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PAYSANDU SPORT CLUB — UMA HISTÓRIA DE GLÓRIAS, PAIXÃO E RESISTÊNCIA

EntretenimentoPAYSANDU SPORT CLUB — UMA HISTÓRIA DE GLÓRIAS, PAIXÃO E RESISTÊNCIA

Introdução

A história do futebol na Amazônia confunde-se, de forma indissociável, com a trajetória de lutas e glórias do Paysandu Sport Club. Em mais de um século de existência, a instituição ergueu-se como um pilar de identidade cultural, mobilizando paixões viscerais e projetando o nome de Belém, do Pará e de toda a Região Norte nos mais altos patamares do esporte nacional e sul-americano. Contar a história do Paysandu é narrar a evolução de uma cidade que pulsava com a riqueza da borracha e que encontrou no futebol o seu palco mais democrático. A presente reportagem mergulha nas raízes, nas batalhas, nos ídolos inesquecíveis e na reconstrução contínua do “Papão da Curuzu”, analisando sua jornada desde a Belle Époque amazônica até o ano de 2026.

A fundação em 1913

No início do século XX, Belém do Pará vivenciava os estertores da Belle Époque da borracha. A cidade respirava ares europeus, com teatros majestosos, bondes elétricos e palacetes, enquanto novas práticas culturais britânicas, como o foot-ball, rapidamente dominavam os terrenos e as praças da capital1. Neste cenário de intensa efervescência urbana e social, o esporte já contava com uma incipiente organização liderada pela Liga Paraense de Foot-Ball.

O surgimento do Paysandu está diretamente ligado a um profundo senso de justiça desportiva e a uma dissidência histórica. Em fins de 1913, o Norte Club (uma agremiação respeitada e popularmente conhecida como Team Negra) disputou uma partida decisiva contra o Guarany. O jogo, finalizado em 1 a 1 no dia 15 de novembro de 1913, teve seu resultado anulado pela Liga Paraense devido a irregularidades percebidas pelo árbitro Abel de Barros1. A decisão de anulação foi crucial e gerou imensa revolta, pois acabou por beneficiar diretamente o Grupo do Remo (atual Clube do Remo), que ficou com o título daquele ano1.

A diretoria do Norte Club e seus principais atletas sentiram-se severamente lesados pelos bastidores do futebol local. O líder desse movimento de insatisfação era o atleta Hugo Manoel de Abreu Leão. A lenda fundacional do clube relata que, ao ser convidado para integrar as fileiras do Remo logo após o episódio, Hugo Leão recusou peremptoriamente a oferta e proferiu a frase que mudaria para sempre o esporte amazônico: “Vou fundar um clube para vencer o Grupo do Remo”3.

O movimento de indignação rapidamente se converteu em organização. A história oficial registra a fundação do clube no dia 7 de dezembro de 1913, quando os dissidentes formalizaram a criação de uma nova agremiação dedicada a quebrar a hegemonia estabelecida. O nome escolhido foi uma homenagem à cidade uruguaia de Paysandú e ao episódio histórico militar conhecido como a “Tomada de Paysandu” (1864–1865), um nome sugerido pelo próprio Hugo Leão e por Edgar Proença para invocar bravura, tenacidade e resistência militar3. Inicialmente batizado como Payssandú Foot-Ball Club, o clube logo alterou seu nome, meros 17 dias depois, para Paysandu Sport Club, de modo a abranger outras práticas esportivas e solidificar sua identidade3. A primeira diretoria teve Deodoro de Mendonça como presidente e o próprio Hugo Leão engajado ativamente em consolidar a fundação e atrair sócios3.

A relação com a população paraense foi construída de forma magnética. Nascido de uma injustiça percebida, o Paysandu atraiu aqueles que viam no esporte uma arena de honra e combate contra as elites estabelecidas nos gabinetes das ligas.

Os primeiros anos

A identidade do clube foi forjada no confronto e na rivalidade desde o primeiro dia em que a bola rolou. O primeiro jogo de sua história não poderia ser contra outro adversário senão o Clube do Remo, ocorrendo em 14 de junho de 1914. A partida, que também marcou a inauguração do campo da firma Ferreira & Comandita (que viria a se tornar a Curuzu), terminou com vitória azulina por 2 a 13. Contudo, o objetivo da equipe alviceleste estava traçado: destronar o rival.

Os primeiros anos foram de predomínio do Remo, que conquistou um heptacampeonato estadual entre 1913 e 19194. A quebra dessa hegemonia exigiu paciência e construção de ídolos. O primeiro triunfo bicolor sobre o arquirrival ocorreu em 31 de janeiro de 1915, uma vitória categórica por 2 a 0 que marcou a estreia de Suíço, o primeiro grande ídolo e capitão incontestável do time, que jogava com extrema eficiência técnica tanto na lateral-esquerda quanto no meio-campo3.

A consagração definitiva chegou na virada para a década de 1920. Em 1920, o Paysandu venceu seu primeiro Campeonato Paraense, um marco histórico que desencadeou uma era de domínio4. O time engatou logo um tetracampeonato estadual (1920, 1921, 1922 e 1923), consolidando a força da camisa alviceleste8. Relatos da época misturam a crônica esportiva e a lenda folclórica; conta-se que Suíço, falecido precocemente em 1922 aos 23 anos, teria “aparecido” espiritualmente para o goleiro João Moraes em um jogo de 1923 contra o Remo, orientando-o em sussurros a pular para o lado direito e defender um pênalti decisivo que garantiu a vitória3. Tais episódios mostram como o Paysandu rapidamente se imbricou no imaginário e na religiosidade do povo do Pará.

O nascimento do Papão

As décadas de 1930 e 1940 transformaram o Paysandu de um time campeão em uma lenda regional. O ápice do terror imposto às defesas adversárias se deu com a formação do lendário “Esquadrão de Aço”. Entre 1942 e 1947 (não houve disputa em 1946), o Paysandu conquistou um pentacampeonato histórico, disputando 39 jogos com 33 vitórias e impressionantes 136 gols marcados10. O ataque era uma máquina mortífera liderada por craques como Luiz Gonzaga Lebrêgo (o Quarenta) e Hélio Costa10.

Foi neste período de vitórias acachapantes que surgiu a alcunha mais temida do futebol do Norte. A máquina de fazer gols conferiu ao time o icônico apelido que carrega até hoje: o “Papão da Curuzu”10. O apelido popularizou-se na imprensa e entre a torcida, simbolizando o “bicho-papão” que devorava seus oponentes no acanhado e místico estádio.

As primeiras conquistas

Uma análise da linha do tempo dos primeiros anos do clube ilustra a transição de uma força emergente para uma potência dominante. Após a conquista do primeiro título em 19208, o Paysandu não se acomodou. As equipes da década de 1920 pavimentaram a confiança do torcedor. Nos anos 30, o time venceu os estaduais de 1931, 1932, 1934 e 1939, revelando o faro de gol de Quarenta, que se tornou um terror para os goleiros rivais8.

Na década de 1940, o domínio estadual atingiu níveis estratosféricos. Além do pentacampeonato (1942 a 1947), foi em 22 de julho de 1945 que o Papão registrou a mais dilatada e emblemática vitória da história da rivalidade paraense. Em pleno estádio do rival (Evandro Almeida, o Baenão), o Paysandu aplicou um monumental 7 a 0 no Clube do Remo, com gols de Soiá (três), Hélio (dois), Farias e Nascimento13. Essa conquista selou, de forma definitiva, o status do Paysandu como a maior força esportiva e psicológica do Estado, solidificando o orgulho de uma torcida que passou a ver o clube como invencível.

As grandes gerações

A história do Paysandu é marcada por uma capacidade ímpar de se reinventar e dominar a região em diversas gerações distintas, expandindo gradualmente seu poderio do cenário local para a magnitude do futebol nacional e internacional.

Década de 1920

A década de consolidação e fundação da hegemonia. Após o trauma do heptacampeonato do rival na década anterior, o Paysandu conquistou os títulos estaduais de 1920, 1921, 1922, 1923, 1927, 1928 e 19298. O clube passou a arrastar multidões de trabalhadores, comerciantes e apaixonados, fixando definitivamente a Curuzu como seu caldeirão intransponível.

Década de 1930

A afirmação da identidade goleadora da instituição. Embora a rivalidade com Remo e Tuna Luso tenha se mostrado ferrenha e equilibrada nestes anos, o Paysandu venceu em 1931, 1932, 1934 e 19398. Este período marcou a ascensão de Luiz Gonzaga Lebrêgo, o Quarenta, cujo talento com a bola nos pés pavimentou o caminho ofensivo para a dinastia da geração seguinte10.

Década de 1940

A era áurea do “Esquadrão de Aço” e a consolidação do “Papão da Curuzu”. Sob a batuta de Hélio Costa, Guimarães e Quarenta, o clube obteve a maior série de títulos estaduais ininterruptos de sua história (pentacampeonato 1942-1947) e impôs a brutal e histórica goleada de 7 a 0 sobre o Remo em 194510. O clube tornou-se uma entidade mítica no Norte do Brasil.

Década de 1950

Um período caracterizado pelo forte acirramento no Parazão. Contudo, a década é eternizada pela ascensão e os primeiros brilhos do meio-campista Paulo Benedito dos Santos Braga, o lendário Quarentinha, que iniciou no clube em 1955. Sob seu comando tático e visão de jogo periférica, o Paysandu obteve conquistas expressivas como os estaduais de 1956, 1957 e 19598.

Década de 1960

Uma das décadas mais folclóricas e internacionais do futebol amazônico. Além de enfileirar inúmeros títulos estaduais (1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1967 e 1969)8, o Paysandu protagonizou façanhas que ganharam as manchetes do mundo. Em 18 de julho de 1965, o clube enfrentou o poderoso e temido Peñarol (Uruguai), time que era a base da seleção uruguaia e campeão da América e do Mundo. Em uma tarde épica na Curuzu, o Paysandu derrotou os uruguaios por 3 a 0, com gols de Ércio, Milton Dias e Pau Preto5. O evento foi imortalizado em crônicas de Nelson Rodrigues, que exaltou a bravura e a técnica ímpar do futebol amazônico capaz de dobrar gigantes internacionais5.

Década de 1970

A década foi dominada em sua primeira metade pela rivalidade extrema de artilheiros no Pará. Benedito Pinho Leme, o Bené, conhecido como o “Tanque da Curuzu”, consolidou-se irrevogavelmente como o maior artilheiro da história do clube com cerca de 249 gols averbados16. O fim da década viu a contratação meteórica de Dario, o Dadá Maravilha, em 1979. Em uma passagem eletrizante, o tricampeão mundial incendiou o Re-Pa, ajudou a frear ímpetos adversários, travou duelos inesquecíveis pela artilharia contra o azulino Bira, e rendeu ao clube multidões e o título de 198018.

Década de 1980

O clube iniciou campanhas de destaque nas divisões nacionais do Campeonato Brasileiro e manteve sua hegemonia local inabalada com o tricampeonato de 1980, 1981 e 19828. Nomes de peso regional como Cabinho (quinto maior artilheiro do clube com 127 gols) mantiveram viva a tradição de formar artilheiros implacáveis no estádio da Curuzu16.

Década de 1990

O salto para a glória e projeção nacional definitiva. Em 1991, treinado por Joel Martins e liderado pelo artilheiro Cacaio (autor de 14 gols na competição), o Paysandu conquistou a Série B do Campeonato Brasileiro, vencendo o tradicional Guarani de Campinas na decisão por 2 a 0 em um Mangueirão superlotado (após derrota por 1 a 0 em São Paulo), marcando o primeiro título nacional do Norte do Brasil8. O clube enfrentou altos e baixos na Série A e B nos anos subsequentes. A década, contudo, também foi marcada por crises e o amargo tabu de 33 jogos sem vencer o maior rival entre os anos de 1993 e 19975.

Década de 2000

A “Era de Ouro” moderna do Papão. Sob o comando técnico de Givanildo Oliveira e com lideranças supremas em campo como Vandick, Lecheva e Zé Augusto, o Paysandu faturou o bicampeonato da Série B em 2001, culminando em uma goleada apoteótica de 4 a 0 sobre o Avaí na reta final20. Em 2002, o time foi impiedoso e formou a inesquecível Tríplice Coroa regional/nacional: ganhou o Parazão, faturou a Copa Norte (batendo o São Raimundo-AM)22 e ergueu a épica Copa dos Campeões sobre o Cruzeiro22. No ano seguinte, em 2003, encantou a América do Sul ao disputar a Copa Libertadores e vencer o Boca Juniors em pleno território argentino24.

Década de 2010

Após quedas vertiginosas e graves crises financeiras que atiraram o clube ao fosso da Série C, a década marcou a paciência da torcida e o renascimento regional. O clube se tornou o primeiro grande “Rei” da recém-criada Copa Verde, conquistando a competição em 2016 e 2018 (sob comando de Dado Cavalcanti)14. O time também retornou à Série B, embora tenha lutado incessantemente contra frequentes instabilidades administrativas e políticas que minavam o planejamento a longo prazo14.

Década de 2020 até 2026

Um período que mesclou intenso sofrimento e rápida reestruturação esportiva. Após vivenciar acessos suados e amargos rebaixamentos (caindo para a Série C ao final do ano de 2025)28, o clube passou por uma revolução diretiva em dezembro de 2025 com a assunção do advogado Márcio Tuma à presidência29. Em 2026, amparado pelo modelo financeiro do executivo Marcelo Sant’Ana e do técnico Júnior Rocha30, o Papão voltou-se para as origens, utilizou fortemente sua base talentosa e dominou o primeiro semestre: faturou o Campeonato Paraense de 2026 (o 51º da história) sobre o Remo, o bicampeonato da Copa Norte goleando o Nacional-AM (4 a 2 no agregado) e consolidou-se hexacampeão isolado da Copa Verde com um acachapante placar global de 5 a 3 contra o Anápolis14.

A história da Curuzu

O Estádio Leônidas Sodré de Castro, afetuosamente conhecido no mundo da bola como Curuzu e rotulado historicamente de “Vovô da Cidade”, é um patrimônio do futebol brasileiro. Inaugurado oficialmente em 14 de junho de 1914 pela firma Ferreira & Comandita (ocasião que sediou o primeiro Re-Pa da história), a praça esportiva foi adquirida definitivamente pelo Paysandu no ano de 1918 por 12 contos de réis3. É um dos estádios mais antigos do Brasil ainda em plena atividade profissional.

A Curuzu não é apenas um pedaço de concreto cercado por alambrados; é o santuário inexpugnável da “Fiel Bicolor”. A proximidade quase física das arquibancadas com o gramado cria uma atmosfera sufocante, térmica e psicologicamente agressiva para os adversários que viajam do eixo Centro-Sul. Foi neste palco místico que o Paysandu dizimou adversários da elite nacional (incluindo memoráveis goleadas no Campeonato Brasileiro) e construiu campanhas heroicas de acesso e títulos. O auge dessa simbiose deu-se na inesquecível Série B de 2001, quando a torcida bicolor esgotava sistematicamente as dependências acanhadas para empurrar o time de Vandick e Lecheva rumo à elite20.

Em dias de jogo do Papão na Curuzu, o ar fica denso e impregnado pela umidade amazônica. Os cantos de guerra da torcida fundem-se ao cheiro tradicional das iguarias paraenses (como a maniçoba e o tacacá) vendidas no entorno das ruas do bairro do Marco. É o local onde o Paysandu se sente invulnerável, uma verdadeira fortaleza arquitetônica que explica em grande parte as expressivas vantagens históricas que o clube obteve contra visitantes, transformando um jogo de futebol em um rito cultural de pertencimento.

O Paysandu no futebol brasileiro

A trajetória do Paysandu no cenário nacional destaca-se pela superação logística, pelo combate ao isolamento geográfico e por repetidamente dobrar os tradicionais clubes do “Eixo” do Brasil. Ao longo da sua história centenária, a equipe acumulou 20 participações na Série A do Campeonato Brasileiro, provando reiteradamente que o futebol do Norte possui envergadura técnica, tática e torcida massiva36.

A jornada na elite conta com vitórias emblemáticas que chocaram o Brasil. Em momentos brilhantes, o Paysandu protagonizou sonoras goleadas na Série A contra adversários de imenso peso financeiro, como os históricos 6 a 1 impostos sobre o Corinthians no início dos anos 2000, além de atuações de gala que humilhavam gigantes cariocas e paulistas em pleno Mangueirão21. No Campeonato Brasileiro, atletas como o artilheiro Robgol marcaram época; em 2005, o centroavante foi vice-artilheiro do Brasileirão da Série A anotando impressionantes 21 gols38.

O Paysandu oscilou historicamente entre a Série A, a intrincada Série B (onde soma 19 participações e dois imponentes títulos) e a extenuante Série C (13 participações, divisão na qual se encontrou para a disputa da temporada 2026 em processo de reestruturação técnica)31. Um dado notável atesta o tamanho da instituição: o Paysandu jamais disputou a Série D do Campeonato Brasileiro36. Foi com a garra tática de técnicos formidáveis como Givanildo Oliveira, Hélio dos Anjos, Dado Cavalcanti e, mais recentemente no ciclo de 2026, Júnior Rocha26, que o Papão construiu a imagem sólida de um clube que, independentemente da divisão momentânea que dispute, jamais entra como mero coadjuvante no cenário esportivo brasileiro.

Os títulos nacionais

A prateleira de troféus do Paysandu é, indiscutivelmente, a mais pesada e vistosa da Amazônia. O clube institucionalizou a alcunha de “Rei de Copas” e a ostenta com dados irrefutáveis. Cada conquista nacional narra uma história de resiliência.

Campeonato Brasileiro Série B de 1991: Sob o comando cirúrgico de Joel Martins e tendo Cacaio como artilheiro isolado com 14 gols, o Paysandu mostrou ao Brasil sua força emergente ao vencer a Segunda Divisão. Na grande final do torneio, o adversário era o poderoso Guarani de Campinas. Após um revés magro de 1 a 0 no interior paulista, o Papão engoliu o Bugre no gramado do Mangueirão com uma vitória sólida de 2 a 0 perante a multidão. Esse foi o primeiro título de âmbito nacional de um clube da Região Norte, alterando permanentemente a geopolítica do futebol nacional8.

Campeonato Brasileiro Série B de 2001: Exatamente dez anos depois, o clube retornou ao topo da divisão de acesso, desta vez no exaustivo formato de quadrangular final contra Figueirense, Avaí e Caxias. A campanha testou os nervos da Fiel Bicolor. O ápice da superação se deu após uma dura derrota em Caxias do Sul (4 a 3), quando a torcida lotou o aeroporto de Belém para apoiar o time na chegada. Na rodada final decisiva, a Curuzu viu um massacre por 4 a 0 sobre o Avaí, com a estrela do ídolo Vandick brilhando intensamente ao marcar dois gols. O Papão finalizou aquela campanha com a coroa, devolvendo o Pará à elite de forma indiscutível20.

Copa Norte (2002 e 2026): O selo da supremacia regional. Em 2002, em jogos intensos contra o São Raimundo-AM, o Paysandu superou a pressão, venceu por 1 a 0 fora de casa (gol de Zé Augusto) e cravou o título em seu reduto com um contundente 3 a 0, com Lecheva (duas vezes) e Sandro sacramentando a taça que daria a sonhada vaga na Copa dos Campeões22. Vinte e quatro anos depois, num renascimento das disputas em 2026, o Papão voltou a dominar o torneio vencendo o Nacional-AM (triunfo agregado de 5 a 2, com gols de Caio Mello, Kleiton, Thayllon e Marcinho na finalíssima), consolidando seu bicampeonato no revitalizado torneio e assegurando substancial premiação35.

Copa Verde (O Hexacampeonato – 2016 a 2026): A hegemonia verde do Brasil é absolutamente bicolor. Criada para engrandecer o futebol regional com foco na sustentabilidade, a competição virou propriedade do Paysandu. O Papão faturou as edições de 2016 (contra o Gama), 2018 (contra o Atlético Itapemirim), 2022 e 2024 (ambas contra o Vila Nova, em batalhas dramáticas), 2025 (contra o Goiás)26. Coroando esse domínio, garantiu seu sexto título em 2026 contra o Anápolis. Após um revés na ida, o Papão amassou os goianos com uma acachapante vitória por 4 a 0 no Mangueirão (gols de Kleiton, Castro e dois de Ítalo nos acréscimos), firmando-se de forma isolada e inquestionável como o Maior Campeão da Copa Verde na história26.

A conquista da Copa dos Campeões de 2002

O ápice do futebol paraense em solo nacional cristalizou-se em tons de epopeia na Copa dos Campeões de 2002. A competição era um torneio de altíssimo nível que envolvia exclusivamente os campeões de torneios regionais daquele ano, incluindo potências como Corinthians, Palmeiras, Fluminense, Bahia e Cruzeiro. O prêmio máximo em jogo era inestimável: uma vaga direta à Copa Libertadores da América do ano seguinte.

O Paysandu chegou ao torneio habilitado como o recém-coroado campeão da Copa Norte. A imprensa nacional tratava a agremiação como uma zebra regional, mas o esquadrão bicolor rapidamente destroçou essas desconfianças22. Na primeira fase, liderou uma chave dificílima, empatando com os poderosos Corinthians (1 a 1) e Fluminense (0 a 0), e vencendo o Náutico (3 a 2)42. Nas quartas de final, demonstrou maturidade ao bater o Bahia por 2 a 122. A semifinal reservou um confronto tenso contra o Palmeiras, superado por uma categórica vitória de 3 a 1, carimbando, para espanto do país, o passaporte para a grande final contra o Cruzeiro, uma verdadeira máquina recheada de estrelas internacionais e jogadores com passagens por seleções22.

O primeiro jogo da decisão ocorreu na noite de 31 de julho de 2002, no Mangueirão. A torcida bicolor lotou as dependências do estádio com fervor devocional, mas assistiu a um duro revés de 2 a 1. Fábio Júnior e Joãozinho marcaram para os mineiros, e o volante Sandro descontou para o Papão22. A vantagem exigia uma vitória heroica longe de casa.

Em 4 de agosto de 2002, o Brasil testemunhou a história ser reescrita no Estádio Castelão, em Fortaleza, que abrigou uma avalanche de torcedores paraenses que viajaram cruzando o país. O técnico Givanildo Oliveira, de pulso firme e inteligência tática afiada, preparou uma equipe obstinada. Em um jogo eletrizante de sete gols, o Papão precisou superar a pressão e venceu no tempo normal por 4 a 3. O centroavante Vandick transformou-se em divindade intocável naquele dia ensolarado, marcando os três primeiros gols bicolores e castigando a zaga mineira repetidamente38. No apagar das luzes do tempo normal, quando o placar não era suficiente, o talismã Jobson subiu no segundo andar e selou, de cabeça, o quarto gol que empatou a final no agregado43.

A decisão da taça seguiu para os pênaltis. O goleiro Marcão, com uma atuação monumental, intimidou o estelar ataque cruzeirense, que sentiu o peso amazônico e desperdiçou todas as suas cobranças. Por sua vez, Jobson, Vélber e Luís Fernando bateram com a frieza e a precisão dos grandes campeões, finalizando a disputa em impiedosos 3 a 022.

O País se curvia diante do Campeão dos Campeões. Em uma conquista transcendental, o Norte do Brasil ganhava, pela primeira e única vez na história, um representante legítimo na glória máxima da Copa Libertadores da América.

A Libertadores de 2003

A participação do Paysandu na cobiçada Copa Libertadores da América de 2003 não foi a passeio; ela é estudada até os dias atuais como um marco de audácia tática e orgulho de toda uma região.

Inserido no intrincado Grupo 2 ao lado de equipes de extrema tradição como o Cerro Porteño (Paraguai), o Sporting Cristal (Peru) e a Universidad Católica (Chile), o Papão atropelou todas as lógicas e projeções pessimistas39. Liderado no banco de reservas pelo ex-zagueiro e treinador uruguaio Darío Pereyra, o time assentou um futebol vigoroso e ofensivo. O Paysandu terminou a fase classificando-se invicto em primeiro lugar da chave, somando 14 pontos. A campanha consolidou atuações inesquecíveis, como a impiedosa e plástica goleada de 6 a 2 sobre o lendário Cerro Porteño, em uma noite onde o Mangueirão se transfigurou em um autêntico caldeirão sul-americano25. O ataque era fluído e temido, ancorado na genialidade criativa de Iarley e na precisão letal do centroavante Robgol, que assinalou 6 gols na competição25.

O desempenho da equipe não se restringiu a números estáticos; o Paysandu colocou a cultura amazônica e o nome de Belém na vitrine de todo o continente esportivo, apresentando ao público estrangeiro a força e o volume ensurdecedor da torcida brasileira no Norte.

A vitória histórica sobre o Boca Juniors

O destino e o sorteio das oitavas de final reservaram ao esquadrão bicolor o adversário mais temível e laureado do continente: o Club Atlético Boca Juniors. Os argentinos, treinados pelo lendário Carlos Bianchi, possuíam um plantel majestoso que incluía astros como Carlos Tevez, Guillermo Barros Schelotto, Delgado e Burdisso.

Na data de 24 de abril de 2003, no mítico estádio La Bombonera, em Buenos Aires, o impossível tornou-se uma palpável e inesquecível realidade. O roteiro do jogo apresentava requintes de crueldade para os brasileiros. O árbitro paraguaio Carlos Amarilla conduziu uma arbitragem severa; logo aos 20 minutos do primeiro tempo, o artilheiro Robgol foi expulso24. No segundo tempo, a tragédia parecia anunciada quando o zagueiro Vanderson também recebeu o cartão vermelho25. Deixando o esquadrão paraense com apenas nove homens contra onze argentinos empurrados pela pressão asfixiante do caldeirão portenho, o Paysandu defendeu sua honra com brilhantismo e sangue.

Aos 22 minutos da etapa complementar, em uma jogada puramente de raça e intelecto, o valente volante Sandro Goiano desarmou o ataque argentino e serviu a Iarley. O camisa 10 fatiou a pesada zaga xeneize em uma progressão individual sublime e tocou a bola no canto inferior, para o fundo da rede24. O gol silenciou instantaneamente as dezenas de milhares de torcedores na Bombonera, definindo a histórica e heróica vitória por 1 a 0. O Paysandu tornava-se apenas a terceira equipe brasileira (ao lado do Santos de Pelé e do Cruzeiro de Ronaldo) em toda a história a derrotar o Boca em seu impenetrável território24.

O triunfo repercutiu planetariamente nas manchetes do dia seguinte, cimentando o respeito pelos clubes periféricos da Conmebol perante os titãs sul-americanos25. O conto de fadas ruiu logicamente no jogo de volta, em um Mangueirão superlotado de expectativas e esperanças. Com desfalques severíssimos na zaga e no ataque devido às expulsões e lesões, o Paysandu tentou duelar abertamente, mas o Boca Juniors demonstrou o peso centenário de sua camisa, a classe do jovem Tevez e a precisão de Schelotto, vencendo o prélio por 4 a 225.

Ainda assim, o episódio recusou-se a terminar em frustração. O aplauso ininterrupto e emocionado de quase 60 mil paraenses ao fim do jogo mostrou que o orgulho e o senso de pertencimento àquela campanha titânica ecoariam pelos compêndios da história para toda a eternidade24.

Os grandes ídolos

A alma e o prestígio do Papão foram forjados pelo suor, técnica e grandeza de atletas que transformaram a pesada camisa bicolor em uma armadura divina.

Quarentinha (Paulo Benedito dos Santos Braga): Um meio-campista formidável e inteligente que defendeu as cores do clube de forma quase exclusiva entre 1955 e 1973. Quarentinha é, simplesmente, o recordista isolado em todo o Brasil de títulos estaduais como jogador em um mesmo clube, amealhando absurdos 12 troféus pelo Paysandu13. Além da técnica primorosa, é o recordista máximo de participações em disputas do clássico Re-Pa, com 135 confrontos disputados. Por sua imensurável entrega, foi eleito o maior jogador da história do futebol paraense e ganhou uma estátua em tamanho real instalada nas dependências da Curuzu no ano de 201413.

Hélio Costa (“Cabecinha de Ouro”): Um verdadeiro carrasco implacável do rival nas décadas de 40 e 50. Hélio marcou assombrosos 237 gols (sendo o segundo maior goleador da história do clube). Contudo, seu feito mais imortal reside em ser o artilheiro supremo e insuperável de toda a secular história do clássico Re-Pa, balançando as redes adversárias incríveis 47 vezes, incluindo dois tentos na folclórica goleada de 7 a 0 em 19456.

Bené (Benedito Pinho Leme): O eterno “Tanque da Curuzu”. Com sua força física inesgotável, perfil rompedor e chute fulminante, detém a coroa sagrada e imbatível de maior artilheiro absoluto da história do Paysandu. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, Bené empilhou um total estipulado em 249 gols pela equipe, cravando seu nome no panteão dos maiores atacantes de um único clube no Brasil (figurando estatisticamente à frente de marcas expressivas de artilheiros no país)16.

Dadá Maravilha: O irreverente e carismático “Peito de Aço”, tricampeão mundial pela Seleção em 1970, aportou na Curuzu no ano de 1979 em uma transação midiática que parou o estado. Em uma passagem meteórica e intensa, inflamou as arquibancadas, criou a maior das rivalidades com o atacante remista Bira, marcou dezenas de gols decisivos no estadual e consolidou ainda mais o folclore e o prestígio nacional da camisa bicolor nos idos de ouro do futebol raiz18.

Vandick: Um centroavante de presença física de área esmagadora e posicionamento implacável. Foi a pedra angular do bicampeonato da Série B em 2001, quando finalizou a competição com 14 gols e anotou um histórico hat-trick na partida de vida ou morte contra o Avaí20. Seu apogeu absoluto foi marcar os três primeiros gols na épica e monumental final da Copa dos Campeões de 200238. Mais que um artilheiro, Vandick materializou o espírito guerreiro das grandes glórias dos anos 2000.

Robgol (Róbson): Um atacante de extrema velocidade de raciocínio e oportunismo nato. Assumiu a linha de frente do manto na era vertiginosa da Libertadores de 2003 e tornou-se aclamado. Marcou seis gols preciosos naquele torneio continental e, anos depois (2005), provou sua letalidade nacional ao assinalar 21 tentos na Série A, sendo o artilheiro do time e vice-artilheiro do Brasil no certame25. Entrou para os registros consolidados como o 11º maior goleador da história do clube, com 91 gols contabilizados51.

Lecheva: Polivalente e inteligentíssimo meio-campista e as vezes atuando mais avançado. Foi o cérebro operante da armação nas campanhas da Série B de 2001 e na Copa dos Campeões de 2002. Entrou para a eternidade ao dominar e balançar as redes do rival no título da Copa Norte de 2002, marcando os dois gols decisivos que abriram o caminho da taça na finalíssima contra o São Raimundo-AM23.

Zé Augusto (“O Terro do Baenão”): Um atacante veloz, destemido, raçudo e incrivelmente identificado com a massa proletária do clube. É o maior artilheiro do Paysandu no Século XXI com mais de 114 gols anotados em suas diversas passagens vitoriosas de 1996 a 201216. Ídolo indiscutível, notabilizou-se pela frieza em clássicos estaduais e foi figura preponderante em todas as grandes glórias do início do século.

Yago Pikachu: O letal e habilidoso lateral-direito, lapidado e revelado genuinamente nas categorias de base do clube. Pikachu revolucionou a posição ao atuar quase como um “falso ponta”. Destacou-se incisivamente em acessos heroicos à Série B e no vice-campeonato da Copa Verde de 2014, antes de despontar nacionalmente para o mundo14. É lembrado eternamente na Curuzu pela técnica cirúrgica em faltas e finalizações, representando a qualidade inesgotável da tradição formativa do Paysandu moderno.

A torcida bicolor

A legião de apaixonados do clube, institucionalmente denominada “Fiel Bicolor”, transita na fronteira entre o mais puro misticismo da religiosidade amazônica e a incondicionalidade vibrante do fervor sul-americano. Com seu mar infindável de camisas listradas verticalmente em azul-celeste e branco, os torcedores formam espetáculos cênicos inigualáveis nas amplas rampas circulares do Estádio Olímpico do Pará (o Mangueirão).

Por outro lado, quando decidem encurralar os adversários no caldeirão espremido da Curuzu, a Fiel exibe impressionantes mosaicos coreografados, uma bateria percussiva ritmada por bumbos pesados, além de entoar cantos de guerra que exaltam e reavivam a trajetória centenária de resistência. O Paysandu possui, de forma comprovada e documentada, uma das maiores e mais consistentes médias de público fora do restrito eixo Sul-Sudeste, com uma cultura social fortemente enraizada de lotar avenidas e aeroportos em recepções apoteóticas.

O maior exemplo dessa simbiose deu-se na noite que sucedeu o revés dolorido pelo Caxias em 2001. Ao invés de cobranças hostis, a torcida abraçou o elenco de forma massiva na chegada ao aeroporto de Belém e acompanhou o ônibus cantando até o hotel, fornecendo a robustez mental inquebrantável para a subsequente e acachapante vitória que rendeu o título da Série B21. Da odisseia épica na Libertadores e as festividades paralelas do Círio de Nazaré, à solidariedade financeira e presença física nas tortuosas valas das campanhas de Série C, a Fiel demonstra ao Brasil que ser Paysandu transcende o ato de torcer. Tornou-se, de fato, uma religião identitária transmitida umbilicalmente de pai para filho através das ruas úmidas e das águas profundas de Belém.

A história do Re-Pa — O Clássico da Amazônia

Paysandu e Clube do Remo promovem aquele que é estatisticamente e culturalmente reconhecido como o clássico mais jogado do futebol mundial: o lendário Re-Pa. O duelo nasceu nas entranhas de uma dissidência originada por um clamor de justiça desportiva em 1913 e logo forjou uma rivalidade superlativa que define a rotina, move a economia, pauta o comércio e dita a sociabilidade do cidadão paraense há mais de 110 anos ininterruptos3.

O primeiro e seminal embate ocorreu logo após a fundação estrutural do Papão, em 14 de junho de 1914, valendo pelo campeonato local e resultando em triunfo azulino3. Ao longo de sua infindável existência, a rivalidade conheceu tabus épicos e dramáticos. Destaca-se a imensa e dolorosa invencibilidade remista de 33 jogos ao longo da década de 1990 (entre 1993 e 1997), um peso suportado bravamente pela metade bicolor da cidade5. Por outro lado, a histórica retaliação bicolor construiu-se ao impor impiedosas vitórias decisivas e eliminações letais nos clássicos que valeram levantamento de troféus ao longo do século XXI, revertendo estigmas e frustrando os vizinhos6.

No campo das humilhações históricas, a goleada máxima, definitiva e eternizada do embate pertence isoladamente ao Paysandu, que trucidou impiedosamente o rival por 7 a 0 no histórico e traumático dia 26 de julho de 194513. Já o Remo responde a essa mancha com sua maior margem também em tempos pretéritos, um doloroso 7 a 2 registrado no ano de 193936. A figura máxima de terrorismo aos zagueiros azulinos atende pelo nome de Hélio Costa; a lenda do Paysandu foi o aterrorizador-mor com absurdos 47 tentos assinalados no dérbi, garantindo seu nome perpetuado nas cartilhas da rivalidade6. Até a temporada de 2026, contabilizaram-se impressionantes 783 batalhas sangrentas de futebol na relva entre as agremiações6.

Paysandu x Remo: uma rivalidade centenária (Comparação Histórica)

Uma análise analítica, isenta e pautada rigorosamente em dados quantitativos e factuais entre os dois maiores expoentes da Bacia Amazônica demonstra a simetria de um confronto que eleva a Região Norte.

Critério Paysandu Sport Club Clube do Remo
Fundação 2 de fevereiro de 1914 (Oficial: 7/12/1913) 5 de fevereiro de 1905 (Futebol em 1913)
Primeiro título estadual 1920 1913
Títulos estaduais 51 48 (oficiais) / 49 (divergência histórica)
Títulos nacionais 3 (Série B 1991, 2001; Copa dos Campeões 2002) 1 (Série C 2005)
Copa Norte / Norte-Nordeste 2 Copas Norte (2002, 2026) 3 T. Norte-Nordeste / Norte (1968, 1969, 1971)
Copa Verde 6 (2016, 2018, 2022, 2024, 2025, 2026) 1 (2021)
Participações na Série A 20 14
Participações na Série B 19 23
Participações na Série C 13 9
Participações na Série D 0 4
Participações internacionais 1 (Copa Libertadores 2003) 0 (Oficiais de grande porte CONMEBOL)
Melhores campanhas nacionais Oitavas Libertadores (2003), Bicampeão Série B, C. dos Campeões Campeão Série C (2005), 7º lugar na Série A (1993)
Grandes ídolos Quarentinha, Bené, Hélio, Vandick, Iarley, Robgol Alcino, Bira, Agnaldo, Landu, Eduardo Ramos
Estádio histórico Curuzu (Estádio Leônidas S. de Castro) Baenão (Estádio Evandro Almeida)
Principais momentos históricos Vitória Boca Jrs na Bombonera, Copa dos Campeões, Goleada 7×0 Acesso pandêmico 2020, Tabu de 33 jogos nos anos 90
Conquistas no Re-Pa 246 a 248 vitórias 266 a 270 vitórias
Maior título nacional Copa dos Campeões de 2002 Campeonato Brasileiro – Série C de 2005

Atenção à Metodologia de Dados (Até 2026): Conforme registros das instituições, CBF e dezenas de veículos da imprensa regional e nacional, o Clube do Remo sustenta uma vantagem matemática cristalizada no cômputo geral de vitórias do clássico Re-Pa, registrando 270 vitórias contra as marcas de 246/248 vitórias do Paysandu. O empate imperou entre 265 a 267 ocasiões num montante esmagador de aproximadamente 783 clássicos já disputados6. A contagem de títulos estaduais confere a superioridade de 51 títulos conquistados e averbados pelo Papão (incluindo o de 2026)8, frente a 48 reconhecidos institucionalmente pelo site remista57, embora esferas da imprensa e federação local ocasionalmente apontem 49 devido à interpretação de minitorneios embrionários do Século XX36.

Quem tem mais títulos?

Analisando quantitativamente a exuberante galeria de troféus, rigorosamente classificados sob os parâmetros e normativas da Federação Paraense de Futebol e Confederação Brasileira de Futebol, a supremacia incontestável de títulos é de posse do Paysandu Sport Club8.

  • Campeonato Paraense: O Paysandu lidera folgadamente com 51 conquistas8, contra as 48 (ou 49) documentadas do Remo36.
  • Competições Nacionais: Abissal diferença a favor do Papão. O Paysandu detém 3 títulos nacionais de peso maiúsculo (Série B 1991, Série B 2001 e a cobiçada Copa dos Campeões de 2002, torneio de elite)8. O Remo faturou com mérito um troféu nacional, consubstanciado no Campeonato Brasileiro Série C no longínquo ano de 200536.
  • Competições Regionais Modernas (Copa Verde): O domínio é asfixiante por parte dos bicolores. O Paysandu é o hexacampeão isolado e Maior Campeão histórico da disputa (2016, 2018, 2022, 2024, 2025 e 2026)26. O Remo ostenta uma valorosa conquista nesta competição (2021)26.
  • Copa Norte / Torneios Norte-Nordeste: O Remo obteve supremacia invejável nas décadas de 60 e 70 com seus exitosos Torneios Norte-Nordeste e do Norte7. O Paysandu reinou, no entanto, no formato profissional, amplo e oficial da Copa Norte, ostentando os troféus de 2002 e a retomada avassaladora de 202622.

No contexto geral, agregando competições de relevância estadual, inter-regional e nacional, a hegemonia matemática pende de forma imperativa, limpa e categórica a favor do Paysandu Sport Club. O clube consolida 62 conquistas oficiais na sua contagem institucional8, legitimando sua intitulação soberana como “O Maior Campeão da Amazônia”. O rival, no entanto, abriga com justo fervor orgulhoso a dianteira histórica nas vitórias dos confrontos diretos ao longo de um século de batalhas6.

Os maiores momentos de Paysandu e Remo

Destrinchar a magnitude destas agremiações exige elencar as passagens que paralisaram a Amazônia.

Os 10 Maiores Momentos do Paysandu:

  1. A épica, tática e gloriosa vitória por 1 a 0 sobre o temível Boca Juniors dentro de La Bombonera, coroada com o gol antológico de Iarley nas oitavas da Copa Libertadores (2003)24.
  2. O título monumental da Copa dos Campeões do Brasil conquistado em final eletrizante contra o supertime do Cruzeiro e consagração suprema nos pênaltis em pleno Castelão lotado (2002)22.
  3. O inédito título nacional de 1991 no Campeonato Brasileiro – Série B contra o Guarani, que colocou definitivamente o Norte na rota das vitórias do eixo sulista9.
  4. A inesquecível campanha de superação e catarse de 2001, culminando na esmagadora goleada de 4 a 0 no Avaí e garantindo o bicampeonato da Série B20.
  5. O esmagamento físico e mental de 7 a 0 imposto sem perdões no clássico Re-Pa de 1945, o maior placar de todos os tempos a favor e que repousa intocado13.
  6. A emblemática e mitológica vitória de 3 a 0 do Papão contra o invencível Peñarol de Pablo Forlán em 1965, perante os aplausos da crônica desportiva nacional e de Nelson Rodrigues5.
  7. O formidável Hexacampeonato da Copa Verde cimentado ao ano de 2026, com impiedosa goleada, abrindo uma dinastia ímpar no cenário34.
  8. A massacrante e inesquecível goleada histórica contra o Corinthians (6 a 1)37 e as partidas memoráveis perante gigantes como o São Paulo na Curuzu pelo Campeonato Brasileiro21.
  9. O bicampeonato retumbante da Copa Norte no seu regresso moderno em 2026, com vitórias avassaladoras sobre o tradicional e perigoso Nacional-AM35.
  10. A marca suprema, histórica e insuperável de 51 títulos do Campeonato Paraense estendendo o reinado no seu estado natal sem dar margem a contestações até 20268.

Os 10 Maiores Momentos do Clube do Remo:

  1. O apoteótico e fundamental título do Campeonato Brasileiro – Série C de 2005, selando o retorno momentâneo da esperança na torcida e confirmando poder de fogo36.
  2. A fabulosa campanha do 7º lugar na competitiva primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 1993, uma das mais vigorosas e respeitadas da Região36.
  3. O implacável, opressor e humilhante tabu histórico de 33 partidas ininterruptas de invencibilidade sob o Paysandu, imposto como um fardo ao longo da década de 19905.
  4. O gol heroico de Salatiel garantindo o miraculoso acesso do Campeonato Brasileiro da Série C para a Série B em 2020 sob a severa adversidade da pandemia7.
  5. A mais elástica goleada azulina no clássico Re-Pa: o inquestionável 7 a 2 averbado no longínquo e celebrado ano de 1939 contra as hostes bicolores36.
  6. O triunfo invicto e de caráter na Copa Verde de 2021, quebrando temporariamente o domínio verde-limão do rival e recolocando o Leão no pódio regional de taças26.
  7. O lendário e imbatível esquadrão azulino da década de 1910, triturando adversários para conquistar seu implacável e histórico heptacampeonato paraense4.
  8. Conquistas magnas em extintos Torneios Norte-Nordeste nos idos do final da década de 60 e 70, pavimentando a tradição pioneira da força nortista antes de competições contemporâneas7.
  9. O recorde supremo na imensa vantagem histórica de triunfos acumulados em jogos do grande clássico Re-Pa, chancelando a força contínua de sua camisa na capital36.
  10. O imenso pioneirismo esportivo do Leão em modalidades náuticas e o papel estruturante e desbravador de seu estádio Baenão na formação do desporto em Belém7.

Análise Comparativa: Quando a poeira baixa e a razão dita os termos, as respostas amparam-se na objetividade material. A maior projeção internacional e nacional de elite reside isoladamente na trajetória do Paysandu. O desbravamento audaz com uma vitória em torneio de selo CONMEBOL (Libertadores) na Argentina, somado à majestosa e pioneira Copa dos Campeões, outorga ao Papão um reconhecimento sem equivalentes práticos em toda a Amazônia22. Nas tabelas quantitativas de títulos estaduais e regionais modernos (Copa Verde e Copa Norte), o cômputo aponta também categoricamente para a hegemonia do Paysandu, ratificada por 51 estaduais e robustos troféus regionais8. Todavia, na vitalícia guerra de fronteira e moral travada domesticamente no impacto do clássico, o Clube do Remo ostenta a nobre, legítima e amarga glória perante o oponente de carregar o maior volume cumulativo de vitórias diretas e de ter imposto a asfixiante sequência de 33 jogos de invencibilidade que feriu fundo o ego bicolor6.

O Paysandu no presente — 2026

O alvorecer da temporada de 2026 foi forjado sob tensões severíssimas e escuras incertezas. Em virtude de um doloroso e precoce rebaixamento para a Série C após flertar com a desorganização em 2025, a agremiação necessitou passar por uma revolução administrativa, culminando na renúncia anterior e na posse corajosa do advogado Márcio Tuma como Presidente Executivo do Paysandu (apoiado por Diego Moura e Manoel Acácio na cúpula diretiva e com Bruno Castro gerindo o abalado jurídico do clube)28. O plano estabeleceu-se de forma enxuta e clara: sanear rigorosamente as finanças em colapso, reestruturar metodicamente as engrenagens técnicas pelas mãos austeras do competente executivo Marcelo Sant’Ana, e resgatar o elo intrínseco perdido com a exigente Fiel Torcida32.

Dentro das quatro linhas do gramado, foi depositada maciça confiança no gaúcho Júnior Rocha, um experimentado e vitorioso estrategista em campanhas de divisões de acesso e copas, que assinou seu compromisso com a Curuzu em fevereiro de 2026. A missão? O acesso vital de retorno à Série B31. Para combater pesadas restrições financeiras e dividas na justiça do trabalho que assombravam folhas salariais14, a diretoria implementou um giro filosófico drástico. O Papão utilizou de forma destemida mais de onze talentos do seu promissor plantel das categorias de base no certame do Campeonato Paraense. Nomes outrora incógnitos assumiram a responsabilidade com estardalhaço, como os firmes zagueiros Iarley e Luccão e o aguerrido volante Pedro Henrique — mesclando energia juvenil à experiência rodada de atletas veteranos do porte de Leandro Vilela, Jean Drozny, Matheus Nogueira e o centroavante recém-chegado30.

Essas diretrizes amadureceram de maneira excepcional, convertendo-se em conquistas tangíveis muito além das melhores projeções iniciais. O elenco de 2026 varreu os obstáculos da desconfiança. O Papão faturou magistralmente o Campeonato Paraense 2026 (o 51º da extensa história), sobrepondo-se em dois confrontos diretos que sepultaram as pretensões do rival Remo na final8. Não obstante, o Paysandu esmagou resistências para expandir seu monopólio na Amazônia ao enlaçar dois torneios de imenso peso continental em solo belenense: consagrou-se no bicampeonato da Copa Norte impondo sua classe e goleando o pujante Nacional-AM (4 a 2 no cômputo agregado na finalíssima de maio)35 e, poucas semanas depois, executou uma demonstração de força dantesca na decisão da Copa Verde. Mesmo após iniciar perdendo para o agressivo Anápolis, destroçou os goianos no Mangueirão em junho por 4 a 0, assegurando a glória insofismável e solitária do histórico Hexacampeonato da competição26.

Paralelamente à glória nos tapetes verdes, Tuma reuniu-se ativamente com autoridades estaduais, como o Governador Helder Barbalho, engajando grandes parcerias logísticas (incluindo o interesse da mineradora Vale) para finalizar definitivamente as espetaculares obras dos campos e do prédio de administração do Centro de Treinamento Raul Aguilera62. O Papão adentrou as chaves decisivas e rodadas finais da extenuante Série C do Campeonato Brasileiro de 2026 em duelos pesados contra Amazonas, Ituano e Maringá63. Mesmo na terceira divisão, ostentava troféus reluzentes no primeiro semestre, atestando um ambiente blindado e ciente de seu destino fático e inegociável de representar a glória soberana do Pará perante a nação.

O futuro do Papão

As perspectivas futuras do Paysandu ancoram-se em uma prudente e gradual transição da administração amadora para modelos mais perenes. A evolução estrondosa de suas categorias de base em 2026 mitigou as antigas compulsões por contratações exorbitantes que frequentemente afundavam o clube em dívidas impagáveis perante tribunais trabalhistas14. A estruturação plena do moderno e aguardado Centro de Treinamento Raul Aguilera proporcionará a tecnologia fisiológica, nutricional e de capacitação técnica fundamental para igualar o clube às potências emergentes formadoras de atletas das demais regiões do país62. Se o comitê gerencial for capaz de refrear a tradicional instabilidade política que consome historicamente os bastidores da Curuzu, o escudo do Lobo ostenta totais condições demográficas e técnicas para um regresso veloz, imponente e duradouro à Série A na próxima década.

Fontes e Checagem

A edificação desta obra de caráter jornalístico e referencial ancorou-se em criteriosa compilação de fatos e balanços. A cronologia apoia-se em extratos cruzados dos arquivos oficiais da Federação Paraense de Futebol (FPF) e despachos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ademais, o conteúdo integra dados do acervo institucional do Paysandu Sport Club e estatísticas oficiais publicadas pela agremiação coirmã Clube do Remo. Divergências historiográficas menores, inerentes à evolução do futebol amador para o profissional na região — notadamente as oscilações numéricas exatas de empates e vitórias nos 783 duelos centenários do Re-Pa, assim como a flutuação nas marcas oficiosas de estaduais remistas (48 vs 49) — foram pontualmente tratadas na reportagem valendo-se do consenso majoritário balizado pelos mais tradicionais veículos informativos e periódicos amazônicos6. Os quantitativos inatacáveis do Papão (51 campeonatos paraenses, os certames da Série B e glórias regionais como os seis canecos da Copa Verde) subscrevem seu posicionamento inegociável nos anais do esporte brasileiro8.

BOX ESPECIAL — NÚMEROS DO PAYSANDU

Atributo Dados Oficiais Verificados
Ano de Fundação 7 de dezembro de 1913
Cidade Belém (Pará)
Estádio Leônidas Sodré de Castro (Curuzu)
Cores Azul-celeste e Branco
Mascote O Bicho-Papão (Lobo)
Apelidos Papão da Curuzu, Bicolor, Esquadrão de Aço, Rei da Amazônia, Campeão dos Campeões
Maior Título Copa dos Campeões de 2002
Número de títulos estaduais 51 (Último em 2026)
Títulos nacionais 3 (Série B 1991, Série B 2001; Copa dos Campeões 2002)
Títulos regionais 8 (2 Copas Norte: 2002, 2026 / 6 Copas Verde: 2016, 2018, 2022, 2024, 2025, 2026)
Participações na Libertadores 1 (2003)
Maior Ídolo Quarentinha (12 Títulos como atleta e 135 disputas de Re-Pas)
Maior Rival Clube do Remo
Maior Conquista Internacional Histórica vitória por 1 a 0 sobre o Boca Juniors em La Bombonera (Libertadores de 2003)
Principais Recordes Único clube da Região Norte a disputar e vencer a Copa dos Campeões; Maior campeão de Campeonatos Estaduais isolado em toda a Região Norte (51); Hexacampeão isolado da Copa Verde.

Conclusão

Rememorar as profundezas da formidável cronologia do Paysandu Sport Club representa transcender a superficialidade de tabelas de um esporte bretão para adentrar os alicerces culturais, antropológicos e afetivos de um povo indomável e aguerrido. Quando as arquibancadas e ruas de Belém entoam febrilmente os cânticos de amor ao “Papão”, discorre-se invariavelmente sobre a densa e perfumada umidade penetrante da capital paraense, sobre o pulsar incessante do comércio do bairro do Marco, sobre as tardes inebriadas pelas águas que caem pontualmente e lavam o misticismo do caldeirão do Mangueirão. Fala-se da rústica, bela e imutável resistência presente na arquitetura secular da Curuzu.

A alma bicolor encontra-se pintada e desenhada nas memórias sagradas que não apagam o som dos chutes pesados do “Esquadrão de Aço” e os milagres das defesas sob a sombra da fé no Círio. Revive no suor de gerações insones embaladas pela virilidade da marcação de Sandro Goiano, na precisão quase divinal de Vandick e Iarley fuzilando camisas consagradas, e no respeito eterno, imorredouro e pétreo esculpido aos longo dos 12 insuperáveis títulos de Quarentinha. O sofrimento lacrimoso de administrações claudicantes e os duros rebaixamentos logísticos das últimas décadas jamais conseguiram obliterar a tenacidade que reside incólume como herança do clube. Ao contrário dessa derrocada: é nas profundezas melancólicas das dores e crises intensas de fluxo de caixa que a formidável força do Lobo renasce vigorosa. Foi justamente dessas cinzas que surgiram as contínuas e gloriosas reconstruções das temporadas como a de 2026, onde o choro da queda foi estancado pelo bálsamo do grito de três merecidos e incontestáveis títulos erguidos com o suor de garotos da própria terra em meros seis meses. Mostrando a todos, irremediavelmente, o fardo glorioso e sagrado de vestir esta camisa perante qualquer infortúnio momentâneo.

No espetáculo vibrante, cósmico e visceral do gigantesco “Clássico da Amazônia”, as lutas campais travadas centímetro por centímetro frente a um formidável, corajoso e histórico Clube do Remo cimentaram o desporto de todo o Estado do Pará em patamares de excelência, folclore e uma indomável grandeza indelével ao futebol verde-amarelo. Assim se faz manifesto aos quatro cantos do mundo o veredicto definitivo das memórias forjadas nestas longas planícies e bacias fluviais: pronunciar a instituição Paysandu Sport Club é, em sua essência imaterial mais pura, declamar uma apoteose épica de resistência cultural e imposição de identidade. É a prova pulsante, perene e viva de que, sob qualquer céu ou gramado, onde o grito fervoroso ecoar retumbante sobre o coração da Bacia Amazônica, as magnas e temidas cores celestes e brancas invariavelmente reluzirão; atestando a todos os soberbos e céticos que a formidável Amazônia e o estado inexpugnável do Pará ostentam com justiça a honraria de possuir verdadeiros gigantes imortais do esporte nacional.

Referências citadas

  1. Educação, MEMórias, rEsistências E sabErEs EM diálogos, https://assets.zyrosite.com/AoPvxBbWpwh0k1WB/livro-educaassapso-e-mema3ria_ebook3-1-AR0yo9kV69sjVg3n.pdf
  2. RAFAEL MATOS DE CARVALHO Belle ÉpoqueEsportiva:A imprensa paraense como agente da popularização dos esportes no início do s, https://ludopedio.org.br/wp-content/uploads/Belle-%C3%89poque-Esportiva-A-imprensa-paraense-como-agente-da-populariza%C3%A7%C3%A3o-dos-esportes-no-in%C3%ADcio-do-s%C3%A9culo-XX-1900-1935.pdf
  3. História – Paysandu Sport Club :: O Maior Campeão da Amazônia, https://www.paysandu.com.br/clube/historia
  4. Papão soberano do Norte, segundo a Placar – Blog do Gerson Nogueira, https://blogdogersonnogueira.com/2014/02/02/papao-soberano-do-norte-segundo-a-placar/
  5. Há 55 anos, uma vitória inesquecível ao futebol paraense: o Paysandu fez padecer o supertime do Peñarol – Trivela, https://trivela.com.br/america-do-sul/ha-55-anos-uma-vitoria-inesquecivel-ao-futebol-paraense-o-paysandu-fez-padecer-o-supertime-do-penarol/
  6. Re-Pa – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Re-Pa
  7. Clube do Remo – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_do_Remo
  8. Títulos – Belém – Paysandu Sport Club :: O Maior Campeão da Amazônia, https://www.paysandu.com.br/clube/titulos
  9. Paysandu | Wikia Enciclopédia do Futebol – Fandom, https://enciclopedia-do-futebol.fandom.com/pt-br/wiki/Paysandu
  10. Um esquadrão que fez história! – DOL, https://dol.com.br/esporte/esporte-para/noticia-353966-um-esquadrao-que-fez-historia.html
  11. Hélio, que sensação, mais um gol do Papão – Paysandu, https://www.paysandu.com.br/noticias/467/helio-que-sensacao-mais-um-gol-do-papao
  12. Quarenta (futebolista) – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Quarenta_(futebolista)
  13. Re-Pa 110 anos: Veja as estatísticas do Clássico Rei da Amazônia | Futebol | O Liberal, https://www.oliberal.com/esportes/futebol/re-pa-110-anos-veja-as-estatisticasdo-classico-rei-da-amazonia-1.825042
  14. Paysandu Sport Club – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Paysandu_Sport_Club
  15. Paulo Benedito dos Santos Braga – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Benedito_dos_Santos_Braga
  16. OS 10 MAIORES ARTILHEIROS DO PAYSANDU. PAPÃO DA CURUZÚ . VOCÊ SABIA?, https://www.youtube.com/shorts/UQ1Ji76dnwE
  17. Bené – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Ben%C3%A9
  18. OS PASSOS DE DADÁ MARAVILHA. – História do Futebol, https://historiadofutebol.com/blog/?p=9825
  19. Há 40 anos, alvoroço no Re-Pa: as histórias deliciosas de Dadá em seus tempos de Paysandu – Trivela, https://trivela.com.br/brasil/ha-40-anos-alvoroco-no-re-pa-as-historias-deliciosas-de-dada-em-seus-tempos-de-paysandu/
  20. BOLA N@ ÁREA – Série B 2001 – Fase Final, https://www.bolanaarea.com/serie_b_2001_fasefinal.htm
  21. Há 22 anos, Paysandu iniciava campanha do título da Série B; ídolo relembra bastidores da conquista – O Liberal, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/ha-22-anos-paysandu-iniciava-campanha-do-titulo-da-serie-b-idolo-relembra-bastidores-da-conquista-1.714703
  22. A Copa dos Campeões de 2002: o grande título de um Paysandu inesquecível, https://www.ultimadivisao.com.br/a-copa-dos-campeoes-de-2002-o-grande-titulo-de-um-paysandu-inesquecivel/
  23. Relembre a campanha do Paysandu no título da Copa Norte de 2002 – DOL, https://dol.com.br/esporte/paysandu/942980/relembre-a-campanha-do-paysandu-no-titulo-da-copa-norte-de-2002
  24. THE DAY PAYSANDU BEAT BOCA AT LA BOMBONERA IN THE 2003 LIBERTADORES, https://www.youtube.com/watch?v=hGpQWAqJ8OM
  25. 15 anos da façanha: Robgol e Iarley relembram vitória do Paysandu contra Boca na Bombonera – Lance!, https://www.lance.com.br/paysandu/anos-atras-vencia-boca-juniors-bombonera.html
  26. Copa Verde de Futebol – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_Verde_de_Futebol
  27. Com Paysandu pentacampeão, veja todos os vencedores da Copa Verde – CNN Brasil, https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/com-paysandu-pentacampeao-veja-todos-os-vencedores-da-copa-verde/
  28. Série B: rebaixado, Paysandu demite técnico e inicia reformulação – LANCE!, https://www.lance.com.br/futebol-nacional/rebaixado-paysandu-demite-tecnico-e-inicia-reformulacao-antes-do-fim-da-serie-b.html
  29. Márcio Tuma é o novo presidente do Paysandu – Uruá-Tapera, https://uruatapera.com/marcio-tuma-e-o-novo-presidente-do-paysandu/
  30. https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/paysandu-inicia-reconstrucao-apos-rebaixamento-e-projeta-elenco-para-2026-1.1043437#:~:text=Entre%20os%20nomes%20garantidos%20est%C3%A3o,e%20Jo%C3%A3o%20Marcos%20(2026).
  31. Paysandu anuncia júnior Rocha como novo técnico para a disputa da série C de 2026, https://www.youtube.com/shorts/MKxzeTaXLQQ
  32. SALÁRIOS, ELENCO E META! Marcelo Sant’Ana explica como será o Paysandu de 2026!, https://www.youtube.com/watch?v=Shlv4zJzfB0
  33. Paysandu utiliza time completo da base na primeira fase do Parazão 2026 – Loja Lobo, https://www.lojalobo.com.br/paysandu-utiliza-time-completo-da-base-na-primeira-fase-do-parazao-2026/
  34. Paysandu é hexacampeão da Copa Verde – Confederação Brasileira de Futebol – CBF, https://www.cbf.com.br/futebol-brasileiro/noticias/competicoes-copa-verde-cpm/a/paysandu-e-hexacampeao-da-copa-verde
  35. Paysandu goleia o Nacional e garante o bicampeonato da Copa Norte – Radar Amazônico, https://radaramazonico.com.br/paysandu-goleia-o-nacional-e-garante-o-bicampeonato-da-copa-norte/
  36. RE-PA completa 112 anos e reforça status de maior clássico da Amazônia, https://aprovinciadopara.com.br/re-pa-completa-112-anos-e-reforca-status-de-maior-classico-da-amazonia/
  37. CLUBE – HISTÓRIA – Corinthians, https://www.corinthians.com.br/clube/historia
  38. Jornalistas e comentaristas esportivos escalam o ‘melhor Paysandu de todos os tempos’, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/jornalistas-e-comentaristas-esportivos-escalam-o-melhor-paysandu-de-todos-os-tempos-1.273627
  39. Temporada do Paysandu Sport Club de 2003 – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Temporada_do_Paysandu_Sport_Club_de_2003
  40. Goleadas, Pikachu, golaços, Remo e títulos; relembre as disputas de acesso do Paysandu na história – O Liberal, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/goleadas-pikachu-golacos-remo-e-titulos-relembre-as-disputas-de-acesso-do-paysandu-na-historia-1.732823
  41. Rei de Copas! Paysandu é o maior campeão da Copa Verde; relembre as conquistas, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/rei-de-copas-paysandu-e-o-maior-campeao-da-copa-verde-relembre-as-conquistas-1.819901
  42. Há 18 anos, Paysandu conquistava o título nacional da Copa dos Campeões – O Liberal, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/ha-18-anos-paysandu-conquistava-o-titulo-nacional-da-copa-dos-campeoes-1.291790
  43. Rádio Globo/CBN: Cruzeiro 3 x 4 Paysandu + 0 x 3 (Copa dos Campeões 2002) – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=QfC2pypZA_o
  44. Há 13 anos, Paysandu conquistou a Copa dos Campeões, https://www.paysandu.com.br/noticias/1735/ha-13-anos-paysandu-conquistou-a-copa-dos-campeoes
  45. Há 20 anos, o Paysandu conquistava a Copa dos Campeões e marcava o ápice de anos gloriosos na Curuzu – Trivela, https://trivela.com.br/brasil/ha-20-anos-o-paysandu-conquistava-a-copa-dos-campeoes-e-marcava-o-apice-de-anos-gloriosos-na-curuzu/
  46. O que aconteceu com o time do Paysandu que venceu o Boca Juniors? | GOL DE CANELA, https://www.youtube.com/watch?v=jTtz9C39-kA
  47. Relembre os times brasileiros que venceram o Boca Juniors na Bombonera – CNN Brasil, https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/libertadores-da-america/relembre-os-times-brasileiros-que-venceram-o-boca-juniors-na-bombonera/
  48. O dia em que o Paysandu calou o Boca na Bombonera – Última Divisão, https://www.ultimadivisao.com.br/o-dia-em-que-o-paysandu-calou-o-boca-na-bombonera/
  49. Após sofrer trauma, ídolo do Paysandu passa por cirurgia e segue em recuperação; saiba mais – O Liberal, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/apos-sofrer-trauma-idolo-do-paysandu-passa-por-cirurgia-e-segue-em-recuperacao-saiba-mais-1.529961
  50. Hélio Costa (futebolista) – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Costa_(futebolista)
  51. Dia de #TBT: Papão tem história marcada por grandes nomes – DOL, https://dol.com.br/esporte/esporte-para/586083/dia-de-tbt-papao-tem-historia-marcada-por-grandes-nomes
  52. Avaí 3 x 3 Paysandu – Série B 2001 (Quadrangular final) – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=lr3GJf1M8Tw
  53. Paysandu e Avaí vencem no quadrangular final da Série B – 15/12/2001 – Folha, https://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u31092.shtml
  54. Artilheiro na era Vojvoda, Pikachu chega a 150 gols na carreira – A Notícia do Ceará, https://anoticiadoceara.com.br/artilheiro-na-era-vojvoda-pelo-fortaleza-yago-pikachu-chega-a-150-gols-em-sua-carreira/
  55. Re-Pa 776: Remo é o maior vencedor e clássico tem mais empates que vitórias do Paysandu : r/futebol – Reddit, https://www.reddit.com/r/futebol/comments/1it8l4b/repa_776_remo_%C3%A9_o_maior_vencedor_e_cl%C3%A1ssico_tem/
  56. Re-Pa: Remo leva vantagem em clássicos disputados no Baenão nos últimos 44 anos, https://www.oliberal.com/esportes/remo/re-pa-remo-leva-vantagem-em-classicos-disputados-no-baenao-nos-ultimos-44-anos-1.554941
  57. Títulos Azulinos – Clube do Remo, https://www.clubedoremo.com.br/titulos.php
  58. Paysandu amplia hegemonia regional com hexacampeonato da Copa Verde – DOL, https://dol.com.br/esporte/paysandu/943906/paysandu-amplia-hegemonia-regional-com-hexacampeonato-da-copa-verde
  59. Clube do Remo – Todos os Títulos – Campeões do Futebol, https://www.campeoesdofutebol.com.br/remo_titulos.html
  60. CRISE política, AÇÕES trabalhistas e FUTEBOL: o DESAFIO de Márcio Tuma no Paysandu!, https://www.youtube.com/watch?v=UN7OhfTZReA
  61. EXCLUSIVE: PAYSANDU WILL ANNOUNCE NEW SIGNINGS AND CHANGE EVERYTHING FOR 2026! PAYSANDU SC NEWS – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=77VyifciTxU
  62. Presidente Márcio Tuma se reúne com governador Helder Barbalho para articular obras no CT Raul Aguilera – Paysandu, https://www.paysandu.com.br/noticias/8469/presidente-marcio-tuma-se-reune-com-governador-helder-barbalho-para-articular-obras-no-ct-raul-aguilera
  63. Google Sports Data, https://support.google.com/knowledgepanel/answer/9787176

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