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domingo, outubro 11, 2026

A Inteligência Artificial Analisou O Livro Apocalipse do Teólogo João

https://www.youtube.com/watch?v=HJ8wwjVOD6k O Protocolo Pátimos: Quando a Inteligência Artificial...

Relatório Especial e Roteiro Documental: Abaetetuba, a Capital do Miriti e das Águas Baixo-Tocantinas

HistóriaRelatório Especial e Roteiro Documental: Abaetetuba, a Capital do Miriti e das Águas Baixo-Tocantinas

O Quadro Técnico Geral e o Começo de uma Produção Pai d’Égua em Abaetetuba!

Égua, mano! Se liga no papo reto desse artigo que chegou pra gente. A produção audiovisual e o mapeamento da nossa querida Abaetetuba exigem uma visão muito firme, que passa pela geografia, pela nossa gente e pelas vivências da Amazônia paraense.

  • O Coração do Baixo Tocantins: O município, identificado pelo código estatístico do IBGE 1500107, é o polo geopolítico e econômico de toda a Região de Integração do Baixo Tocantins, sendo nada menos que a sétima cidade mais populosa do Pará.

  • Tamanho e População: A extensão territorial é de 1.610,645 km², com uma população recenseada de 158.188 habitantes no Censo de 2022 e uma estimativa de 173.638 caboclos no ciclo recente, o que dá uma densidade demográfica de 98,21 hab/km².

Abertura Cinematográfica: Só o Creme, Mano!

Para começar esse roteiro documental com chave de ouro, a imersão sensorial na paisagem hídrica da região é de tirar o chapéu.

  • Tomada de Abertura: A gravação orienta-se por planos aéreos de alta definição em 4K, puxados por drones em movimento descendente desde a foz do Rio Pará até espelhar nas águas do Rio Maratauíra.

  • Paisagem Única: A névoa matinal e a luz do alvorecer cobrem a frota de embarcações regionais — rabetas, vigilengas e barcos de transporte de açaí — que se bulem rumo ao porto urbano.

A Narração de Respeito

A narração deve ser daquele jeito solene e grave, marcando o início da grande reportagem:

“No coração da Amazônia paraense, onde os rios contam histórias e a cultura atravessa gerações, encontramos Abaetetuba, uma cidade de tradição, trabalho, criatividade e orgulho amazônico.”

feira de abaetetuba

Geografia e Clima: Terra de Ilhas e Rio Chovendo até o Tucupi

Se liga Parente, ! Se liga no papo reto desse artigo que chegou pra gente. A estrutura geográfica da nossa abaeté é toda trabalhada na insularidade, contando com mais ou menos 45 ilhas espalhadas pela região.

  • Ilhas de Destaque: Entre elas, brilham a Ilha do Capim (com uma área de 944,7 hectares), a Ilha Sirituba e a Ilha Campopema.

  • Clima Superúmido: O clima é daquele tipo Am na classificação de Köppen, o famoso superúmido, com uma chuva que desaba em temporal (aquele bom e velho pau d’água) e temperatura elevada o ano todo.

  • Hidrografia: A rede de rios, além do Maratauíra, traz nomes fortes como o Guajará de Beja, Arapiranga de Beja, Arienga (na divisa com Barcarena) e o Itanambuca, que marca a fronteira com Igarapé-Miri. É muita beleza junta, pai d’égua demais!

Indicador Técnico / Socioespacial Especificação Oficial Fonte Metodológica
Código do Município 1500107 IBGE3
Área Territorial Oficial 1.610,645 km² IBGE3
População Residente (2022) 158.188 habitantes Censo IBGE2
População Estimada (2026) 173.638 habitantes Estimativa IBGE3
Densidade Demográfica 98,21 hab/km² IBGE3
Hierarquia Urbana Regional Cidade-polo da Microrregião de Cametá / Baixo Tocantins IBGE / Governo do Pará2
Divisão Distrital Distrito-Sede (Abaetetuba) e Distrito de Beja Prefeitura Municipal2
Unidades Insulares Principais ~45 ilhas (Destaque: Capim, Sirituba, Campopema) Mapeamento Geográfico1
Classificação Climática Am (Superúmido equatorial) Köppen / Pará1
imagem histórica de abaetetuba

A Formação Histórica e a Pavulagem dos Engenhos de Abaetetuba!

De Rocha! Se liga no papo reto dessa história que é pura raiz do nosso Pará. A formação histórica de Abaetetuba acha as suas raízes bem lá no povoamento de Beja, um balneário que serviu de berço para a colonização europeia e para a catequização lá no Baixo Tocantins. Por volta de 1635, uns frades capuchinhos saídos do Convento do Una, em Belém, correram essa malha de rios e furos até montar aldeamento com as comunidades indígenas nômades que viviam nas praias e várzeas de Samaúma, paragem que depois virou Beja.

  • O Achado do Jurumá: O núcleo urbano principal nasceu foi com o empurrão do navegador Hermenegildo Francisco Melo, que, desviado da rota por um temporal no rio, buscou refúgio numa ponta de terra chamada Jurumá, lá nas bandas do Rio Maratauíra.

  • Emancipação: A evolução administrativa veio com o desmembramento de Belém em 1880, e logo depois instalaram oficialmente a Câmara Municipal de Abaeté em 1881.

  • De onde vem o nome?: A troca do nome para “Abaetetuba” bateu o martelo em 30 de dezembro de 1943, por força do Decreto-Lei Estadual nº 4.505. Como a lei não deixava ter nomes repetidos no Brasil, tiraram o antigo “Abaeté” e meteram o sufixo “tuba” (do nheengatu tyba, que quer dizer ajundamento ou fartura), formando o “ajuntamento de homens fortes ou ilustres”. No mesmo decreto, a cidade virou comarca de verdade, largando a barra de Igarapé-Miri.

vista aérea de abaetetuba

A Terra da Cachaça e a Força dos Engenhos

Não é migué, parceiro! Ao longo dos séculos XIX e XX, Abaetetuba cresceu com uma economia forte na base da plantação de cana e da cachaça artesanal, ganhando a fama justa de “Terra da Cachaça”. A várzea era só o filé para a instalação de alambiques movidos a água e a vapor.

  • Unidades de Peso: Unidades como o Engenho Anapu, Engenho do Carmo, Livramento, Indiano, Menino Deus I e o Engenho Pacheco mandavam na produção de destilados que abasteciam tanto a região quanto o mundão afora.

  • O Gigante Pacheco: Às margens do Rio Furo Grande, o Engenho Pacheco é o maior símbolo dessa época de ouro da arquitetura agroindustrial na Amazônia. A família Pacheco seguiu tocando o alambique até ser o último complexo daquele tempo a fechar as portas.

  • Patrimônio Selado: Em 10 de fevereiro de 2010, o Engenho Pacheco foi tombado de vez como patrimônio histórico e cultural pelo DPHAC do Pará, garantindo que as paredes, moendas e maquinários fiquem salvos para a posteridade. Te mete, mano!

Marco Histórico / Patrimonial Ano de Ocorrência Descrição da Relevância Histórico-Cultural
Aldeamento Inicial em Beja c. 1635 Missão de padres capuchinhos do Convento do Una com tribos indígenas6.
Aporte na Ponta do Jurumá Período Colonial Fixação de Hermenegildo Melo no Rio Maratauíra após tempestade fluvial1.
Emancipação Política de Belém 1880 Desmembramento territorial e criação do município de Abaeté4.
Instalação da Câmara Municipal 1881 Posse do governo municipal sob presidência de José Cardoso Coimbra4.
Decreto-Lei Estadual nº 4.505 30/12/1943 Instituição do topônimo Abaetetuba e elevação a comarca jurídica1.
Tombamento do Engenho Pacheco 10/02/2010 Reconhecimento estadual do patrimônio histórico da cachaça no Rio Furo Grande2.

A Memória dos Engenhos e a Poesia da Cachaça em Abaetetuba!

Égua, mano! Se liga nesse papo reto que é pura raiz do nosso Pará. Nas gravações de campo, a análise do ciclo dos engenhos e da memória da cachaça é totalmente enriquecida pela visão firme dos historiadores e pesquisadores locais. As ruínas e monumentos espalhados pela terra — como a imponente estátua “O Plantador de Cana Verde”, erguida na área urbana — trazem à tona os versos do poeta Ruy Barata, que imortalizou a produção da região ao cantar em suas obras a saudade e a boemia que andam de mãos dadas com a história do município. É muita pavulagem cultural, meu irmão!

A Cultura do Miriti: Arte, Sustentabilidade e Identidade no Taludo de Abaetetuba!

Pega a visão! Se liga no papo reto dessa arte que é puro creme e traz o maior orgulho pra nossa Abaetetuba. O artesanato de miriti é a expressão cultural e econômica mais pesada da região, uma herança deixada pelos nossos irmãos indígenas e ribeirinhos que tiram o sustento das ilhas.

  • De onde sai a matéria-prima?: O material vem da palmeira do miritizeiro (Mauritia flexuosa), conhecida na área como buritizeiro, uma planta que gosta de pé d’água em várzea e igapó e pode crescer até uns 15 metros de altura.

  • O Segredo da Bucha: Os brinquedos e esculturas são feitos com a polpa ou bucha que fica dentro das talas e do caule. É um material único, leve, flexível e cheio de poros, bem parecido com o isopor sintético, mas com a vantagem de ser totalmente biodegradável.

  • Manejo de Respeito: O corte da tala verde exige aquele conhecimento de pai para filho dos mestres artesãos, seguido de uma secagem natural dentro das casas nas ilhas para a madeira não rachar antes de ganhar forma.

O Talhe dos Mestres e a Fauna de Miriti

Com facas e navalhas bem amoladas, os artesãos esculpem a vida do nosso cotidiano e da floresta amazônica. Entre as peças que saem das mãos talentosas das famílias artesãs, a gente encontra:

  • Embarcações: As clássicas montarias e vigilengas (canoas típicas), além de réplicas iguaizinhas aos barcos que carregam açaí.

  • Bichos da Amazônia: Cobras grandes, botos e várias aves da nossa fauna.

  • Tradição e Fé: Brinquedos articulados e peças que representam promessas religiosas. Te mete, mano, é muita beleza e pavulagem reunida!

Manejo Sustentável do Miritizeiro (Mauritia flexuosa)
      │
      ├── Caule / Bucha Interna ──► Escultura de Brinquedos e Maquetes (Isopor Natural)
      │
      ├── Talas e Hastes Foliares ──► Tecelagem de Tipitis, Paneiros, Abanos e Cestarias
      │
      ├── Fruto (Polpa e Casca) ──► Gastronomia (Sucos, Doces) e Cosméticos (Óleo de Buriti)
      │
      └── Folhas Frondosas ──► Cobertura Arquitetônica e Tecelagem de Redes

A Onda dos Artesãos de Miriti e o Apogeu da Cultura em Abaetetuba, Pai d’Égua!

Di Rocha, mano! Se liga no papo reto desse babado que é pura pavulagem da nossa terra. A organização associativa da nossa peãozada do artesanato é puxada pela Associação dos Artesãos de Brinquedo e Artesanato de Miriti de Abaetetuba (ASAMAB), criada por lideranças brabas como o Mestre Santinho (Sebastião Ferreira Cardoso). O homem é artesão de raiz indígena, manja muito, e corre feira nacional e internacional levando nossa cultura. Ele aprendeu essa arte todinha na infância com o painho dele, focando demais em cuidar da natureza e passar o saber para os curumins e cunhantãs que estão chegando. Te mete!

  • Outros Nomes de Peso: A arte local também brilha com o Mestre Riva, que criou o Instituto Multicultural Miritis da Amazônia, além de feras como Valdeli Costa e Antonio Silva, que mostram o quanto mexer com o miritizeiro mexe com o coração e a vida da família.

  • História de Superação: O Valdeli Costa joga a real dizendo que a palmeira mudou a vida financeira da parentada dele, enquanto o Antonio Silva destaca que a criação artística nas oficinas da família é na base do talento puro e autoral.

O MiritiFest e a Força do Círio de Nazaré

Não tem conversa, o ponto alto dessa marola toda acontece no MiritiFest (Festival do Miriti de Abaetetuba), um evento arretado que rola todo ano na Praça da Bandeira, reunindo exposição, comida boa, oficina e som da terra. O festival consagra a cidade como a verdadeira “Capital Mundial do Brinquedo de Miriti”, título que pegou de verdade desde que o brinquedo virou Patrimônio Cultural Imaterial do Pará em 2009.

  • Dinheiro na Praça: Na época do Círio de Nossa Senhora de Nazaré lá em Belém, a venda dos brinquedos de miriti feitos em Abaetetuba é uma loucura, movimentando uma grana preta estimada em até R$ 4 milhões por edição. É ou não é só o creme, mano?

 

Subproduto / Parte do Miritizeiro Aplicação Técnica / Econômica Impacto Socioambiental e Cultural
Bucha Interna do Caule Escultura de brinquedos, maquetes e bio-esculturas Geração de renda direta para centenas de famílias de artesãos5.
Talas e Hastes das Folhas Fabricação de tipitis (prensas para farinha de mandioca) Suporte à cadeia produtiva da agricultura familiar e da farinha5.
Fruto (Polpa e Amêndoa) Sucos, doces, licores, ração animal e biojoias Valorização nutricional e aproveitamento integral da palmeira5.
Óleo do Fruto (Buriti) Cosméticos, sabões e protetores solares naturais Extração com alto teor de Vitamina C e propriedades anti-inflamatórias14.

Vida Ribeirinha, Economia Fluvial e os Festejos de Arrancar o Chapéu em Abaetetuba!

Égua, mano! Se liga no papo reto desse babado. A correria de todo santo dia lá em Abaetetuba é ditada pelas águas do Rio Maratauíra e pelo balanço das marés equinociais. A economia popular da peãozada se concentra é nas feiras livres, no Mercado Municipal de Peixe e naquelas docas onde o pessoal descarrega sem parar o que vem do extrativismo das ilhas.

  • O Matagal da Fartura: O açaí e o peixe fresquinho são os verdadeiros pilares da nossa gente, juntando feirantes, peixeiros e peconheiros que já deixam o abastecimento urbano pronto antes do sol arrebentar no horizonte.

  • Carpintaria Naval de Raiz: Atrelada aos rios, a carpintaria naval artesanal corre solta nos estaleiros das margens dos furos. Os carpinteiros do lugar são brabos demais no trato com a madeira, montando desde rabetas e barcos de carga até réplicas e lanchas esportivas que mostram a força da engenharia popular amazônica.

vista aérea de abaetetuba

A Devoção no Círio de Nossa Senhora da Conceição

A fé da nossa parentada é coisa séria e encontra sua maior expressão no Círio de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da Diocese de Abaetetuba. Com quase trezentos anos de história, a festividade começa lá no final de novembro e vai até o dia 8 de dezembro, arrastando uma multidão de fiéis do interior do Pará e de outros estados.

  • A Programação de Respeito: A festa católica tem novenários, arraiais populares e duas procissões gigantes: a Romaria Fluvial pelas águas do Rio Maratauíra e a Procissão Terrestre pelas ruas do centro.

  • Cultura e Tradição: A comunidade ainda encena o “Auto da Padroeira”, um espetáculo de teatro e música que resgata a devoção mariana e a história do município.

  • Outro Momento Sagrado: Além do Círio da Conceição, a festividade de Nossa Senhora de Nazaré, que rola todo ano de 1º a 8 de setembro, também bota a cidade no ritmo da fé com missas e novenas. É pai d’égua demais!

 

Evento Cultural / Religioso Período de Realização Características das Manifestações Populares
MiritiFest (Festival do Miriti) Abril / Maio (Anual) Exposição de artesanato na Praça da Bandeira, shows de carimbó e gastronomia2.
Festa de Nossa Senhora de Nazaré 01 a 08 de Setembro Procissão local, novenário, arraial e encenações teatrais religiosas1.
Círio de Nossa Senhora da Conceição Novembro a 08 de Dezembro Mais de 290 anos de tradição, procissão fluvial no Maratauíra e Auto da Padroeira24.

A bronca da orla de Abaetetuba: Quando o barranco quer desabar, meu irmão!

Égua, mano! Se liga no papo reto desse babado que é de deixar qualquer um com o cu na mão. Por trás de toda a beleza das ilhas e da cultura do miriti, a nossa Abaetetuba sofreu e sofre é com a bronca dos riscos socioambientais na beira do Rio Maratauíra. Os bairros São João e São José estão marcados por uma erosão braba que vem comendo as margens e fazendo o chão ceder com deslizamentos de terra feios.

  • O Solo Traiçoeiro: Os especialistas em engenharia avisam que o solo de várzea dali, cheio de sedimentos moles e mal consolidados, não aguenta desaforo.

  • A Mão do Homem: A situação ficou pior foi por causa da malandragem humana: aterraram furos e igarapés com lixo orgânico sem compactação nenhuma — incluindo toneladas de caroço de açaí —, tiraram a mata de igapó toda, esqueceram a drenagem de chuva e ainda deixaram caminhão pesadíssimo rodando na crista do barranco.

Os Desastres que Aterrorizaram a Batalha

Não é migué, parceiro! A coisa foi tão séria que dois episódios viraram a história do município de ponta-cabeça:

  • Janeiro de 2014: Uma erosão daquelas fez desabar dezenas de casas no bairro São João, deixando 213 pessoas na pior e várias famílias ao relento.

  • 26 de Fevereiro de 2023: Um novo colapso estourou nos bairros São João e São José, abrindo crateras na Rua Siqueira Mendes e destruindo a rua D. Pedro I. O deslizamento entortou torre de energia elétrica, apagou a luz geral e fez a Defesa Civil e os Bombeiros isolarem três quarteirões inteiros, com o Estado decretando emergência.

O Raio-X da Bronca na Orla

Para entender a bagaceira, o panorama se divide assim:

Fatores Naturais

  • A hidrodinâmica forte do Rio Maratauíra combinada com o balanço diário das marés.

  • Solos de várzea (tipos Gleis e Aluviais) que têm uma capacidade de carga muito baixa.

  • A força das correntes comendo o fundo do rio sem dó.

Fatores Antrópicos

  • O aterro de áreas alagadas usando terra ruim e muito caroço de açaí.

  • A derrubada da mata de igapó e a construção desordenada na beirada.

  • Zero infraestrutura de escoamento e tráfego de peso rodando solto.

Impactos Socioeconômicos

  • Casas, ruas e a rede elétrica virando pó.

  • Centenas de moradores expulsos de suas moradias e jogados no aluguel social.

  • A obrigação de gastar uma grana preta em obras de contenção e arrumar a orla de novo.

A Resiliência do Povo e a Esperança na Luta

Apesar de toda essa quebradeira, a nossa parentada mostra que é dura na queda. Histórias como a do morador Ademir de Souza provam que a vizinhança se ajuda na hora do sufoco, correndo para tirar todo mundo da área de risco e abrigar quem perdeu o teto.

Enquanto isso, a galera das universidades paraenses e os órgãos de proteção civil continuam estudando o terreno de cabo a rabo para desenhar parques lineares, muros de contenção e garantir um lugar seguro para o povo ribeirinho e urbano viver em paz. Te mete, mano, o caboclo guerreiro não foge da luta!

Encerramento Cinematográfico, Perspectivas de Futuro e o Papo Reto em Abaetetuba!

Égua, mano! Se liga no papo reto pra fechar esse roteiro audiovisual na extrema pavulagem. A sequência final do documentário foca é na atmosfera poética e cheia de paz do anoitecer amazônico. A câmera puxa uma tomada panorâmica em alta definição pra registrar aquele pôr do sol de tirar o chapéu bem na confluência do Rio Maratauíra com os canais do Rio Pará e do Tocantins, banhando as águas e as ilhas de tons alaranjados e dourados de encher os olhos. Gradativamente, as rabetas e montarias vão retornando para os seus portos domésticos, enquanto a iluminação pública da orla e da Praça da Bandeira vai se acendendo na buca da noite.

As últimas tomadas mostram retratos bem de perto (close-up) dos personagens que deram depoimento: o mestre artesão de miriti esculpindo a madeira leve na oficina com a mão firme, o carpinteiro naval no estaleiro dando formato às embarcações, o pescador ajeitando as redes na sua rabeta e os fiéis reunidos em oração na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

A locução de encerramento vem solene sobre o tema musical de fechamento, que junta os acordes marcantes da guitarrada com a batida pesada dos curimbós:

“Abaetetuba: terra de gente forte, mãos criativas, raízes profundas e uma cultura que mantém viva a alma da Amazônia.”

O Futuro da Nossa Terra: Preservação e Desenvolvimento Sustentável

Para a nossa Abaetetuba seguir firme e forte no futuro, o segredo tá em equilibrar a preservação dos saberes ancestrais do nosso povo com o fortalecimento de novas alternativas socioeconômicas sustentáveis. As diretrizes centrais para garantir vida boa e sustentabilidade pra nossa gente nas próximas décadas se dividem assim:

  • Valorização da Bioeconomia: Fortalecer a cadeia do açaí e o manejo sustentável do miritizeiro, gerando renda pra peãozada sem esbandalhar a natureza.

  • Preservação do Patrimônio: Cuidar da história e da memória da nossa terra com a conservação do patrimônio arquitetônico do Engenho Pacheco.

  • Infraestrutura e Segurança na Orla: Aplicar contenção geotécnica adequada e obras de verdade na orla fluvial pra população ribeirinha e urbana viver em paz, sem o sobressalto e o medo de ver o barranco cair.

É pai d’égua demais, mano!

Referências citadas

  1. Abaetetuba, História e Geografia de Abaetetuba | Pará, http://www-geografia.blogspot.com/2016/02/abaetetuba-historia-e-geografia-de.html
  2. Abaetetuba – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Abaetetuba
  3. Abaetetuba (PA) | Cidades e Estados – IBGE, https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/abaetetuba.html
  4. Abaetetuba – Portal Amazônia, https://portalamazonia.com/para/abaetetuba/
  5. Os brinquedos de miriti pelo olhar das crianças de Abaetetuba, https://lunetas.com.br/os-brinquedos-de-miriti-pelo-olhar-das-criancas-de-abaetetuba/
  6. História – Prefeitura Municipal de Abaetetuba | Gestão 2025-2028, https://abaetetuba.pa.gov.br/o-municipio/historia/
  7. A História dos Engenhos de Abaetetuba: Um Patrimônio Cultural da, https://viladosilicio.com.br/a-historia-dos-engenhos-de-abaetetuba-um-patrimonio-cultural-da-amazonia/
  8. Patrimônio cultural na “terra da cachaça”, Abaetetuba – PA, Brasil, https://prwj.org/index.php/journals/article/view/482
  9. Livro reconta histórias dos engenhos do Pará, https://diariodopara.com.br/para/livro-reconta-historias-dos-engenhos-do-para/
  10. Engenho Pacheco – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Engenho_Pacheco
  11. Abaetetuba – Engenho Pacheco – ipatrimônio, https://www.ipatrimonio.org/abaetetuba-engenho-pacheco/
  12. Engenho Pacheco, o último ainda em atuação em Abaetetuba-PA., https://www.researchgate.net/figure/Figura-3-Engenho-Pacheco-o-ultimo-ainda-em-atuacao-em-Abaetetuba-PA-Foto-Museu_fig2_301707840
  13. Brinquedo de miriti – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Brinquedo_de_miriti
  14. Brinquedos de Miriti – uma poesia sobre a Amazônia e seus, https://www.alepa.pa.gov.br/Comunicacao/Noticia/10468/brinquedos-de-miriti—uma-poesia-sobre-a-amazonia-e-seus-costumes-retratados-em-arte
  15. “eu amo esse brinquedo!”: reflexões sobre o artesanato de miriti a, https://periodicos.ufpa.br/index.php/revistamargens/article/viewFile/4258/4129
  16. História do Miriti — MiritiFest 2027, https://miritifest.com.br/historia
  17. SEBASTIÃO FERREIRA CARDOSO – Mapa cultural do Pará, https://mapacultural.pa.gov.br/agente/1877626/
  18. O brinquedo de miriti é uma das expressões da arte ribeirinha, https://www.facebook.com/casaninjaamazonia/videos/o-brinquedo-de-miriti-%C3%A9-uma-das-express%C3%B5es-da-arte-ribeirinha-amaz%C3%B4nica-feito-a-/988419264117409/
  19. MiritiFest 2027 — Festival do Miriti de Abaetetuba, https://miritifest.com.br/
  20. Conheça os brinquedos de miriti, um dos patrimônios da humanidade, https://portalamazonia.com/arte/conheca-os-brinquedos-de-miriti-um-dos-patrimonios-da-humanidade/
  21. Entenda o que provoca deslizamentos de terra em Abaetetuba, no PA, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2023/02/27/entenda-o-que-provoca-deslizamentos-de-terra-em-abaetetuba-no-pa.ghtml
  22. Mercado Municipal de Peixe – Abaetetuba, Pará ( Alisson Lopes ), https://www.facebook.com/capitalmundialdobrinquedodemiriti/videos/mercado-municipal-de-peixe-abaetetuba-par%C3%A1-alisson-lopes-/1179490400256455/
  23. Carpinteiro de Abaetetuba (PA) constrói réplica de jet ski em, https://diaadianoticia.com.br/carpinteiro-de-abaetetuba-pa-constroi-replica-de-jet-ski-em-madeira-e-viraliza-nas-redes/
  24. Nos dias 22 e 23 de novembro, Abaetetuba viverá novamente um, https://www.facebook.com/redetvabaete/videos/nos-dias-22-e-23-de-novembro-abaetetuba-viver%C3%A1-novamente-um-dos-momentos-mais-ma/850912780627294/
  25. DIOCESE DE ABAETETUBA REALIZA O CÍRIO DE NOSSA, https://cnbbn2.com.br/diocese-de-abaetetuba-realiza-o-cirio-de-nossa-senhora-da-conceicao/
  26. Círio da Conceição em Abaeté – Uruá-Tapera, https://uruatapera.com/cirio-da-conceicao-em-abaete/
  27. Abaetetuba celebra o Círio de Nossa Senhora da Conceição em um, https://abaetetuba.pa.gov.br/abaetetuba-celebra-o-cirio-de-nossa-senhora-da-conceicao-em-um-cortejo-marcado-por-fe-gratidao-e-esperanca/
  28. VÍDEO – Nossa Senhora da Conceição leva milhares de fiéis às, https://ver-o-fato.com.br/video-nossa-senhora-da-conceicao-leva-milhares-de-fieis-as-ruas-de-abaetetuba/
  29. Defesa Civil divulga relatório do desastre ocorrido em Abaetetuba, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/01/defesa-civil-divulga-relatorio-do-desastre-ocorrido-em-abaetetuba.html
  30. Eventos de Colapso na Orla de Abaetetuba – ResearchGate, https://www.researchgate.net/figure/Figura-3-Eventos-de-Colapso-na-Orla-de-Abaetetuba_fig3_369421287
  31. Na “beira” do cais, o centro englobador em risco: perspectivas e, https://repositorio.ufpa.br/items/be185575-88cf-4284-a245-b76a1be5548a
  32. Entenda o que causou o novo deslizamento em Abaetetuba, https://diariodopara.com.br/para/entenda-o-que-causou-o-novo-deslizamento-em-abaetetuba/
  33. Erosão afeta mais de 100 famílias no Pará | SBT Brasil (27/02/23), https://www.youtube.com/watch?v=sV-TpUhKH2U

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