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sexta-feira, julho 31, 2026

O Canto da Terra Vermelha: A Epopeia de Pinduca, o Eterno Rei do Carimbó

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A Batida Pai D’Égua da Amazônia e o Mestre Pinduca

Égua, mano, a Amazônia não é um lugar caladinho não, di rocha! Debaixo daquele sol de rachar que abafa a nossa metrópole de Belém, tem um fervo, um batuque doido que se mistura com a maré lançante do rio Guajará e com o rebuliço sem fim das nossas feiras.

É nesse meião úmido e cheio de vida, onde o pitiú forte lá do mercado de peixes se junta com o cheiro perfumado das ervas de banho e o docinho rústico do cupuaçu, que ecoa a força da nossa cultura maceta. O barulho da percussão, herança lá dos nossos avós, rasga o ar. É a batida do curimbó, aquele tambor teba de tronco escavado, que traduz em cada pancada a alma do povo papa-chibé.

Quando essa cadência acelerada começa, égua não, ninguém fica de touca! Dá vontade de rodar e sair dançando até dar passamento. O carimbó é a nossa respiração, a história viva dos ribeirinhos, dos cabocos, dos negros e mestiços que forjaram a identidade do Norte e fizeram tudo ser só o filé.

E bem no meio desse furdunço todo, aparece um cara que é o bicho, com uma silhueta que já é marca registrada: sempre com aquele sombreiro porrudo na cabeça, enfeitado de fitas, palha de miriti e umas cuias penduradas. Aurino Quirino Gonçalves, eternizado na nossa memória como Pinduca, não é só um cantador; o bicho é um patrimônio vivo do Brasil, tá selado!

Ele foi o arquiteto sonoro que pegou aquele carimbó antigo de “pau e corda” e botou na tomada, virando um som muito firme, pop e elétrico, que a galera do Brasil todo e até gente de fora começou a consumir e respeitar. Fazendo isso, o Pinduca obrigou o resto do país a olhar pra Amazônia com respeito e dizer: “Té doidé, esses caras manjam muito!”

Como gestor de conteúdo do veropeso.shop, aqui está a adaptação do artigo “2. Infância” com toda a energia e o vocabulário autêntico do nosso povo, valorizando a Língua do Caboclo Paraense.

Pinduca 1982

A Infância do Curumim Aurino: Onde Tudo Começou

Égua, mano, lá pelo delta do rio Tocantins, a água barrenta dita o ritmo da sobrevivência e da nossa cultura. Foi nesse emaranhado de rio e furo, bem lá em Igarapé-Miri — a famosa “Capital Mundial do Açaí”, um lugar muito firme encravado na mata — que a história do nosso Pinduca começou. O curumim Aurino Quirino Gonçalves nasceu no dia 4 de junho de 1937, num lugar onde a música era tão garantida todo dia quanto tomar aquele chibé caprichado.

O menino cresceu numa casa cheia de gente, num furdunço e barulho que só vendo! Ele era um dos treze filhos do casal José Plácido Gonçalves e Luzia Teresa de Oliveira Gonçalves. A música tava no sangue da família, di rocha. O pai dele, o seu José Plácido, era um professor de música de respeito na região, um mestre que além de ensinar as primeiras notas, comandava as bandas locais e ensinava a molecada de Igarapé-Miri a tocar qualquer instrumento que caísse na mão. O bicho manjava muito! A genética foi pai d’égua: os treze irmãos tinham dom pra arte, e as quatro irmãs do Aurino logo ficaram conhecidas como cantoras só o filé na comunidade. Te mete!

Essa infância no interior do Pará, ali entre os anos 30 e 40, foi a escola verdadeira do Aurino. O menino caboco, que desde os dez anos já se metia no mato pra colher açaí e rachar lenha pro fogão de casa, absorvia tudo da sua terra. O interior era uma fulhanca sem fim, fervendo de festa popular, ladainha de santo, esmolação de São Benedito e aqueles bailes macetas de padroeiro.

Ainda piquixito, o Aurino ficava pagando de admiração vendo a banda do pai, o “Conjunto Santa Maria” (que era do cunhado dele) e as “jazz-bands” da área tocando de tudo pra animar a galera. Foi bem aí que ele teve contato com o banguê e o samba de cacete, umas raízes misturadas de índio com negro. Ver os mestres batendo com gosto no couro esticado do curimbó marcou a vida dele. O moleque entendeu cedo que a música era o elo sagrado pra louvar os santos e celebrar a colheita, mas também era o motor pra fazer o povo dançar até dar passamento nos salões e, claro, garantir o sustento. Tá selado!

Os Primeiros Passos: O Curumim Que Virou o Bicho na Noite

Égua, a transição daquele curumim que só ficava espiando as bandas para virar o dono da festa na buca da noite foi rapidola! Com apenas 13 anos, movido por um dom que já tava no sangue, o moleque já mostrava que manjava muito, se apresentando profissionalmente tocando bongô e pandeiro nas orquestras de baile de Igarapé-Miri. Naquele tempo não tinha lero lero, a dinâmica das bandas exigia que a galera da percussão tivesse que meter a cara no microfone e cantar os tais “jazi” para animar o furdunço.

Buscando voar mais alto, aos 16 anos, ele pegou o beco e se mudou para Abaetetuba, um polo cultural vizinho. Lá, ele entrou na reverenciada Orquestra Brasil, que era um grupo muito firme e conhecido pelas inovações. Conta o povo que foi essa orquestra que trouxe o primeiro contrabaixo acústico (o famoso rabecão) pra região do Baixo Tocantins, um fato novo que deixou o som deles só o filé. Essa experiência na maciota refinou a habilidade do Aurino, sendo o preparo pai d’égua pro salto definitivo dele rumo à capital.

Com 17 anos, o músico desembarcou em Belém, que naquela época vivia uma efervescência noturna que era uma verdadeira bumbarqueira, cheia de grandes orquestras tocando mambo, rumba, bolero e cumbia. O jovem era tão saído e bom no que fazia que logo começou a bater ponto no lendário Glória Café, no bairro da Campina, bem ali pertinho do Ver-o-Peso. O lugar era estratégico, tipo a boca miúda dos músicos da cidade, onde se formavam os conjuntos “pega-pulso” — grupos montados às pressas pra tocar nas festas da elite e nos clubes de subúrbio.

Não demorou muito pro maestro Orlando Pereira ficar de mutuca no talento dele. O Aurino foi chamado pra ser baterista da Orquestra Internacional de Orlando Pereira, a mais famosa do estado. Por causa do seu suingue, ele se consagrou rápido e provou que era o bicho, formando a célebre “tríade de ouro” da bateria paraense, ao lado dos lendários Papão e Tota. Té doidé!? O cara era safo demais!

Mas engana-se quem acha que ele ficava só perambulando na boemia. Pra não ficar na roça e garantir o sustento, Aurino buscou a estabilidade do serviço militar. Primeiro entrou no Exército e depois foi pra Polícia Militar do Estado do Pará. E como não podia deixar de ser, ele foi parar bem no coração da corporação: a Banda de Música! Lá, ele misturou a disciplina militar com o talento musical, subindo de patente até alcançar o posto de Tenente Mestre da Banda e 1º Sargento. Tá selado! Essa vida militar deu a ele a visão de arranjos estruturados que seriam a base pra revolução maceta que ele ia aprontar na nossa música regional.

Pinduca Vol 4

O Nascimento do Rei do Carimbó: De Aurino a Pinduca

A mudança do sargento e baterista Aurino pra lenda Pinduca foi um misto de sorte com uma sacada muito firme de artista. Lá pro final dos anos 50 e começo dos 60, aquela época de ouro das orquestras gigantes acústicas começou a dar prego, sufocada pelos custos altos e pela galera que passou a curtir uns conjuntos eletrônicos menores. Quando o maestro Orlando Pereira juntou os músicos pra dizer que ia fechar a orquestra, mandando a potoca de que “ninguém queria mais música acústica”, o Aurino não aceitou ficar de touca. Bem ali na calçada mesmo, ele meteu a cara, juntou os parceiros e montou sua própria orquestra, de início acústica, batizando de La Pachanga — por causa de um ritmo caribenho que era sucesso na época.

O apelido que ia mudar a vida dele de vez surgiu num furdunço de festa junina. Naquele tempo, tinha um passo de quadrilha popular chamado “Pinduca”. Sendo um cara muito saído e cheio de carisma, o Aurino escreveu “Pinduca” no chapéu dele. Égua, a associação do público foi na hora! A partir daquela buca da noite, ninguém mais chamava o cara pelo nome de batismo. O negócio pegou tanto que, anos depois, ele foi na justiça pra botar “Pinduca” no registro civil. O juiz olhou pra ele, pagando de admiração, e soltou: “Té doidé!? Mas esse Pinduca não é aquele que anda cantando e tocando por aí?”. O nome foi deferido, tá selado!

Mas o divisor de águas mermo chegou só no começo dos anos 70. Mesmo já sendo um cara famoso animando bailes, gravar um disco só de carimbó era ralado, porque o povo de fora (as gravadoras do Sudeste) achava que era só folclore de caboco sem potencial de venda. O destino do carimbó mudou graças a uma mulher porruda: Maria Isabel Pureza. Ela cuidava das compras e audições de uma loja de discos famosa em Belém. Sempre que os representantes paulistas chegavam, a Dona Pureza ia lá culiar e fazer um lobby sem fim: “Arrumem uma vaga pro Pinduca gravar, o bicho canta bem e é animado”.

A insistência deu certo. Em 1973, um baiano da gravadora Beverly Som e Eletrônica meteu a cara e fez uma proposta: ele podia gravar um disco, mas tinha que vender pelo menos 2.000 cópias pra não ir pra roça e continuar o contrato. O artista foi pro estúdio e gravou o clássico LP “Carimbó e Sirimbó do Pinduca”.

O resultado? Foi uma bumbarqueira cultural! O mercado regional, que tava sedento por se ver na música, fez o disco estourar e destroçou qualquer expectativa da gravadora. Rapidola, venderam mais de 15.000 cópias, um número discunforme pro mercado do Norte e Nordeste daquela época. O sucesso catapultou o Pinduca de animador de baile para ídolo de verdade. O estouro de vendas fez o carimbó não respeitar fronteiras, espocando nos estados vizinhos e até no Sudeste. E foi assim que ele garantiu, di rocha, a coroa e a majestade de “O Rei do Carimbó”. Só o filé!

A Revolução Musical: O Choque de Modernidade do Rei

Égua, a genialidade do Pinduca não foi só pegar o nosso folclore e jogar pro vinil; o bicho reescreveu a gramática do ritmo! Até a década de 1970, o carimbó era aquele negócio estrito de “pau e corda”, com uns arranjos bem rústicos. A galera tocava com instrumento artesanal mesmo: curimbó de tronco oco e couro de animal, maracá, reco-reco, flauta de bambu, clarinete e o dedilhado do banjo, tudo no embalo da palma da mão e da percussão.

Mas o Pinduca, que manja muito do que o povo gosta de ouvir, percebeu o perigo. Ele viu que, se o carimbó quisesse sobreviver à invasão das músicas da galera de fora e dominar as caixas de som daquelas bumbarqueiras de respeito, precisava de um choque de modernidade. Precisava de volume, pressão e uma pegada contemporânea!

Foi aí que o cara meteu a cara e criou a revolução maceta do Carimbó Estilizado, ou Carimbó Moderno. Influenciado pelo som elétrico da Jovem Guarda e pelas rádios fortes do Caribe, das Guianas e do Suriname, Pinduca botou a selva amazônica na tomada. Esse fato novo exigiu uma mudança completa na estrutura da banda:

  • A Inserção da Guitarra e do Baixo Elétrico: Esses instrumentos substituíram a marcação do banjo, dando um suingue muito firme pro som. O primeiro contrabaixo da banda foi até feito numa espécie de gambiarra, construído à mão a partir de um cepo de madeira porrudo!

  • A Bateria Completa: Entrou no lugar principal do tambor curimbó. Como o próprio Pinduca era um baterista pai d’égua, ele conseguiu traduzir a batida do caboco pros pratos e bumbos, criando um ritmo explosivo e misturado.

  • O Advento dos Teclados e Sintetizadores: Trouxeram melodias e solos inéditos pra música do Norte, deixando o som só o filé e aproximando a estética do que se fazia no pop e na cumbia.

  • Os Naipes de Metais: Bebendo da fonte de quando era Mestre da Banda Militar, ele meteu uns arranjos complexos com saxofone, trompete e trombone.

Essa mistura orgânica com a cumbia colombiana, o mambo, o merengue e o calipso criou um tecido sonoro cosmopolita de primeira. Tá selado, foi uma inovação estorde que dividiu e marcou pra sempre a história da música no Pará!

Parâmetro de Análise Carimbó “Pau e Corda” (Tradicional) Carimbó Estilizado (Inovação de Pinduca)
Instrumentação de Base Curimbó (tronco e couro), banjo paraense, maracá, flauta de bambu/PVC, reco-reco. Bateria completa, guitarras elétricas, contrabaixo elétrico, teclados/sintetizadores.
Sonoridade e Arranjo Som acústico, telúrico, ritmado pelo impacto direto das mãos no couro. Foco no orgânico. Som eletrificado, volumoso e denso, projetado para altíssima bailabilidade em salões amplos.
Metais e Melodia Linhas melódicas simples pontuadas por clarinete ou saxofone rústico. Naipes de metais agressivos (trompete, sax, trombone) de forte inspiração orquestral e jazzística.
Matrizes e Influências Raízes indígenas (tupi), ritmos africanos (batuque) e traços melódicos ibéricos. Fusão com Jovem Guarda, cumbia, merengue, mambo e ritmos oriundos do Suriname e Guianas.
Pinduca e sua primeira Banda O ano sabe Deus

A Criação do Sirimbó: A Invenção Maceta do Rei

A mente inquieta do Pinduca e a vontade dele de inovar não deixaram o cara ficar de bubuia (flutuando na calmaria) só com o sucesso do carimbó moderno. Olhando ao redor da nossa riqueza cultural, ele ficou de mutuca no que tocava na cidade de Cametá. Lá, o que rolava solto era o siriá, um ritmo pai d’égua e mais acelerado, derivado do samba de cacete, com uma herança africana e indígena muito forte, e que tinha o saudoso Mestre Cupijó como o principal guardião e sumano da área.

Vendo que a energia do siriá era maceta e botava todo mundo pra suar, Pinduca fez uma alquimia musical no estúdio e lançou um fato novo: o Sirimbó! O Sirimbó não era um negócio de meia tigela; foi uma jogada de mercado muito firme que misturou o balanço percussivo rápido do siriá cametaense com a potência dos metais, do baixo e das guitarras elétricas que já marcavam o seu carimbó estilizado.

Quando a gravadora Beverly soltou a sequência histórica de discos “Carimbó e Sirimbó no Embalo do Pinduca”, o sucesso foi uma verdadeira bumbarqueira, di rocha! A invenção matou perfeitamente a fome das rádios por novidades regionais, sem que o Pinduca abandonasse a sua raiz de caboco amazônida. O sirimbó virou uma febre absoluta, transformando-se em só o filé dos clubes de subúrbio, bailes e rádios AM do país. A importância histórica dessa criação é gigante: o Sirimbó serviu como uma ponte, unindo ritmos milenares da bacia do rio Tocantins num formato pop, e provando de vez que o folclore paraense não está na roça — ele tem fôlego de sobra pra dialogar com a indústria musical do mundo inteiro. Tá selado!

A Lambada: O Estouro que Nasceu no Pará

Se o carimbó e o sirimbó garantiram pro Pinduca o trono da Amazônia, as misturas que o bicho fazia com os ritmos latinos foram o estopim pra nascer um dos ritmos mais macetas e polêmicos do final do século XX. Lá no seu quinto LP, “No Embalo do Carimbó e Sirimbó Vol. 5”, lançado em 1976, o Pinduca e a sua orquestra gravaram uma faixa instrumental vertiginosa, levada na bucada frenética de metais e guitarras, batizada de um jeito direto e sem frescura como “Lambada”.

Pra história e pros arquivos, esse foi, di rocha, o primeiríssimo registro fonográfico na indústria brasileira a carregar o nome desse gênero.

Essa lambada do começo, forjada pelo Pinduca e sua galera no Pará, era resultado direto de uma parada tecnológica muito firme: a recepção das chamadas “ondas tropicais”. Nas madrugadas amazônicas, os transmissores de rádio tebudos lá das ilhas do Caribe, das Guianas e do Suriname varavam a floresta e inundavam as casas de Belém com merengue, cadence e cumbia.

Tentando reproduzir essa bumbarqueira dos ritmos gringos com os instrumentos que tinham (trocando, por exemplo, os acordeões caros por guitarras elétricas velozes) e metendo a batida caboca do carimbó, surgiu a levada rítmica que ia ganhar o mundo. Té doidé!

A relação do Pinduca com a Lambada deu o maior rolo ao longo das décadas. Enquanto o eixo Rio-São Paulo, junto com uns franceses, exportou a lambada lá pela Bahia nos anos 80 (com o grupo Kaoma e arranjos calcados em ritmos bolivianos andinos), a cena cultural do Pará ficou mordida e segue reivindicando com unhas e dentes a paternidade do gênero, dizendo que foi uma invenção puramente estética dos nossos músicos de baile.

A importância histórica do Pinduca nesse causo é discunforme! O pioneirismo dele estabeleceu o DNA, o compasso base e a atitude musical que, uns dez anos depois, ia fazer o planeta inteiro dançar agarrado. Ele assumiu com orgulho sua posição de vanguarda e deixou isso selado no lançamento do seu décimo sexto disco, em 1987, que trazia na capa o título sugestivo e justíssimo: Pinduca – O Criador da Lambada. Só o filé!

Os Grandes Sucessos: Os Hinos que Consagraram o Rei

Égua, o sucesso sem fim do Rei do Carimbó não é potoca não! Ele se garante num repertório que é imortal, uma sucessão de hinos que narram, com poesia e muita gaiatice, o dia a dia e a alma do paraense.

Sinhá Pureza (1974)

Nenhuma música mostra tão bem o estouro comercial do carimbó quanto Sinhá Pureza. Lançada no seu segundo LP, a faixa rompeu todas as barreiras geográficas, levando o nosso sotaque pras rádios do país todo, di rocha! Os bastidores dessa canção mostram a gratidão do artista: o Pinduca fez a música como uma homenagem direta e carinhosa pra Maria Isabel Pureza, aquela vendedora de discos de Belém que comprou briga com a gravadora pra garantir o primeiro contrato dele. Usando o termo de respeito “Sinhá”, ele eternizou a Dona Pureza num refrão que não sai da cabeça (“Vou ensinar, Sinhá Pureza…”).

O impacto foi tão maceta que, ainda em 1974, a famosa cantora carioca Eliana Pittman ouviu o ritmo lá nas praias do Maranhão e exigiu da RCA Victor o direito de gravar a música. Essa versão fez com que Sinhá Pureza virasse um clássico da MPB, jogando a obra do Pinduca pras grandes audiências da televisão e garantindo o respeito do Brasil todo pelo nosso gênero. Muito firme!

Marcha do Vestibular

Aqui no Pará, a gente tem uma das tradições mais estorde e animadas do Brasil quando o assunto é passar no vestibular: aquelas bumbarqueiras monumentais e sujas nas ruas depois que sai o listão dos aprovados. O Pinduca conseguiu botar essa fulhanca inteira dentro do estúdio. Com versos alegres, cheios de humor, um naipe de trompetes estridentes e uma batida impossível de ignorar, a Marcha do Vestibular (“Alô, alô, alô, papai, alô mamãe…”) virou o hino geracional e absoluto das calouradas. O bicho manja tanto que a genialidade dessa música garante que o nome dele espoca com força todo santo ano, embalando a alegria de milhares de famílias.

Garota do Tacacá, Dança do Carimbó e Carimbó do Macaco

A veia do Pinduca pra contar causos ribeirinhos e urbanos brilha demais nessas músicas. Garota do Tacacá é uma homenagem pai d’égua pras nossas míticas tacacazeiras de Belém — aquelas mulheres guerreiras que são os pilares da economia e da gastronomia local nas esquinas da cidade. A canção embala a degustação daquele caldo quente de tucupi com jambu num balanço febril.

Já as composições como Dança do Carimbó e Carimbó do Macaco exploram com muito brilhantismo o humor caboco, mostrando as coreografias que imitam os bichos e a tradição oral do nosso interior, provando o contato profundo do homem da floresta com a nossa fauna exuberante. É só o filé!

Pinduca sabe lá que dia

O Preconceito Contra o Carimbó: A Luta do Rei

A construção do império sonoro do Rei não foi só alegria, teve muita dor envolvida. Durante séculos, o carimbó e as manifestações de raiz afro-indígena sofreram um racismo estrutural pesado e foram jogados para escanteio na Amazônia. A elite de Belém, cheia de pavulagem e ancorada na influência europeia da época da borracha, olhava pras rodas de tambor e dizia que era “coisa de negro” ou selvageria de caboco. Era polícia caindo em cima nas décadas de 40 e 50, alegando “perturbação do sossego público”, uma verdadeira bandalheira.

Mesmo quando o carimbó meteu a cara e começou a chegar na juventude da cidade através do som elétrico, o Pinduca sentiu na própria pele a fúria e o preconceito das classes altas. O artista conta um causo triste de que era hostilizado quando tentava levar seu repertório para os palcos mais nobres. “Eu levei vaia e me jogavam água na cara porque eu cantava carimbó. Eu era proibido de cantar”, desabafou o mano, relembrando a rejeição nos clubes de “alta sociedade” (como a Assembleia Paraense). Esse povo preferia o jazz e o bolero e mandava a música da periferia capar o gato. Pensa numa galera carrancuda!

Mas olha o papo desse bicho, o preconceito também veio travestido de intelectualidade. O crítico musical carioca José Ramos Tinhorão publicou no Jornal do Brasil, em novembro de 1974, um texto escroto e implacável com o título “O Carimbó chegou (só que de carimbó não tem mais nada)”. Baseado numa visão marxista e folclorista, Tinhorão acusou o trabalho de Pinduca de ser um “oportunismo elétrico”, mandando a potoca de que adicionar guitarra e contrabaixo era uma falsificação da música do caboclo e uma rendição ao mercado de gente de fora.

Apesar de todo esse fogo cruzado — da elite que achava o ritmo “inferior” e dos intelectuais que o julgavam “impuro” —, o Pinduca provou que era duro na queda. A persistência do mestre foi tebuda. Ele manja muito e, pela sua intuição, sacou que botar os instrumentos na tomada não era uma traição da identidade, mas sim uma estratégia muito firme de sobrevivência e empoderamento. Foi o escudo tecnológico necessário pra garantir que a cultura nortista fosse respeitada, consumida e não acabasse na roça, esquecida nos porões da marginalidade. Tá selado!

O Reconhecimento Nacional: O Rei Brocou e Ganhou o Mundo

O tempo, junto com aquele ritmo maceta, se encarregou de transformar as pedradas do preconceito em uma coroação estorde e muito firme. Com um currículo tebudo que soma dezenas de discos de sucesso lançados pelas gigantes AMC, Beverly, Copacabana e Som, o Pinduca fez turnês que vararam as fronteiras. O bicho tocou na Alemanha, França, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa e Angola, obrigando o eixo Sul-Sudeste a engolir e reverenciar a majestade da nossa terra, di rocha!

O auge da moral dele com as autoridades chegou nas últimas décadas, provando a sua importância pro país. Em novembro de 2014, o IPHAN deu pro carimbó o aguardado título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Dias antes, o Pinduca foi convocado lá pro Palácio do Planalto, em Brasília. Achas que ele ia ficar encabulado com os figurões? Mas quando! Ele manteve sua autenticidade pai d’égua e quebrou os protocolos do cerimonial. Foi vestido a caráter, com aquelas roupas extravagantes e o seu chapéu porrudo e folclórico. Bem na frente da então presidente Dilma Rousseff e da ministra Marta Suplicy, o Pinduca dançou, cantou, exibiu uma faixa política do Lula e recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, a honraria artística mais só o filé do Estado brasileiro. Té doidé!?

Mas o sucesso de mercado discunforme mesmo desabrochou três anos depois. Em 2017, a produção fonográfica de excelência bateu na porta dele com o disco No Embalo do Pinduca. Com direção e arranjos do gênio das guitarras Manoel Cordeiro e produção via edital Natura Musical, o álbum manteve a raiz rítmica da nossa cultura, mas com uma qualidade técnica internacional. O resultado? O trabalho foi indicado ao Grammy Latino de 2017 na categoria de Melhor Álbum de Raízes Brasileiras. Ver o Pinduca, às vésperas dos seus 80 anos, afivelando as malas pro tapete vermelho de Las Vegas, simbolizou a vitória absoluta da música da nossa galera.

E pra deixar o respeito intocável selado na própria casa, em 2025, a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA) aprovou por unanimidade o tombamento de toda a obra do artista como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. Já era, o cara é uma lenda imortal da Amazônia!

A Cultura Paraense: O Rei que Levou o Pará pro Mundo

Égua, o trabalho do Pinduca transborda os limites da música; o bicho atua, di rocha, como o embaixador mais pai d’égua da cultura e da identidade do Pará. Quando o artista pisa nos palcos de São Paulo ou das metrópoles dos povos de fora, ele apresenta um mapa detalhado da Amazônia, promovendo de um jeito maceta e irresistível os costumes da nossa galera.

O nosso lendário Mercado do Ver-o-Peso, o coração da vida de Belém, foi imortalizado de forma genial na música Feira do Ver-o-Peso. Na letra, o Pinduca faz um inventário afetivo, citando os ingredientes que são só o filé da nossa culinária, como o cheiro-verde, a pimenta-de-cheiro, o bacuri e o cupuaçu, transformando a canção num cartão-postal cheiroso da cidade. Té doidé!?

Foi ele o grande responsável por botar o nosso linguajar e a nossa comida nos ouvidos do país inteiro. Cantou sobre as maravilhas do tacacá quente com aquele tucupi amarelo e a folha de jambu que treme a língua. Ainda prestou homenagens de respeito ao açaí, o “ouro negro” da Amazônia, um peso que ele conhecia muito bem desde os tempos de curumim, do trabalho duro na infância lá em Igarapé-Miri. A devoção dele também se estende à religiosidade do caboco, especialmente ao nosso Círio de Nazaré, marcando a fé nas letras das suas músicas, tá selado!

Mas olha o papo desse bicho sobre o chapéu dele! Aquela icônica coroa carrega uma história muito simbólica. A tradição de usar o sombreiro começou quando um humilde pescador lá de Cametá deu um chapéu porrudo e rústico de presente, ao saber que o cantor ia aparecer na televisão pro Brasil todo. Tocado pelo gesto, o Pinduca pegou o beco e foi direto no Ver-o-Peso comprar artesanato de miriti, chocalho, peneira e umas cuias piquixitas pra pendurar nas abas. Ao botar o nosso artesanato amazônico na cabeça em pleno horário nobre da TV, ele fez uma mágica estorde, transformando o rústico em pop e a invisibilidade da nossa região em um orgulho tebudo e reluzente. Já era, o Rei conquistou o mundo!

O Homem por Trás do Artista: A Essência do Rei

Quem vê aquele furacão saído e de roupas brilhantes que agita as multidões nos palcos mal sabe que o Senhor Aurino Quirino tem uma rotina caseira, totalmente sem pavulagem. Longe da fama e dos holofotes, o Pinduca é di rocha na sua essência. Ele enche o peito de orgulho para dizer que é um autêntico caboco do mato. Aquele eterno curumim do interior carrega uma saudade discunforme de entrar na floresta, rachar lenha e viver com o pé na terra.

O sucesso não deixou ele buiado a ponto de abalar os alicerces da sua casa. Mas quando! Casado há décadas com Dona Deuzarina, a Deusa, o patriarca construiu seu império musical tendo a família como base. O estúdio de ensaio virou uma verdadeira puxada no quintal de casa. Lá, os filhos Douglas (nos teclados) e Neném (na bateria), e até o neto Gabriel, dividem as gravações e fazem a bandalheira musical acontecer, conduzindo essa orquestra pai d’égua.

Como pessoa, o Aurino mistura aquele respeito e rigor da época de Polícia Militar com uma criatividade maceta. O bicho tem um hábito singular que não solta nem com nojo: anda sempre com uma caderneta e uma caneta no bolso da camisa. Pra ele, a inspiração não tem lugar certo. Pode ser a dez mil metros de altura num avião, refastelado na sala de estar, ou ficando de mutuca escutando o lero lero do povo numa roda de conversa. Ele anota gírias e expressões da nossa gente pra lapidar o humor nas rimas. O resultado disso? Ele assina quase 90% das músicas dos seus discos. Tu manja que o mestre não brinca em serviço, né?

A paixão do Rei aos 80 anos é estorde. A lenda confessa: “Eu sinto no palco a mesma coisa de quando eu tinha 20 anos. A sensação de querer fazer bonito, querer agradar o público”. Essa devoção é selada no carinho que ele tem com os fãs na rua, parando na moral para conversar e distribuir autógrafos, com a simplicidade de quem nunca esqueceu a lama dos igarapés de onde veio. É só o filé!

A Influência nas Novas Gerações: O Legado do Rei

Se o carimbó purista de “pau e corda” do nosso saudoso Mestre Verequete foi essencial pra manter o fogo original da nossa ancestralidade intocável e di rocha, foi a visão globalizada e o carimbó elétrico do Pinduca que abriu os caminhos. O bicho asfaltou a estrada pra que dezenas de novos artistas paraenses pudessem varar as fronteiras e atravessar o país.

A música contemporânea da Amazônia que hoje espoca nos festivais pelo Brasil, nas plataformas digitais e nos furdunços mais descolados, é herdeira de sangue da coragem eletrônica de Pinduca. Olha o papo desses manos: o genial produtor e maestro Manoel Cordeiro e seu filho Felipe Cordeiro — que são arquitetos fundamentais da guitarrada moderna — bebem sem parar na fonte daquele ritmo maceta que o Rei inventou lá nos anos 1970. Essa dupla manja muito!

As artistas já consagradas também reconhecem essa força. A Fafá de Belém, que assinou seu primeiro contrato lá pro Sudeste na mesma época do Pinduca, diz com orgulho que os dois foram verdadeiros aríetes, derrubando os portões pesados do preconceito daquela galera carrancuda da indústria paulista, permitindo que os músicos amazônicos tivessem suas vozes gravadas. Pai d’égua, né?

A estrela pop Gaby Amarantos e a nossa aclamada “Rainha do Carimbó Chamegado”, a Dona Onete, pegaram esse apelo visual espetaculoso e cheio de pavulagem, misturaram com a batida elétrica do Pinduca e as temáticas da periferia, desenvolvendo novas vertentes que varreram o Brasil na última década. Além delas, tem um pudê de produtores do movimento do Tecnobrega e de novas bandas que devem muito ao pioneirismo do mestre. Eles entenderam que a guitarra, o sintetizador e o batuque ancestral são aliados poderosos, e não inimigos. O legado do homem é só o filé!

O Legado: A Força Imortal da Nossa Cultura

A contribuição histórica do Pinduca vai muito além daquelas vendas maceta de discos nas antigas gravadoras Beverly Som ou Copacabana. O verdadeiro legado do bicho tá na forma como ele devolveu a dignidade de todo um povo e da nossa região, di rocha! Durante décadas, o Brasil olhava pra Amazônia com aquele ar cheio de pavulagem, achando que a gente era só atraso, exotismo primitivo ou um bando de leso perdido no meio do mato.

Mas o Pinduca, com a força estridente do seu som e sendo duro na queda no trabalho, começou a acabar com essa potoca e a preencher esse abismo histórico e cultural. Ele ensinou, sem lero lero, que a nossa cultura folclórica e tradicional não precisa — e nem com nojo deve — ficar calada, embalsamada e pegando poeira nos corredores dos museus.

A sobrevivência da nossa cultura na impiedosa selva de concreto das cidades grandes, ou nessa era veloz da internet, exige atualização. E nisso o mestre manja demais! Ao meter a guitarra no carimbó sem medo e misturar com as dinâmicas sonoras caribenhas e latino-americanas, o Pinduca resgatou a nossa raiz folclórica de ir parar lá na baixa da égua, esquecida. Ele deu pra nossa música um passaporte dourado e ruidoso rumo ao século XXI. Muito firme!

A indicação ao Grammy Latino e as leis estaduais e federais de tombamento histórico são glórias mais que merecidas, mas não deixam de ser só assinaturas de tinta num papel institucional. O legado porrudo e indestrutível do Pinduca tá cravado na memória e no coração de milhares de amazônidas. Ele provou que um instrumento que vem lá das raízes da floresta tem potência suficiente pra sacudir os alicerces do país e moldar o futuro da música popular brasileira. O homem é só o filé, e a coroa é dele, tá selado!

Encerramento Emocionante: A Despedida Pai d’égua

Aquele toró da tarde desaba, sem pedir arreada, sobre os telhados coloniais da Cidade Velha, em Belém. A água lava o asfalto, transborda os igarapés e esfria o ar, mas não consegue, nem com nojo, apagar a fulhanca ou silenciar os tambores que continuam batendo forte no peito de quem vive às margens da floresta.

Enquanto houver um tambor de curimbó, escavado no capricho no meio de um tronco de árvore, rufando através das noites quentes nas nossas comunidades ribeirinhas; enquanto o suor da alegria escorrer pela testa da morena rodopiando a barra da sua saia florida; e enquanto tiver uma única pessoa batendo o calcanhar descalço nessa nossa abençoada terra vermelha do Pará, o nome do Pinduca vai continuar vivo, di rocha!

O Senhor Aurino Quirino Gonçalves, aquele caboco nascido em Igarapé-Miri, alcançou aquela raríssima faixa de imortalidade que é reservada só pros gigantes, pros tebudos. Muito mais do que um baterista que manja muito ou um líder de banda carismático com suas roupas brilhantes, ele foi o visionário que pegou o barro bruto e úmido de um folclore que era silenciado e transformou na maior e mais flamejante bandeira da identidade da Amazônia.

O mestre mete a cara contra o ceticismo dos intelectuais que o subestimavam e contra a arrogância de uma elite cheia de pavulagem que, por muito tempo, tentou asfixiar a arte da nossa galera. Pinduca provou que é duro na queda: empunhou suas guitarras velozes, usou sua simpatia e colocou na cabeça aquele seu chapéu icônico cheio de brinquedos de miriti pra se sagrar o embaixador definitivo da cultura do Norte pro mundo.

Reis terrenos herdam coroas e perecem com o tempo, mas o Pinduca, olha o papo desse bicho, forjou o seu próprio trono nos salões de baile, garantindo que o seu carimbó eternize e abençoe pra sempre a alma majestosa do povo papa-chibé. O legado do homem é só o filé, e a coroa será eternamente dele, tá selado!

Referências citadas

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  45. 06 Carimbó do Macaco – Pinduca – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=XGSW8GNRWNk
  46. Ver-o-Peso em 5 músicas: Veja como o mercado de Belém inspirou grandes sucessos musicais | Cultura | O Liberal, https://www.oliberal.com/cultura/ver-o-peso-em-5-musicas-veja-como-o-mercado-de-belem-inspirou-grandes-sucessos-musicais-1.936248
  47. Pinduca apresenta o novo álbum “No Embalo de Pinduca 2” | Música – O Liberal, https://www.oliberal.com/cultura/musica/pinduca-apresenta-o-novo-%C3%A1lbum-no-embalo-de-pinduca-2-1.96897
  48. A Epopeia de Mestre Verequete e a Resistência do Carimbó Pau e Corda | Veropeso Shop, https://veropeso.shop/a-epopeia-de-mestre-verequete-e-a-resistencia-do-carimbo-pau-e-corda/
  49. GUERREIRO DO AMARAL, Paulo Murilo (Anppom 2019) – versão final 29.08.19, https://anppom.org.br/anais/anaiscongresso_anppom_2019/5623/public/5623-20666-2-PB.pdf
  50. Hibridismo cultural e atualização da cultura: o Carimbó do Brasil, https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/resgate/article/download/8645808/13106/18532
  51. Pinduca, o rei do carimbó, lança álbum com regravações de músicas antigas – Diario de Pernambuco, https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/viver/2016/12/pinduca-o-rei-do-carimbo-lanca-album-com-regravacoes-de-musicas-anti.html
  52. Manoel Cordeiro lança o single do novo álbum solo, a lambada ‘Kalamazoo’ – O Liberal, https://www.oliberal.com/cultura/musica/manoel-cordeiro-lanca-a-lambada-kalamazoo-single-do-novo-album-solo-1.183608
  53. O FEITIÇO CABOCLO DE DONA ONETE: UM OLHAR ETNOMUSICOLÓGICO SOBRE A TRAJETÓRIA DO CARIMBÓ CHAMEGADO, DE IGARAPÉ-MIRI A BELÉ – Cotas – Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, https://www.cotas.org.br/files/downloads/12/Dona%20Onete%20e%20o%20carimb%C3%B3%20chamegado%20um%20olhar%20etnomusicol%C3%B3gico%20sobre%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20de%20um%20novo%20estilo%20musical.pdf
  54. 5 Lugares para dançar carimbó em Belém: veja dicas para se divertir na capital – O Liberal, https://www.oliberal.com/cultura/agenda/5-lugares-para-dancar-carimbo-em-belem-veja-dicas-para-se-divertir-na-capital-1.812109
  55. Territórios: triângulo de vida – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/territorios-triangulo-de-vida/
  56. Pinduca – Eu Faço O Show – Vinyl (LP, Album), 1985 [r8816685] | Discogs, https://www.discogs.com/release/8816685-Pinduca-Eu-Fa%C3%A7o-O-Show

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