ton CO₂ e 2 mil vagas) |
| Gestão Comercial | Criação de SPE com a AMBIPAR para certificar e negociar ativos |
| Ponto de Alerta e Cobrança | Falta de transparência clara e auditoria aberta sobre como o dinheiro será auditado |
Capítulo 5: O Saldo da Presepada em Baku, o Olho na COP 30 e a Hora de Botar as Cartas na Mesa
Olha o papo desse bicho: chegamos na beirada final da conferência lá do Azerbaijão, e o balanço do Governo do Pará veio recheado de confete e pavulagem. O governador Helder Barbalho bateu no peito dizendo que o saldo foi “só o filé”, promovendo o sistema de REDD+, descarbonização e o protagonismo da Amazônia pros gringos verem. Claro que tudo isso foi pensado de caso pensado: com Belém confirmada pra sediar a esperada COP 30, o Estado precisava dar essa volta por cima e posar de anfitrião sabido perante o planeta todinho.
Mas arrepara bem no breque, sumano: nem tudo foram flores no trapiche! Se a comitiva botou banca lá fora, por aqui ficou aquele pitiú de mistério no ar. Até o fechamento dessa prosa, ninguém do governo soltou uma lista detalhada dizendo quantos deputados, secretários, puxa-sacos e agregados embarcaram pro outro lado do mundo, e muito menos a conta final desse passeio! Ficar escondendo nota e diária em evento internacional é querer tapar o sol com a peneira! Quem paga o imposto não quer ver politicagem de meia tigela nem conversa pra boi dormir; quer transparência escancarada no Portal da Transparência, tim-tim por tim-tim!
Agora, no quesito boró, te mete! O Pará voltou de lá com os bolsos cheios, virando o primeiro ente subnacional do globo a abocanhar um contrato com a Coalizão LEAF de US$ 180 milhões — que beira R$ 1 bilhão limpinho na cotação! Cada tonelada negociada a US$ 15, um valor maceta e bem acima do mercado tradicional. O discurso é que esse cascalho vai dar uma forra pros verdadeiros guardiões da floresta: povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e agricultura familiar, além de bancar projetos como o restauro da APA Triunfo do Xingu.
Só que o povo tá calejado e fica com a pulga atrás da orelha: fecharam parceria com a AMBIPAR pra criar uma tal de Sociedade de Propósito Específico (SPE), mas cadê o comitê popular de fiscalização? Cadê a auditoria independente pra conferir se essa dinheirama não vai escorrer pelo ralo ou virar lorota de gringo? Pra COP 30 não virar um enterro de luxo ou palhaçada em cima de palafita, o Governo tem que arregaçar as mangas, abrir as contas pro ribeirinho auditar e mostrar que é pulso e queixo pra governar com moral e retidão!
| Ponto Analisado | Situação Apurada na COP 29 | O que o Caboco Tá Cobrando |
| Imagem e Diplomacia | Presença maceta com Helder capitaneando discursos e olho na COP 30 | Postura séria sem transformar a Amazônia em vitrine vazia |
| Transparência da Comitiva | Zero dados detalhados de quantos foram e quanto custou a comitiva estadual | Prestação de contas aberta de passagens, hotéis e diárias |
| Contrato de Carbono (LEAF) | US$ 180 milhões (~R$ 1 bilhão) negociados a US$ 15 por tonelada | Repasse real e sem migué na conta das comunidades tradicionais |
| Governança e Futuro | Criação de SPE junto com a AMBIPAR e restauro na APA Triunfo do Xingu | Auditorias públicas frequentes pra não virar farra de engravatado |









