O Quadro Técnico Geral e o Começo de uma Produção Pai d’Égua em Abaetetuba!
Égua, mano! Se liga no papo reto desse artigo que chegou pra gente. A produção audiovisual e o mapeamento da nossa querida Abaetetuba exigem uma visão muito firme, que passa pela geografia, pela nossa gente e pelas vivências da Amazônia paraense.
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O Coração do Baixo Tocantins: O município, identificado pelo código estatístico do IBGE 1500107, é o polo geopolítico e econômico de toda a Região de Integração do Baixo Tocantins, sendo nada menos que a sétima cidade mais populosa do Pará.
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Tamanho e População: A extensão territorial é de 1.610,645 km², com uma população recenseada de 158.188 habitantes no Censo de 2022 e uma estimativa de 173.638 caboclos no ciclo recente, o que dá uma densidade demográfica de 98,21 hab/km².
Abertura Cinematográfica: Só o Creme, Mano!
Para começar esse roteiro documental com chave de ouro, a imersão sensorial na paisagem hídrica da região é de tirar o chapéu.
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Tomada de Abertura: A gravação orienta-se por planos aéreos de alta definição em 4K, puxados por drones em movimento descendente desde a foz do Rio Pará até espelhar nas águas do Rio Maratauíra.
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Paisagem Única: A névoa matinal e a luz do alvorecer cobrem a frota de embarcações regionais — rabetas, vigilengas e barcos de transporte de açaí — que se bulem rumo ao porto urbano.
A Narração de Respeito
A narração deve ser daquele jeito solene e grave, marcando o início da grande reportagem:
“No coração da Amazônia paraense, onde os rios contam histórias e a cultura atravessa gerações, encontramos Abaetetuba, uma cidade de tradição, trabalho, criatividade e orgulho amazônico.”

Geografia e Clima: Terra de Ilhas e Rio Chovendo até o Tucupi
Se liga Parente, ! Se liga no papo reto desse artigo que chegou pra gente. A estrutura geográfica da nossa abaeté é toda trabalhada na insularidade, contando com mais ou menos 45 ilhas espalhadas pela região.
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Ilhas de Destaque: Entre elas, brilham a Ilha do Capim (com uma área de 944,7 hectares), a Ilha Sirituba e a Ilha Campopema.
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Clima Superúmido: O clima é daquele tipo Am na classificação de Köppen, o famoso superúmido, com uma chuva que desaba em temporal (aquele bom e velho pau d’água) e temperatura elevada o ano todo.
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Hidrografia: A rede de rios, além do Maratauíra, traz nomes fortes como o Guajará de Beja, Arapiranga de Beja, Arienga (na divisa com Barcarena) e o Itanambuca, que marca a fronteira com Igarapé-Miri. É muita beleza junta, pai d’égua demais!
| Indicador Técnico / Socioespacial | Especificação Oficial | Fonte Metodológica |
| Código do Município | 1500107 | IBGE3 |
| Área Territorial Oficial | 1.610,645 km² | IBGE3 |
| População Residente (2022) | 158.188 habitantes | Censo IBGE2 |
| População Estimada (2026) | 173.638 habitantes | Estimativa IBGE3 |
| Densidade Demográfica | 98,21 hab/km² | IBGE3 |
| Hierarquia Urbana Regional | Cidade-polo da Microrregião de Cametá / Baixo Tocantins | IBGE / Governo do Pará2 |
| Divisão Distrital | Distrito-Sede (Abaetetuba) e Distrito de Beja | Prefeitura Municipal2 |
| Unidades Insulares Principais | ~45 ilhas (Destaque: Capim, Sirituba, Campopema) | Mapeamento Geográfico1 |
| Classificação Climática | Am (Superúmido equatorial) | Köppen / Pará1 |

A Formação Histórica e a Pavulagem dos Engenhos de Abaetetuba!
De Rocha! Se liga no papo reto dessa história que é pura raiz do nosso Pará. A formação histórica de Abaetetuba acha as suas raízes bem lá no povoamento de Beja, um balneário que serviu de berço para a colonização europeia e para a catequização lá no Baixo Tocantins. Por volta de 1635, uns frades capuchinhos saídos do Convento do Una, em Belém, correram essa malha de rios e furos até montar aldeamento com as comunidades indígenas nômades que viviam nas praias e várzeas de Samaúma, paragem que depois virou Beja.
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O Achado do Jurumá: O núcleo urbano principal nasceu foi com o empurrão do navegador Hermenegildo Francisco Melo, que, desviado da rota por um temporal no rio, buscou refúgio numa ponta de terra chamada Jurumá, lá nas bandas do Rio Maratauíra.
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Emancipação: A evolução administrativa veio com o desmembramento de Belém em 1880, e logo depois instalaram oficialmente a Câmara Municipal de Abaeté em 1881.
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De onde vem o nome?: A troca do nome para “Abaetetuba” bateu o martelo em 30 de dezembro de 1943, por força do Decreto-Lei Estadual nº 4.505. Como a lei não deixava ter nomes repetidos no Brasil, tiraram o antigo “Abaeté” e meteram o sufixo “tuba” (do nheengatu tyba, que quer dizer ajundamento ou fartura), formando o “ajuntamento de homens fortes ou ilustres”. No mesmo decreto, a cidade virou comarca de verdade, largando a barra de Igarapé-Miri.

A Terra da Cachaça e a Força dos Engenhos
Não é migué, parceiro! Ao longo dos séculos XIX e XX, Abaetetuba cresceu com uma economia forte na base da plantação de cana e da cachaça artesanal, ganhando a fama justa de “Terra da Cachaça”. A várzea era só o filé para a instalação de alambiques movidos a água e a vapor.
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Unidades de Peso: Unidades como o Engenho Anapu, Engenho do Carmo, Livramento, Indiano, Menino Deus I e o Engenho Pacheco mandavam na produção de destilados que abasteciam tanto a região quanto o mundão afora.
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O Gigante Pacheco: Às margens do Rio Furo Grande, o Engenho Pacheco é o maior símbolo dessa época de ouro da arquitetura agroindustrial na Amazônia. A família Pacheco seguiu tocando o alambique até ser o último complexo daquele tempo a fechar as portas.
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Patrimônio Selado: Em 10 de fevereiro de 2010, o Engenho Pacheco foi tombado de vez como patrimônio histórico e cultural pelo DPHAC do Pará, garantindo que as paredes, moendas e maquinários fiquem salvos para a posteridade. Te mete, mano!
| Marco Histórico / Patrimonial | Ano de Ocorrência | Descrição da Relevância Histórico-Cultural |
| Aldeamento Inicial em Beja | c. 1635 | Missão de padres capuchinhos do Convento do Una com tribos indígenas6. |
| Aporte na Ponta do Jurumá | Período Colonial | Fixação de Hermenegildo Melo no Rio Maratauíra após tempestade fluvial1. |
| Emancipação Política de Belém | 1880 | Desmembramento territorial e criação do município de Abaeté4. |
| Instalação da Câmara Municipal | 1881 | Posse do governo municipal sob presidência de José Cardoso Coimbra4. |
| Decreto-Lei Estadual nº 4.505 | 30/12/1943 | Instituição do topônimo Abaetetuba e elevação a comarca jurídica1. |
| Tombamento do Engenho Pacheco | 10/02/2010 | Reconhecimento estadual do patrimônio histórico da cachaça no Rio Furo Grande2. |
A Memória dos Engenhos e a Poesia da Cachaça em Abaetetuba!
Égua, mano! Se liga nesse papo reto que é pura raiz do nosso Pará. Nas gravações de campo, a análise do ciclo dos engenhos e da memória da cachaça é totalmente enriquecida pela visão firme dos historiadores e pesquisadores locais. As ruínas e monumentos espalhados pela terra — como a imponente estátua “O Plantador de Cana Verde”, erguida na área urbana — trazem à tona os versos do poeta Ruy Barata, que imortalizou a produção da região ao cantar em suas obras a saudade e a boemia que andam de mãos dadas com a história do município. É muita pavulagem cultural, meu irmão!
A Cultura do Miriti: Arte, Sustentabilidade e Identidade no Taludo de Abaetetuba!
Pega a visão! Se liga no papo reto dessa arte que é puro creme e traz o maior orgulho pra nossa Abaetetuba. O artesanato de miriti é a expressão cultural e econômica mais pesada da região, uma herança deixada pelos nossos irmãos indígenas e ribeirinhos que tiram o sustento das ilhas.
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De onde sai a matéria-prima?: O material vem da palmeira do miritizeiro (Mauritia flexuosa), conhecida na área como buritizeiro, uma planta que gosta de pé d’água em várzea e igapó e pode crescer até uns 15 metros de altura.
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O Segredo da Bucha: Os brinquedos e esculturas são feitos com a polpa ou bucha que fica dentro das talas e do caule. É um material único, leve, flexível e cheio de poros, bem parecido com o isopor sintético, mas com a vantagem de ser totalmente biodegradável.
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Manejo de Respeito: O corte da tala verde exige aquele conhecimento de pai para filho dos mestres artesãos, seguido de uma secagem natural dentro das casas nas ilhas para a madeira não rachar antes de ganhar forma.
O Talhe dos Mestres e a Fauna de Miriti
Com facas e navalhas bem amoladas, os artesãos esculpem a vida do nosso cotidiano e da floresta amazônica. Entre as peças que saem das mãos talentosas das famílias artesãs, a gente encontra:
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Embarcações: As clássicas montarias e vigilengas (canoas típicas), além de réplicas iguaizinhas aos barcos que carregam açaí.
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Bichos da Amazônia: Cobras grandes, botos e várias aves da nossa fauna.
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Tradição e Fé: Brinquedos articulados e peças que representam promessas religiosas. Te mete, mano, é muita beleza e pavulagem reunida!
Manejo Sustentável do Miritizeiro (Mauritia flexuosa)
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├── Caule / Bucha Interna ──► Escultura de Brinquedos e Maquetes (Isopor Natural)
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├── Talas e Hastes Foliares ──► Tecelagem de Tipitis, Paneiros, Abanos e Cestarias
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├── Fruto (Polpa e Casca) ──► Gastronomia (Sucos, Doces) e Cosméticos (Óleo de Buriti)
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└── Folhas Frondosas ──► Cobertura Arquitetônica e Tecelagem de Redes
A Onda dos Artesãos de Miriti e o Apogeu da Cultura em Abaetetuba, Pai d’Égua!
Di Rocha, mano! Se liga no papo reto desse babado que é pura pavulagem da nossa terra. A organização associativa da nossa peãozada do artesanato é puxada pela Associação dos Artesãos de Brinquedo e Artesanato de Miriti de Abaetetuba (ASAMAB), criada por lideranças brabas como o Mestre Santinho (Sebastião Ferreira Cardoso). O homem é artesão de raiz indígena, manja muito, e corre feira nacional e internacional levando nossa cultura. Ele aprendeu essa arte todinha na infância com o painho dele, focando demais em cuidar da natureza e passar o saber para os curumins e cunhantãs que estão chegando. Te mete!
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Outros Nomes de Peso: A arte local também brilha com o Mestre Riva, que criou o Instituto Multicultural Miritis da Amazônia, além de feras como Valdeli Costa e Antonio Silva, que mostram o quanto mexer com o miritizeiro mexe com o coração e a vida da família.
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História de Superação: O Valdeli Costa joga a real dizendo que a palmeira mudou a vida financeira da parentada dele, enquanto o Antonio Silva destaca que a criação artística nas oficinas da família é na base do talento puro e autoral.
O MiritiFest e a Força do Círio de Nazaré
Não tem conversa, o ponto alto dessa marola toda acontece no MiritiFest (Festival do Miriti de Abaetetuba), um evento arretado que rola todo ano na Praça da Bandeira, reunindo exposição, comida boa, oficina e som da terra. O festival consagra a cidade como a verdadeira “Capital Mundial do Brinquedo de Miriti”, título que pegou de verdade desde que o brinquedo virou Patrimônio Cultural Imaterial do Pará em 2009.
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Dinheiro na Praça: Na época do Círio de Nossa Senhora de Nazaré lá em Belém, a venda dos brinquedos de miriti feitos em Abaetetuba é uma loucura, movimentando uma grana preta estimada em até R$ 4 milhões por edição. É ou não é só o creme, mano?
| Subproduto / Parte do Miritizeiro | Aplicação Técnica / Econômica | Impacto Socioambiental e Cultural |
| Bucha Interna do Caule | Escultura de brinquedos, maquetes e bio-esculturas | Geração de renda direta para centenas de famílias de artesãos5. |
| Talas e Hastes das Folhas | Fabricação de tipitis (prensas para farinha de mandioca) | Suporte à cadeia produtiva da agricultura familiar e da farinha5. |
| Fruto (Polpa e Amêndoa) | Sucos, doces, licores, ração animal e biojoias | Valorização nutricional e aproveitamento integral da palmeira5. |
| Óleo do Fruto (Buriti) | Cosméticos, sabões e protetores solares naturais | Extração com alto teor de Vitamina C e propriedades anti-inflamatórias14. |
Vida Ribeirinha, Economia Fluvial e os Festejos de Arrancar o Chapéu em Abaetetuba!
Égua, mano! Se liga no papo reto desse babado. A correria de todo santo dia lá em Abaetetuba é ditada pelas águas do Rio Maratauíra e pelo balanço das marés equinociais. A economia popular da peãozada se concentra é nas feiras livres, no Mercado Municipal de Peixe e naquelas docas onde o pessoal descarrega sem parar o que vem do extrativismo das ilhas.
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O Matagal da Fartura: O açaí e o peixe fresquinho são os verdadeiros pilares da nossa gente, juntando feirantes, peixeiros e peconheiros que já deixam o abastecimento urbano pronto antes do sol arrebentar no horizonte.
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Carpintaria Naval de Raiz: Atrelada aos rios, a carpintaria naval artesanal corre solta nos estaleiros das margens dos furos. Os carpinteiros do lugar são brabos demais no trato com a madeira, montando desde rabetas e barcos de carga até réplicas e lanchas esportivas que mostram a força da engenharia popular amazônica.

A Devoção no Círio de Nossa Senhora da Conceição
A fé da nossa parentada é coisa séria e encontra sua maior expressão no Círio de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da Diocese de Abaetetuba. Com quase trezentos anos de história, a festividade começa lá no final de novembro e vai até o dia 8 de dezembro, arrastando uma multidão de fiéis do interior do Pará e de outros estados.
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A Programação de Respeito: A festa católica tem novenários, arraiais populares e duas procissões gigantes: a Romaria Fluvial pelas águas do Rio Maratauíra e a Procissão Terrestre pelas ruas do centro.
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Cultura e Tradição: A comunidade ainda encena o “Auto da Padroeira”, um espetáculo de teatro e música que resgata a devoção mariana e a história do município.
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Outro Momento Sagrado: Além do Círio da Conceição, a festividade de Nossa Senhora de Nazaré, que rola todo ano de 1º a 8 de setembro, também bota a cidade no ritmo da fé com missas e novenas. É pai d’égua demais!
| Evento Cultural / Religioso | Período de Realização | Características das Manifestações Populares |
| MiritiFest (Festival do Miriti) | Abril / Maio (Anual) | Exposição de artesanato na Praça da Bandeira, shows de carimbó e gastronomia2. |
| Festa de Nossa Senhora de Nazaré | 01 a 08 de Setembro | Procissão local, novenário, arraial e encenações teatrais religiosas1. |
| Círio de Nossa Senhora da Conceição | Novembro a 08 de Dezembro | Mais de 290 anos de tradição, procissão fluvial no Maratauíra e Auto da Padroeira24. |
A bronca da orla de Abaetetuba: Quando o barranco quer desabar, meu irmão!
Égua, mano! Se liga no papo reto desse babado que é de deixar qualquer um com o cu na mão. Por trás de toda a beleza das ilhas e da cultura do miriti, a nossa Abaetetuba sofreu e sofre é com a bronca dos riscos socioambientais na beira do Rio Maratauíra. Os bairros São João e São José estão marcados por uma erosão braba que vem comendo as margens e fazendo o chão ceder com deslizamentos de terra feios.
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O Solo Traiçoeiro: Os especialistas em engenharia avisam que o solo de várzea dali, cheio de sedimentos moles e mal consolidados, não aguenta desaforo.
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A Mão do Homem: A situação ficou pior foi por causa da malandragem humana: aterraram furos e igarapés com lixo orgânico sem compactação nenhuma — incluindo toneladas de caroço de açaí —, tiraram a mata de igapó toda, esqueceram a drenagem de chuva e ainda deixaram caminhão pesadíssimo rodando na crista do barranco.
Os Desastres que Aterrorizaram a Batalha
Não é migué, parceiro! A coisa foi tão séria que dois episódios viraram a história do município de ponta-cabeça:
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Janeiro de 2014: Uma erosão daquelas fez desabar dezenas de casas no bairro São João, deixando 213 pessoas na pior e várias famílias ao relento.
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26 de Fevereiro de 2023: Um novo colapso estourou nos bairros São João e São José, abrindo crateras na Rua Siqueira Mendes e destruindo a rua D. Pedro I. O deslizamento entortou torre de energia elétrica, apagou a luz geral e fez a Defesa Civil e os Bombeiros isolarem três quarteirões inteiros, com o Estado decretando emergência.
O Raio-X da Bronca na Orla
Para entender a bagaceira, o panorama se divide assim:
Fatores Naturais
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A hidrodinâmica forte do Rio Maratauíra combinada com o balanço diário das marés.
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Solos de várzea (tipos Gleis e Aluviais) que têm uma capacidade de carga muito baixa.
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A força das correntes comendo o fundo do rio sem dó.
Fatores Antrópicos
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O aterro de áreas alagadas usando terra ruim e muito caroço de açaí.
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A derrubada da mata de igapó e a construção desordenada na beirada.
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Zero infraestrutura de escoamento e tráfego de peso rodando solto.
Impactos Socioeconômicos
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Casas, ruas e a rede elétrica virando pó.
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Centenas de moradores expulsos de suas moradias e jogados no aluguel social.
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A obrigação de gastar uma grana preta em obras de contenção e arrumar a orla de novo.
A Resiliência do Povo e a Esperança na Luta
Apesar de toda essa quebradeira, a nossa parentada mostra que é dura na queda. Histórias como a do morador Ademir de Souza provam que a vizinhança se ajuda na hora do sufoco, correndo para tirar todo mundo da área de risco e abrigar quem perdeu o teto.
Enquanto isso, a galera das universidades paraenses e os órgãos de proteção civil continuam estudando o terreno de cabo a rabo para desenhar parques lineares, muros de contenção e garantir um lugar seguro para o povo ribeirinho e urbano viver em paz. Te mete, mano, o caboclo guerreiro não foge da luta!
Encerramento Cinematográfico, Perspectivas de Futuro e o Papo Reto em Abaetetuba!
Égua, mano! Se liga no papo reto pra fechar esse roteiro audiovisual na extrema pavulagem. A sequência final do documentário foca é na atmosfera poética e cheia de paz do anoitecer amazônico. A câmera puxa uma tomada panorâmica em alta definição pra registrar aquele pôr do sol de tirar o chapéu bem na confluência do Rio Maratauíra com os canais do Rio Pará e do Tocantins, banhando as águas e as ilhas de tons alaranjados e dourados de encher os olhos. Gradativamente, as rabetas e montarias vão retornando para os seus portos domésticos, enquanto a iluminação pública da orla e da Praça da Bandeira vai se acendendo na buca da noite.
As últimas tomadas mostram retratos bem de perto (close-up) dos personagens que deram depoimento: o mestre artesão de miriti esculpindo a madeira leve na oficina com a mão firme, o carpinteiro naval no estaleiro dando formato às embarcações, o pescador ajeitando as redes na sua rabeta e os fiéis reunidos em oração na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
A locução de encerramento vem solene sobre o tema musical de fechamento, que junta os acordes marcantes da guitarrada com a batida pesada dos curimbós:
“Abaetetuba: terra de gente forte, mãos criativas, raízes profundas e uma cultura que mantém viva a alma da Amazônia.”
O Futuro da Nossa Terra: Preservação e Desenvolvimento Sustentável
Para a nossa Abaetetuba seguir firme e forte no futuro, o segredo tá em equilibrar a preservação dos saberes ancestrais do nosso povo com o fortalecimento de novas alternativas socioeconômicas sustentáveis. As diretrizes centrais para garantir vida boa e sustentabilidade pra nossa gente nas próximas décadas se dividem assim:
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Valorização da Bioeconomia: Fortalecer a cadeia do açaí e o manejo sustentável do miritizeiro, gerando renda pra peãozada sem esbandalhar a natureza.
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Preservação do Patrimônio: Cuidar da história e da memória da nossa terra com a conservação do patrimônio arquitetônico do Engenho Pacheco.
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Infraestrutura e Segurança na Orla: Aplicar contenção geotécnica adequada e obras de verdade na orla fluvial pra população ribeirinha e urbana viver em paz, sem o sobressalto e o medo de ver o barranco cair.
É pai d’égua demais, mano!
Referências citadas
- Abaetetuba, História e Geografia de Abaetetuba | Pará, http://www-geografia.blogspot.com/2016/02/abaetetuba-historia-e-geografia-de.html
- Abaetetuba – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Abaetetuba
- Abaetetuba (PA) | Cidades e Estados – IBGE, https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/abaetetuba.html
- Abaetetuba – Portal Amazônia, https://portalamazonia.com/para/abaetetuba/
- Os brinquedos de miriti pelo olhar das crianças de Abaetetuba, https://lunetas.com.br/os-brinquedos-de-miriti-pelo-olhar-das-criancas-de-abaetetuba/
- História – Prefeitura Municipal de Abaetetuba | Gestão 2025-2028, https://abaetetuba.pa.gov.br/o-municipio/historia/
- A História dos Engenhos de Abaetetuba: Um Patrimônio Cultural da, https://viladosilicio.com.br/a-historia-dos-engenhos-de-abaetetuba-um-patrimonio-cultural-da-amazonia/
- Patrimônio cultural na “terra da cachaça”, Abaetetuba – PA, Brasil, https://prwj.org/index.php/journals/article/view/482
- Livro reconta histórias dos engenhos do Pará, https://diariodopara.com.br/para/livro-reconta-historias-dos-engenhos-do-para/
- Engenho Pacheco – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Engenho_Pacheco
- Abaetetuba – Engenho Pacheco – ipatrimônio, https://www.ipatrimonio.org/abaetetuba-engenho-pacheco/
- Engenho Pacheco, o último ainda em atuação em Abaetetuba-PA., https://www.researchgate.net/figure/Figura-3-Engenho-Pacheco-o-ultimo-ainda-em-atuacao-em-Abaetetuba-PA-Foto-Museu_fig2_301707840
- Brinquedo de miriti – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Brinquedo_de_miriti
- Brinquedos de Miriti – uma poesia sobre a Amazônia e seus, https://www.alepa.pa.gov.br/Comunicacao/Noticia/10468/brinquedos-de-miriti—uma-poesia-sobre-a-amazonia-e-seus-costumes-retratados-em-arte
- “eu amo esse brinquedo!”: reflexões sobre o artesanato de miriti a, https://periodicos.ufpa.br/index.php/revistamargens/article/viewFile/4258/4129
- História do Miriti — MiritiFest 2027, https://miritifest.com.br/historia
- SEBASTIÃO FERREIRA CARDOSO – Mapa cultural do Pará, https://mapacultural.pa.gov.br/agente/1877626/
- O brinquedo de miriti é uma das expressões da arte ribeirinha, https://www.facebook.com/casaninjaamazonia/videos/o-brinquedo-de-miriti-%C3%A9-uma-das-express%C3%B5es-da-arte-ribeirinha-amaz%C3%B4nica-feito-a-/988419264117409/
- MiritiFest 2027 — Festival do Miriti de Abaetetuba, https://miritifest.com.br/
- Conheça os brinquedos de miriti, um dos patrimônios da humanidade, https://portalamazonia.com/arte/conheca-os-brinquedos-de-miriti-um-dos-patrimonios-da-humanidade/
- Entenda o que provoca deslizamentos de terra em Abaetetuba, no PA, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2023/02/27/entenda-o-que-provoca-deslizamentos-de-terra-em-abaetetuba-no-pa.ghtml
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- Carpinteiro de Abaetetuba (PA) constrói réplica de jet ski em, https://diaadianoticia.com.br/carpinteiro-de-abaetetuba-pa-constroi-replica-de-jet-ski-em-madeira-e-viraliza-nas-redes/
- Nos dias 22 e 23 de novembro, Abaetetuba viverá novamente um, https://www.facebook.com/redetvabaete/videos/nos-dias-22-e-23-de-novembro-abaetetuba-viver%C3%A1-novamente-um-dos-momentos-mais-ma/850912780627294/
- DIOCESE DE ABAETETUBA REALIZA O CÍRIO DE NOSSA, https://cnbbn2.com.br/diocese-de-abaetetuba-realiza-o-cirio-de-nossa-senhora-da-conceicao/
- Círio da Conceição em Abaeté – Uruá-Tapera, https://uruatapera.com/cirio-da-conceicao-em-abaete/
- Abaetetuba celebra o Círio de Nossa Senhora da Conceição em um, https://abaetetuba.pa.gov.br/abaetetuba-celebra-o-cirio-de-nossa-senhora-da-conceicao-em-um-cortejo-marcado-por-fe-gratidao-e-esperanca/
- VÍDEO – Nossa Senhora da Conceição leva milhares de fiéis às, https://ver-o-fato.com.br/video-nossa-senhora-da-conceicao-leva-milhares-de-fieis-as-ruas-de-abaetetuba/
- Defesa Civil divulga relatório do desastre ocorrido em Abaetetuba, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/01/defesa-civil-divulga-relatorio-do-desastre-ocorrido-em-abaetetuba.html
- Eventos de Colapso na Orla de Abaetetuba – ResearchGate, https://www.researchgate.net/figure/Figura-3-Eventos-de-Colapso-na-Orla-de-Abaetetuba_fig3_369421287
- Na “beira” do cais, o centro englobador em risco: perspectivas e, https://repositorio.ufpa.br/items/be185575-88cf-4284-a245-b76a1be5548a
- Entenda o que causou o novo deslizamento em Abaetetuba, https://diariodopara.com.br/para/entenda-o-que-causou-o-novo-deslizamento-em-abaetetuba/
- Erosão afeta mais de 100 famílias no Pará | SBT Brasil (27/02/23), https://www.youtube.com/watch?v=sV-TpUhKH2U



