A VERDADEIRA HISTÓRIA DE DONA ONETE: SÓ O FILÉ!
Tu já ouviste o papo desse bicho? A trajetória da Ionete da Silveira Gama, que a gente conhece carinhosamente como Dona Onete, se mistura todinha com a cultura da nossa Amazônia. A mulher é simplesmente a nossa “Rainha do Carimbó Chamegado”. Ela nasceu no dia 18 de junho de 1939, bem ali no município de Cachoeira do Arari, no meio da imensidão da Ilha do Marajó.
A pequena sempre foi de lutar e cresceu à pulso. Ela foi professora, sindicalista, pesquisadora, cantora e compositora. Essa caboca ladina não aceitou as regras do mercado, mandou o machismo e o preconceito por idade pegarem o beco e estourou no mundo inteiro depois dos 70 anos de idade. É de cair o cu da bunda, de tão espetacular! Ela meteu a cara e não ficou de lero lero não, mostrou pra todo mundo quem manda.
Naquela época que ela nasceu, o bicho tava pegando. Em 1939, o mundo tava na Segunda Guerra Mundial, e no ano seguinte, começou o segundo ciclo da borracha aqui na Amazônia. O governo mandou uma cambada de gente pra trabalhar nos seringais, e o nosso Pará ficou conhecido como um “Novo Eldorado”, todo mundo achando que ia ficar buiado. A cidade dela, Cachoeira do Arari, tava se ajeitando das rumpanças do tempo da Cabanagem. A galera de lá vivia muito do gado e do extrativismo, sempre pelas beiradas dos rios, que era por onde o povo ribeirinho se virava.
Foi no meio desse mundão de água e floresta que essa mulher porruda começou a sua vida, traduzindo a força dos rios, as lendas marajoaras e o dia a dia suado do trabalhador pra música. Ficou uma parada daora demais, que saiu daqui e foi parar nos maiores palcos do mundo! Essa é só o filé!
A VERDADEIRA HISTÓRIA DE DONA ONETE: SÓ O FILÉ!
Tu já ouviste o papo desse bicho? A trajetória da Ionete da Silveira Gama, que a gente conhece carinhosamente como Dona Onete, se mistura todinha com a cultura da nossa Amazônia. A mulher é simplesmente a nossa “Rainha do Carimbó Chamegado”. Ela nasceu no dia 18 de junho de 1939, bem ali no município de Cachoeira do Arari, no meio da imensidão da Ilha do Marajó.
A pequena sempre foi de lutar e cresceu à pulso. Ela foi professora, sindicalista, pesquisadora, cantora e compositora. Essa caboca ladina não aceitou as regras do mercado, mandou o machismo e o preconceito por idade pegarem o beco e estourou no mundo inteiro depois dos 70 anos de idade. É de cair o cu da bunda, de tão espetacular! Ela meteu a cara e não ficou de lero lero não, mostrou pra todo mundo quem manda.
Naquela época que ela nasceu, o bicho tava pegando. Em 1939, o mundo tava na Segunda Guerra Mundial, e no ano seguinte, começou o segundo ciclo da borracha aqui na Amazônia. O governo mandou uma cambada de gente pra trabalhar nos seringais, e o nosso Pará ficou conhecido como um “Novo Eldorado”, todo mundo achando que ia ficar buiado. A cidade dela, Cachoeira do Arari, tava se ajeitando das rumpanças do tempo da Cabanagem. A galera de lá vivia muito do gado e do extrativismo, sempre pelas beiradas dos rios, que era por onde o povo ribeirinho se virava.
Foi no meio desse mundão de água e floresta que essa mulher porruda começou a sua vida, traduzindo a força dos rios, as lendas marajoaras e o dia a dia suado do trabalhador pra música. Ficou uma parada daora demais, que saiu daqui e foi parar nos maiores palcos do mundo! Essa é só o filé!
A INFÂNCIA DA RAINHA: DE BELÉM AO INTERIOR
Os primeiros anos da pequena Ionete foram divididos entre a capital e o interior do caboclo autêntico. Bem ali, pelos quatro anos de idade, ela e a família pegaram o beco pra Belém e foram morar na Pedreira. Se tu manja da nossa história, sabe que esse bairro é o verdadeiro reduto do samba e da boemia do Pará.
Foi nesse lugar pai d’égua que ela fez os estudos primários, lá nas escolas públicas Justo Chermont e Dr. Freitas, indo até a 5ª série entre os anos de 1950 e 1955.
Mas olha já se essa menina ia ficar embiocada na cidade grande durante as férias escolares! Ela ia lá pra caixa prego, passar os dias com a avó Quitéria no Rio das Flores, lá pelas bandas de Igarapé-Miri.
MÚSICA E LENDAS NA BEIRA DO RIO
Foi nessas beiradas de rio que a cunhã começou a fazer estripulia e teve seus primeiros contatos com a música. A bichinha era ladina, pegava flor e fruto de jambo-rosa e jogava na água pra ficar de bubuia e chamar os botos. Sentada no barranco, ela cantava as serestas da Dalva de Oliveira e Emilinha Borba, e os bichos do rio ficavam tudo de butuca, só espiando a plateia aquática dela.
Toda aquela história de visagem e as lendas do boto que vira moço bonito vestido de branco só pra mundiar as mulheres mexeram com a mente da menina e ficaram gravadas na cabeça dela pra sempre.
O SOM QUE FORMOU A MATRIARCA
A menina não tinha lerdeza pra cultura não. Desde os quatro anos, ela já se metia nos furdunços das festas tradicionais e manifestações católicas, como as “Pastorinhas”. Nas encenações de Natal, ela assumia qualquer papel:
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Fazia de pastora seguindo a caravana pra Belém da Judeia.
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Fazia até o guarda do Rei Herodes na Paixão de Cristo.
O som que tocava na infância dessa caboca era só o filé! A musicalidade dela foi formada por uma mistura gigante que tinha:
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O carimbó de raiz indígena e negra.
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O boi-bumbá marajoara.
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O samba de raiz lá do bairro da Pedreira.
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Ritmos antigos muito bacanas como o siriá, o lundu e o banguê (aquele estilo de percussão que veio dos escravizados das lavouras de cana-de-açúcar).
Já dava pra ver que essa pequena ia estourar no mundo, né não?!
A Juventude Pai d’Égua e a Luta da Nossa Ionete
A transição pra vida adulta da Ionete foi rapidola e ela não ficou de touca, logo teve que dar teus pulos pra ajudar a família, que tava numa situação ralada. Já com 16 anos, lá por 1955, ela pegou o beco pro magistério, sendo auxiliar do tio Mailson numa escolinha que funcionava na casa dele, bem ali em Igarapé-Miri.
Com 19 anos, em 1958, a vida da moça deu uma guinada e ela de rocha firmou caminho: casou com o Raimundo Nonato e ficou de vez por Igarapé-Miri. O casório durou uns 25 anos e rendeu dois curumins pra encher a casa: o Renato e a Silvana.
Uma Professora Muito Cabeça
Durante todo esse tempo, a Ionete foi se formando e provando que era muito cabeça. Ela manja muito do que faz e deu aula de História e Estudos Paraenses por 25 anos, virando um destaque na Escola Aristóteles Emiliano de Castro. A bicha era tão safo que inventou uma parada chamada “etnopedagogia”: ela não ficava no lero lero, pegava o folclore, as lendas mirienses e as toadas da nossa Amazônia e levava pra dentro da sala de aula pra mundiar a galera. Era só o filé!
O Furdunço e a Luta Sindical
Mas tu achas que ela ficava só de bubuia? Mas quando! Na época braba da Ditadura (entre os anos 60 e 80), ela ficou impinimada com o descaso dos políticos, os salários muito palhas e as escolas caindo aos pedaços. Meteu a cara na militância, não arredou o pé e foi uma das fundadoras do Sintepp.
Ela era queixo e peitava tudo. Numa greve e ocupação na Alepa, o clima esquentou de verdade: a polícia invadiu de madrugada com cachorro e tudo; a Ionete e outras professoras foram arrastadas pela escada, levando a maior pisa, uma verdadeira malineza e covardia do Estado. Mas ela não se escafedeu-se não. Em 1983, a bicha viajou quatro dias num estirão de ônibus de Belém até a caixa prego de São Bernardo do Campo (SP) pra lutar muito e garantir que a associação de professores do interior do Pará entrasse na fundação da CUT.
Pra fechar o pacote, lá pelo início dos anos 80, ela entrou pro PT, fez jingle pras campanhas em Igarapé-Miri e lutou com unhas e dentes pelo cultivo do nosso açaí. Essa mulher é o bicho, mano!
Aqui está o artigo reescrito com todo o tempero e o linguajar pai d’égua da nossa terra, pronto pra subir no Ver-o-Peso.com:
O Nascimento da Nossa Rainha Dona Onete
O nascimento da nossa Dona Onete como artista di rocha tem tudo a ver com a libertação da mana[cite: 1, 2]. Desde novinha, a Ionete já era muito cabeça, compunha carimbó, banguê e bolero, tudo inspirado nos lero lero ribeirinhos e nos causos da nossa terra[cite: 1, 2].
Mas te conto uma: durante os 25 anos que ela passou casada com o primeiro marido, o Raimundo Nonato, a bicha sofreu[cite: 1, 2]. O caboco era muito carrancudo e ciumento, tinha cisma das letras poéticas e maliciosas dela[cite: 1, 2]. Ele proibiu a mana de soltar a voz e de ir atrás de ser artista[cite: 1, 2]. Pensa numa malineza[cite: 1, 2]!
O “Espoca Fora” e o Renascimento no Ver-o-Peso
Mas depois que ela deu um espoca fora no casamento e se divorciou, a vida mudou da água pro vinho[cite: 1, 2]. Já aposentada, com seus 62 anos de idade, ela pegou o beco e voltou pra Belém, lá pras bandas da Pedreira[cite: 1, 2]. Livre daquela consumição, ela resolveu se empiriquitada toda[cite: 1, 2].
A própria disse que cortou as calças jeans velhas pra fazer shortinho, meteu uma sandália plataforma, passou um batom vermelho bem chamativo e foi perambular no nosso Mercado do Ver-o-Peso, cheia de pavulagem, pra ver se ainda dava um caldo[cite: 1, 2]. Os peixeiros de lá ficaram pagando! Eles só conheciam ela como a mulher submissa do Nonato e tomaram o maior susto, ulha[cite: 1, 2]!
A Descoberta da Cunhã com Voz Teba
A parada de virar cantora profissional foi na pura maciota, por acaso mesmo[cite: 1, 2]. Um dia ela tava embiocada em casa cantando sozinha, quando um grupo de carimbó que ensaiava do outro lado da rua ficou de butuca ouvindo a voz potente dela[cite: 1, 2]. Os rapazes achavam que era uma cunhantã cantando, mas quando foram lá na porta, deram de cara com uma senhora de idade[cite: 1, 2]. Égua da surpresa[cite: 1, 2]!
No começo, ela ficou meio encabulada e com o cu na mão de aceitar o convite, com medo da galera frescar por causa da idade, mas o atual parceiro dela mandou a real: te vira, vai logo pra não ficar mofina e doente aí na rede[cite: 1, 2]. Dois dias depois, outro convite selou a parada de rocha[cite: 1, 2].
A Rainha do Underground Paraense
Foi no meio do furdunço dos grupos folclóricos, tipo o Raízes do Cafezal e depois o Chamego Mirijoara, que o apelido “Dona Onete” pegou naturalmente[cite: 1, 2]. Ela começou a cantar pelos bares de Belém, como o Bar Suburbana, e a galera mais nova começou a arreparar na presença magnética dela[cite: 1, 2].
Lá no começo dos anos 2000, o grupo Coletivo Rádio Cipó, que misturava rock com as toadas regionais, descobriu a nossa rainha[cite: 1, 2]. Essa juventude abriu as portas dos palcos underground de Belém pra ela, e de convidada ela passou rapidola a ser a porta-voz do movimento musical independente da região[cite: 1, 2]. O sucesso dela é só o filé[cite: 1, 2]!
A Carreira que Demorou, mas Espocou Di Rocha!
A nossa Dona Onete demorou um bocado pra gravar seu primeiro disco, e a culpa foi daquele primeiro marido carrancudo[cite: 1, 2] e machista, além das barreiras da própria indústria da música que tinha frescura e só queria saber de juventude. Antes de virar a rainha que é, a mana[cite: 1, 2] era peitada[cite: 2] nas salas de aula, na militância sindical e na gestão cultural. Lá em 1996, ela atuou como Secretária de Cultura de Igarapé-Miri, fundando o Grupo Folclórico Canarana e a Casa Ribeirinha pra não deixar nossas manifestações tradicionais se escafederem[cite: 1, 2].
A parada começou a ficar daora[cite: 1, 2] pro Brasil todo ver em 2006, por causa do festival Terruá Pará. O projeto foi ideia do Ney Messias, que mandava na Funtelpa, querendo mandar a nossa música lá pra caixa prego[cite: 1, 2], ou seja, exportar pro resto do país. Pra escolher quem ia tocar, chamaram uns caras muito cabeças[cite: 1, 2]: os produtores musicais Carlos Eduardo Miranda (famoso no rock dos anos 90) e o Pena Schmidt.
Mundiando o Povo Lá Pra Baixo
Durante as audições bem aqui por Belém, o Miranda ficou de butuca[cite: 2] ouvindo a Dona Onete cantar. O caboco ficou pagando[cite: 2] com a originalidade da poesia e a força da mulher! Contrariando a lógica comercial, o produtor gaúcho bancou a nossa artista idosa no projeto e chamou ela pra abrir o show no prestigiado Auditório Ibirapuera, lá em São Paulo.
Lá no palco paulista, sentadinha numa poltrona, Dona Onete cantou à capela acompanhada só pelos batuques, e conseguiu mundiar[cite: 2] a plateia e os críticos lá do Sudeste. A partir desse dia, já era[cite: 1, 2]! Com o apoio selado[cite: 1, 2] do Miranda e o direcionamento musical do pesquisador Pio Lobato (que manja[cite: 1, 2] muito de guitarra), a carreira dela pegou o beco[cite: 1, 2] dos bares de Belém e invadiu o mercado nacional. Essa mulher é o bicho[cite: 1, 2]!
A Carreira que Demorou, mas Espocou Di Rocha!
A nossa Dona Onete demorou um bocado pra gravar seu primeiro disco, e a culpa foi daquele primeiro marido carrancudo[cite: 1, 2] e machista, além das barreiras da própria indústria da música que tinha frescura e só queria saber de juventude. Antes de virar a rainha que é, a mana[cite: 1, 2] era peitada[cite: 2] nas salas de aula, na militância sindical e na gestão cultural. Lá em 1996, ela atuou como Secretária de Cultura de Igarapé-Miri, fundando o Grupo Folclórico Canarana e a Casa Ribeirinha pra não deixar nossas manifestações tradicionais se escafederem[cite: 1, 2].
A parada começou a ficar daora[cite: 1, 2] pro Brasil todo ver em 2006, por causa do festival Terruá Pará. O projeto foi ideia do Ney Messias, que mandava na Funtelpa, querendo mandar a nossa música lá pra caixa prego[cite: 1, 2], ou seja, exportar pro resto do país. Pra escolher quem ia tocar, chamaram uns caras muito cabeças[cite: 1, 2]: os produtores musicais Carlos Eduardo Miranda (famoso no rock dos anos 90) e o Pena Schmidt.
Mundiando o Povo Lá Pra Baixo
Durante as audições bem aqui por Belém, o Miranda ficou de butuca[cite: 2] ouvindo a Dona Onete cantar. O caboco ficou pagando[cite: 2] com a originalidade da poesia e a força da mulher! Contrariando a lógica comercial, o produtor gaúcho bancou a nossa artista idosa no projeto e chamou ela pra abrir o show no prestigiado Auditório Ibirapuera, lá em São Paulo.
Lá no palco paulista, sentadinha numa poltrona, Dona Onete cantou à capela acompanhada só pelos batuques, e conseguiu mundiar[cite: 2] a plateia e os críticos lá do Sudeste. A partir desse dia, já era[cite: 1, 2]! Com o apoio selado[cite: 1, 2] do Miranda e o direcionamento musical do pesquisador Pio Lobato (que manja[cite: 1, 2] muito de guitarra), a carreira dela pegou o beco[cite: 1, 2] dos bares de Belém e invadiu o mercado nacional. Essa mulher é o bicho[cite: 1, 2]!
O Primeiro Álbum: Um Feitiço Caboclo Pai d’Égua!
O salto definitivo pra nossa rainha virar artista profissional di rocha[cite: 2] ocorreu lá em 2012. Foi quando a Dona Onete, já com seus 73 anos de idade, lançou seu primeiro disco de estúdio: o famoso Feitiço Caboclo.
O processo de gravação foi comandado pelo produtor musical e cantor paraense Marco André. O cara ficou pagando[cite: 2] e se encantou com a artista depois de ver a mana[cite: 1, 2] abrir um show do percussionista Naná Vasconcelos, em 2011. O álbum foi gravado com a base instrumental do Trio Manari e do guitarrista Pio Lobato. O repertório, com 11 faixas, trouxe composições inteiramente dela, com uma poesia madura, irônica e super ligada ao nosso dia a dia aqui na Amazônia. As músicas que mais chamaram atenção foram “Jamburana”, “Moreno Morenado” e “Proposta Indecente”. Égua, só o filé[cite: 1, 2]!
Acabando com a Frescura e Quebrando Tabus
A recepção da crítica foi um verdadeiro deslumbramento, acharam o trabalho muito firme[cite: 2]. Os jornalistas musicais e antropólogos ressaltaram como as letras desafiavam aquele preconceito palha com a idade, falando de libido, amor e atração física com uma malícia que se recusava a aceitar a imagem da mulher idosa como um ser assexuado e puritano. Ela mostrou que não tem nada de lesa[cite: 1, 2]!
O público abraçou o disco com força e o impacto na música paraense foi maceta[cite: 1, 2]: Feitiço Caboclo provou que o carimbó autoral tradicional, quando ganha arranjos modernos e letras ousadas, tinha viabilidade comercial tanto no Brasil quanto lá pra caixa prego[cite: 1, 2], lá no exterior. E pra coroar o sucesso, já era[cite: 1, 2]: em 2014, o álbum ganhou distribuição internacional pelo selo britânico Mais Um Gringo Records.
O Mundo Rendido à Nossa Rainha: A Consagração!
A consagração de Dona Onete transformou a nossa mana numa verdadeira embaixadora global da cultura amazônica. Depois que ela lançou seu segundo disco, o Banzeiro, lá em 2016, a bicha pegou o beco e foi fazer extensas turnês internacionais. E nem te conto: os ingressos esgotaram em dezenas de países! A galera fez fila lá na França, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Bélgica, Portugal, Argentina e até nos Estados Unidos. Égua, muito firme[cite: 2]!
Furdunço e Muito Carimbó Lá na Gringa
A nossa rainha tocou nos festivais mais macetas lá pra caixa prego, incluindo o Womad (que foi idealizado pelo Peter Gabriel) no Reino Unido, o FIFBA em Buenos Aires, o Rudolstadt na Alemanha, o Zwarte Cross na Holanda e o WorldWide na França. Em novembro de 2016, lá no Elabash City Hall, em Nova York, ela foi aplaudida de pé por lendas como Caetano Veloso e David Byrne. A plateia ficou pagando com o talento dela!
O sucesso na Europa foi tamanho que, no verão de 2017, a parada atingiu o ápice. Nos meses de junho e julho, a música “Banzeiro” entrou no World Music Charts Europe, subindo até bater o primeiríssimo lugar em agosto! Dona Onete foi a única artista brasileira no Top 20 europeu naquela época, provando que é só o filé. Pra completar a pavulagem, ela foi capa da revista britânica Songlines e gravou até pro National Geographic e pra BBC de Londres.
Brocando no Brasil (e até com a Mariah Carey!)
Aqui nas nossas terras, o sucesso já tava selado. Ela entrou pro coração da MPB contemporânea: abriu shows da Gal Costa, dividiu a voz com a Elza Soares e a Alcione, teve música gravada pela Daniela Mercury e Fafá de Belém, além de mandar brasa com a Gaby Amarantos e o BNegão.
O auge nacional? Foi liderar o “Pará Pop” no Palco Sunset do Rock in Rio 2019. E pra quem acha que parou por aí, te mete: em 2025, no festival Amazônia Live, montado sobre as águas do nosso Rio Guamá em Belém pra preparação da COP30, a nossa parente[cite: 2] dividiu o palco nada mais, nada menos do que com a diva norte-americana Mariah Carey! Dona Onete é o bicho!
O Furdunço do Carimbó Chamegado da Dona Onete
A nossa mana[cite: 1, 2] Dona Onete não ficou só de bubuia[cite: 1, 2] preservando o folclore não; a bicha meteu a cara e inventou logo um subgênero musical todinho dela: o famoso “Carimbó Chamegado”. Égua da mulher pai d’égua[cite: 1, 2]!
Pra tu entenderes o causo[cite: 2], historicamente o carimbó era dividido. Tinha a vertente “pau e corda”, aquele som purista lá da Zona do Salgado (como Marapanim e Curuçá), liderado pelo grande Mestre Verequete. Do outro lado, tinha o carimbó “moderno”, aquele que o Pinduca eletrificou lá nos anos 1970. Mas a Dona Onete, que é muito cabeça[cite: 1, 2], criou o seu próprio estilo baseada na geografia de onde ela se criou: a nossa região do Baixo Tocantins.
Um Som com a Cara das Nossas Águas
O caboco ladino[cite: 2] e etnomusicólogo Patrich Depailler (lá da UFPA) explicou tudinho numa dissertação em 2014: diferente daquela batida acelerada do oceano que tem no carimbó do Salgado, a música da Onete reflete as águas doces, lentas e sinuosas dos rios de Igarapé-Miri. É um andamento mais cadenciado, cheio de malícia. Pra criar esse som maceta[cite: 1, 2], ela misturou o carimbó com o bolero caribenho, o lundu, o banguê, o siriá, o tambor de nagô e até as toadas[cite: 1, 2] de boi-bumbá. Ficou só o filé[cite: 1, 2]!
O Chamego e a Dança Agarradinha
A expressão vem do nosso puro vocabulário caboco[cite: 1, 2]. Como a própria Onete fala sem embaçamento: “O pessoal de Igarapé-Miri é: minha preta, minha rosa. É um chamego que a gente tem. Chamego é beijo na boca, chamego é cafuné, chamego é abraço apertado”.
Na hora do furdunço[cite: 2] e da pista de dança, o chamegado quebra a regra da tradicional roda solta. A galera não fica longe não, os casais dançam com os corpos colados, bem na ilharga[cite: 1, 2] um do outro, bem agarradinhos. A importância desse estilo pra nossa cultura é que ele moderniza a tradição ribeirinha, criando um ritmo híbrido que conversa perfeitamente com os instrumentos elétricos da guitarrada, mas sem deixar de lado a poesia das nossas águas. De rocha[cite: 1, 2], é bom demais!
Os Sucessos Macetas da Nossa Rainha!
A obra da nossa mana Dona Onete é um verdadeiro furdunço, passando das 300 canções compostas[cite: 1, 2]. Bora dar uma espiada nos principais sucessos dessa mulher que é o bicho[cite: 1, 2]:
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Jamburana (2012): Lançada lá no disco Feitiço Caboclo, essa música virou um hino moderno do nosso Pará[cite: 1, 2]. A inspiração veio do jambu, aquela erva do nosso tacacá que deixa a boca da gente dormente[cite: 1, 2]. Ela pegou o tremor do jambu e fez uma poesia afrodisíaca e pai d’égua, dizendo que “a boca fica muito louca”[cite: 1, 2]. A repercussão foi massiva porque a música conectou a nossa comida tradicional com a batida do tecnobrega das periferias de Belém[cite: 1, 2]. Só o filé!
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No Meio do Pitiú (2016): Integrante do álbum Banzeiro, essa aqui mudou a visão da galera sobre o nosso Mercado do Ver-o-Peso[cite: 1, 2]. O “pitiú”, aquele cheiro forte de peixe fresco e maresia, era usado pelos metidos a merda pra humilhar o trabalhador ribeirinho[cite: 1, 2]. Mas ela transformou o pitiú no cenário de um flerte apaixonado, devolvendo o orgulho e a dignidade pro nosso povo[cite: 1, 2]. Com os arranjos de metais e guitarras do Pio Lobato, foi um sucesso comercial selado[cite: 1, 2].
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Boto Namorador (2016/2017): Inspirada nas lendas e potocas que ela ouvia na infância lá em Rio das Flores, a letra narra o mito do boto cor-de-rosa que vira homem de terno branco na maré cheia pra seduzir as caboclas nas festas[cite: 1, 2]. O sucesso foi tão estrondoso que entrou na trilha da novela A Força do Querer (da Globo, em 2017), servindo de tema pra personagem Edinalva[cite: 1, 2]. Isso botou o carimbó chamegado todo dia na casa dos brasileiros[cite: 1, 2].
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Amor Brejeiro (2012): Um bolero bem caboclo que expõe o lado romântico e maduro da artista[cite: 1, 2]. A canção foi parar nas telonas, selecionada pelo diretor Beto Brant para a trilha do filme Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios[cite: 1, 2]. Dona Onete até interpretou a música numa cena, marcando sua estreia no cinema nacional[cite: 1, 2].
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Banzeiro (2016): A música que dá nome ao segundo disco explica o “banzeiro”: aquele balanço forte das águas provocado pelas grandes embarcações ou pelos ventos fortes nos nossos rios[cite: 1, 2]. A batida foi tão contagiante que liderou as paradas de world music na Europa[cite: 1, 2]. A canção ainda ganhou uma regravação da cantora Daniela Mercury, que transformou a música num dos maiores hits do Carnaval de Salvador em 2018[cite: 1, 2].
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Bagaceira (2024): Composta aos 85 anos, essa música dá nome ao seu quarto álbum[cite: 1, 2]. A ideia fala daquela varrição no fim da festa ribeirinha, quando o sol já tá nascendo, o luxo acaba, mas a cambada continua dançando e misturando brega, lambada, banguê e guitarrada sem hora pra acabar[cite: 1, 2]. É muita pavulagem pra uma mulher só!
Discografia Completa
A produção fonográfica da artista é composta por álbuns de estúdio aclamados e colaborações pontuais:
| Ano | Título do Álbum/Obra | Formato | Produtora / Selo | Destaques |
| 2012 | Feitiço Caboclo | Álbum de Estúdio | Na Music / Mais Um Gringo | Álbum de estreia; inclui os sucessos “Jamburana” e “Amor Brejeiro”. Participação de Gaby Amarantos.3 |
| 2016 | Banzeiro | Álbum de Estúdio | AmpliCriativa / Na Music | Lançamento internacional; alcançou o 1º lugar no World Music Charts Europe.3 |
| 2017 | Bôto Namorador | Single | Som Livre | Lançado como single especial para a trilha da novela A Força do Querer.25 |
| 2017 | Jamburana (Remixes) | EP | Mais Um | Compilação de três faixas remixadas por produtores internacionais.25 |
| 2018 | Flor da Lua (Ao Vivo) | Álbum ao Vivo / DVD | AmpliCriativa | Registro em Belém com os principais sucessos de sua carreira.3 |
| 2019 | Rebujo | Álbum de Estúdio | AmpliCriativa / Mais Um | Álbum com forte carga eletrônica e ancestral. Eleito pela APCA entre os 25 melhores do ano. Participação de BNegão.3 |
| 2021 | Purakê (Álbum de Gaby Amarantos) | Participação Especial | Deck | Dona Onete atua como compositora e cantora convidada na faixa “Última Lágrima”, junto de Elza Soares e Alcione.4 |
| 2024 | Bagaceira | Álbum de Estúdio | AmpliDiversão / Três Selos | Quarto disco de inéditas, lançado nos 85 anos da cantora; mistura banguê, lambada e bolero. Participação de Félix Robatto.39 |
(Tabela elaborada a partir das fontes documentais que indexam sua produção fonográfica3).
Discografia Completa
A produção fonográfica da artista é composta por álbuns de estúdio aclamados e colaborações pontuais:
| Ano | Título do Álbum/Obra | Formato | Produtora / Selo | Destaques |
| 2012 | Feitiço Caboclo | Álbum de Estúdio | Na Music / Mais Um Gringo | Álbum de estreia; inclui os sucessos “Jamburana” e “Amor Brejeiro”. Participação de Gaby Amarantos.3 |
| 2016 | Banzeiro | Álbum de Estúdio | AmpliCriativa / Na Music | Lançamento internacional; alcançou o 1º lugar no World Music Charts Europe.3 |
| 2017 | Bôto Namorador | Single | Som Livre | Lançado como single especial para a trilha da novela A Força do Querer.25 |
| 2017 | Jamburana (Remixes) | EP | Mais Um | Compilação de três faixas remixadas por produtores internacionais.25 |
| 2018 | Flor da Lua (Ao Vivo) | Álbum ao Vivo / DVD | AmpliCriativa | Registro em Belém com os principais sucessos de sua carreira.3 |
| 2019 | Rebujo | Álbum de Estúdio | AmpliCriativa / Mais Um | Álbum com forte carga eletrônica e ancestral. Eleito pela APCA entre os 25 melhores do ano. Participação de BNegão.3 |
| 2021 | Purakê (Álbum de Gaby Amarantos) | Participação Especial | Deck | Dona Onete atua como compositora e cantora convidada na faixa “Última Lágrima”, junto de Elza Soares e Alcione.4 |
| 2024 | Bagaceira | Álbum de Estúdio | AmpliDiversão / Três Selos | Quarto disco de inéditas, lançado nos 85 anos da cantora; mistura banguê, lambada e bolero. Participação de Félix Robatto.39 |
(Tabela elaborada a partir das fontes documentais que indexam sua produção fonográfica3).
Prêmios
O reconhecimento acadêmico e institucional ratifica o legado deixado pela artista em prol da preservação cultural da Amazônia:
| Ano | Premiação / Honraria | Entidade Concedente | Motivo / Contexto |
| 2017 | Indicação ao Prêmio da Música Brasileira | Prêmio da Música Brasileira | Indicada na categoria Melhor Cantora Regional pelo álbum Banzeiro.4 |
| 2017 | Ordem do Mérito Cultural (Grau Comendador) | Presidência da República | Honraria máxima do Estado brasileiro à cultura, entregue em cerimônia no Palácio do Planalto.4 |
| 2019 | Prêmio APCA (Top 25 Melhores do Ano) | Associação Paulista de Críticos de Arte | Reconhecimento da excelência artística do disco Rebujo.4 |
| 2022 | Troféu Tradições | União Brasileira de Compositores (UBC) | Entregue no Theatro da Paz (Belém), coroando sua obra como compositora e mantenedora das tradições.4 |
| 2023 | Ocupação Dona Onete (Exposição) | Itaú Cultural (SP) e Museu do Pontal (RJ) | Homenagem museológica através de uma exposição imersiva com mais de 120 itens documentais e acervos de sua vida.47 |
| 2023 | Grande Homenageada – WME Awards | Women’s Music Event | Honraria máxima da premiação voltada exclusivamente a celebrar a força e a presença feminina no mercado musical.50 |
As “Polêmicas” e as Lutas da Nossa Rainha
Se tu fores procurar potoca e escândalo na vida da nossa mana Onete no mundo da música, tu não vais achar nada. Diferente dessa cambada de artista metida a merda, a vida pública dela não tem processos na justiça, falatório contra colegas ou rolos de dinheiro na indústria. O caminho dela foi sempre na maciota nesse sentido.
Mas te senta e olha o papo desse bicho, porque as “polêmicas” que forjaram a resistência da nossa artista são di rocha, enraizadas nas opressões da nossa sociedade:
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Embiocada pelo Carrancudo: Dentro de casa, o caboco do primeiro marido, Raimundo Nonato, fez a nossa rainha sofrer mais que cachorro de feira. Com um ciúme doentio do conteúdo poético das músicas, o cara era tão carrancudo que proibiu a mulher de cantar. Essa malineza calou a artista por 25 anos, um reflexo escroto do machismo daquela época.
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Furdunço na Alepa: Já na vida pública, a Onete meteu a cara no sindicato e provou que é pulso. Lá pelas décadas de 80 e 90, indignada com a situação, ela foi reivindicar um salário menos palha para os professores e liderou uma ocupação pacífica no prédio da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
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Rumpança do Estado: A resposta do governo foi pura rumpança e covardia. De madrugada, a polícia militar invadiu o prédio com cães. A nossa Onete e as outras professoras chegaram a apanhar mais do que vaca quando entra na roça, sendo agredidas e arrastadas pelas escadas num ato de pura repressão.
Toda essa história não é lero lero e tá selada nos registros de fundação do Sintepp e nas próprias entrevistas que ela deu. A bicha é o bicho e guerreira demais, então te orienta!
O Legado Maceta e a Importância Cultural da Nossa Rainha
O legado da Dona Onete para a cultura brasileira é uma parada muito cabeça[cite: 1, 2] e cheia de facetas. No mundo da música, ela fez uma verdadeira revolução. Ao criar o Carimbó Chamegado, a nossa mana[cite: 1] juntou a raiz acústica dos mestres lá do interior com a batida elétrica da guitarrada e do tecnobrega. Isso fez com que o nosso folclore pudesse pegar o beco[cite: 1, 2] direto pras pistas de dança de hoje em dia, mas sem perder a essência ribeirinha. Essa mistura só o filé[cite: 1, 2] garantiu a vida longa do carimbó e inspirou uma galera[cite: 1, 2] nova de artistas de peso, como Felipe Cordeiro, Lucas Estrela, Jaloo e Aíla.
Orgulho Caboco Sem Embaçamento
A contribuição dela pra nossa cultura amazônica é di rocha[cite: 1, 2] e tem um poder decolonial imenso. Ela bateu no peito e se recusou a higienizar o nosso linguajar! Compondo músicas que celebram nossos termos caboclos de verdade — como “pitiú”[cite: 1, 2], “mururé”, “banzeiro”, “jambu” —, Dona Onete fez uma verdadeira pavulagem[cite: 1, 2] da identidade nortista. Ela deu um chega pra lá na visão do sudeste, que sempre tentou fetichizar ou invisibilizar a nossa região. As letras dela são como arquivos orais vivos, guardando e valorizando a nossa flora, fauna e a encantaria marajoara. Muito firme[cite: 2]!
Derrubando a Potoca do Preconceito e do Machismo
Agora, quando o papo é a força da mulher e o combate ao preconceito de idade, a rumpança[cite: 2] foi grande! Historicamente, no carimbó tradicional, a mulher ficava ali meio de bubuia[cite: 1, 2], escanteada num papel de subordinação (costurando roupas ou só girando a saia), enquanto os cabocos[cite: 1, 2] mantinham os tambores e os vocais sob controle deles. Dona Onete quebrou esse vidro todo, assumindo a bronca como cantora principal, compositora e dona da bandalheira[cite: 2] toda de sua banda (que era formada por homens).
E te mete[cite: 1, 2] com a mulher: estreando profissionalmente na indústria aos 73 anos e alcançando o topo das paradas europeias aos 78, ela acabou com essa potoca[cite: 1, 2] de preconceito com a idade. A obra dela provou que a mulher idosa tem total direito à vaidade, a brilhar no palco, à liderança e ao desejo sexual manifesto! Pesquisadoras ladinas[cite: 2], como a ativista Zélia Amador de Deus e a pedagoga Josivana Rodrigues, cravam com certeza: Onete é a pedra fundamental na luta de gênero, raça e classe para a mulher amazônida.
Essa mulher definitivamente é o bicho[cite: 1, 2]!
16. Linha do Tempo
A evolução cronológica que sintetiza os principais marcos históricos da vida e carreira da artista:
| Ano | Evento | Importância / Contexto Histórico |
| 1939 | Nascimento em Cachoeira do Arari. | Primeira conexão com o Marajó, durante a era pré-segundo ciclo da borracha.1 |
| 1950 | Morte da mãe e mudança sob guarda da avó. | Imersão nas tradições das parteiras, encantarias e vida ribeirinha em Igarapé-Miri.4 |
| 1955 | Primeira atuação como professora auxiliar. | Início precoce no magistério para auxiliar a renda familiar.4 |
| 1958 | Casamento com R. Nonato e mudança para o interior. | Início de 25 anos de docência de História e de forte repressão artística por parte do marido.4 |
| 1983 | Participação no Conclat em São Bernardo do Campo (SP). | Engajamento profundo na política de esquerda; participação ativa na fundação da CUT.1 |
| 1988 | Fundação do Sintepp no Pará. | Liderança em prol dos direitos dos professores, marcada por greves e conflitos policiais.16 |
| 1996 | Assume como Secretária de Cultura de Igarapé-Miri. | Criação do grupo Canarana e da Casa Ribeirinha, institucionalizando o folclore local.1 |
| Anos 2000 | Divórcio, retorno a Belém e libertação artística. | Aproximação dos grupos Coletivo Rádio Cipó e Chamego Mirijoara; o surgimento público da alcunha “Dona Onete”.1 |
| 2006 | Estreia no festival Terruá Pará no Auditório Ibirapuera. | Aposta do produtor Carlos Eduardo Miranda, revelando-a para o mercado e a mídia do Sudeste.2 |
| 2012 | Lançamento do 1º álbum, Feitiço Caboclo. | Entrada formal na indústria fonográfica aos 73 anos, rompendo paradigmas etários.18 |
| 2017 | 1º Lugar no World Music Charts Europe. | O hit “Banzeiro” lidera as paradas europeias; no mesmo ano, é condecorada com a Ordem do Mérito Cultural.4 |
| 2019 | Show no Palco Sunset do Rock in Rio. | Lidera o espetáculo “Pará Pop”, atraindo os holofotes do maior festival do país para a defesa da Amazônia.31 |
| 2023 | Abertura da Ocupação Dona Onete. | Celebração museológica no Itaú Cultural (SP) e Museu do Pontal (RJ) chancelando sua vida acadêmica e artística.48 |
| 2024 | Lançamento do 4º álbum, Bagaceira. | Celebração dos seus 85 anos com 10 canções inéditas de carimbó, banguê e lambada.39 |
| 2025 | Show no festival Amazônia Live. | Apresenta-se em um palco flutuante no Rio Guamá com Mariah Carey, promovendo o debate ambiental rumo à COP30.29 |
Curiosidades Pai d’Égua da Nossa Rainha
Alguns causos[cite: 2] da vida da nossa artista mostram que ela é o bicho[cite: 1, 2] e cheia de folclore pessoal. Dá só uma olhada:
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Ladina na Literatura: A poesia e as lendas que a Dona Onete inventava na sala de aula eram tão bonitas que a neta dela, a pedagoga Josivana Rodrigues, não ficou de bubuia[cite: 2] e adaptou esse material pros livros. A parceria rendeu “A menina Onete: travessias e travessuras” (2013) e a coleção “Contos de Dona Onete” (2022). São historinhas macetas[cite: 1, 2] sobre a nossa fauna, como a disputa da iraúna e do japiim!
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Cozinhando lá na Caixa Prego: Nas turnês lá pra caixa prego[cite: 1, 2] da Europa, ela não ficava só de pavulagem[cite: 1, 2] nos palcos não. Quando batia a saudade da comida paraense lá em Londres, ela assumia as panelas e fazia nossas iguarias pra banda e pra equipe de fora[cite: 2]. Os gringos ficavam comendo até o tucupi[cite: 1, 2]!
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Nem com nojo de Tecnologia: Os clipes dela têm milhões de visualizações e a música “Bagaceira” fala até de assunto que “viralizou”. Mas olha o papo desse bicho[cite: 2]: ela mesma não curte tecnologia nem com nojo[cite: 1, 2]! Já falou sem embaçamento[cite: 2] que não acessa internet nem computador, mantendo só um celularzinho bem simples pra atender ligação de trabalho e da família. Ela acha essas modernidades muito palhas[cite: 2].
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Enrabichada pelo Caprichoso: Ela dá o maior valor pros mestres de boi-bumbá do Marajó (como o Mestre Fabico), mas a mana[cite: 1, 2] já declarou di rocha[cite: 1, 2] que é torcedora apaixonada do Boi Caprichoso de Parintins! Ela faz questão de se vestir de azul pra homenagear as toadas[cite: 1, 2] que influenciam tanto o seu ritmo. Te mete[cite: 1, 2] com essa mulher!
Referências citadas
- Biografia de Dona Onete, a Diva do Carimbó | PDF – Scribd, https://pt.scribd.com/document/849000870/Biografia-d-onete
- Dona Onete – Enciclopédia Itaú Cultural, https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/64119-dona-onete
- Dona Onete – Dicionário Cravo Albin, https://dicionariompb.com.br/artista/dona-onete/
- Territórios: triângulo de vida – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/territorios-triangulo-de-vida/
- Cachoeira do Arari, https://www.fapespa.pa.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/Cachoeira-do-Arari.pdf
- A impressionante história da vida de DONA ONETE: a Rainha do Carimbó | MULHERES ADMIRÁVEIS – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=NylNqlSWLaU
- “Para nós, tudo é rio” – Revista Continente, https://revistacontinente.com.br/edicoes/226/rpara-nos–tudo-e-rior
- Fé e encantarias – Dona Onete – Ocupação, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/fe-e-encantarias/
- Dona Onete – Boto Namorador (A Força do Querer Vol. 1 – Áudio Oficial) – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=HVZca6nmZsc
- O FEITIÇO CABOCLO DE DONA ONETE: UM OLHAR ETNOMUSICOLÓGICO SOBRE A TRAJETÓRIA DO CARIMBÓ CHAMEGADO, DE IGARAPÉ-MIRI A BELÉ – Cotas – Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, https://www.cotas.org.br/files/downloads/12/Dona%20Onete%20e%20o%20carimb%C3%B3%20chamegado%20um%20olhar%20etnomusicol%C3%B3gico%20sobre%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20de%20um%20novo%20estilo%20musical.pdf
- A diva do carimbó – Choro Jazz, https://chorojazz.com/assets/pdf/Dona%20Onete.pdf
- Dissertação de mestrado resgata as memórias da professora Dona Onete – Rádio Nacional, https://radionacional.ebc.com.br/programas/mosaico/dissertacao-de-mestrado-resgata-as-memorias-da-professora-dona-onete
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA ARTE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES – Repositório Institucional da UFPA, https://repositorio.ufpa.br/bitstreams/6e7e679c-35de-4e28-9e4d-51774882670d/download
- UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO, LINGUAGENS E CULTURA RAIMUNDA BERENICE PINHEIRO CARDOSO – Mestrados e Doutorados, https://mestrado-doutorado.unama.br/tenancy/assets/courses/qIL2pgQE39bMUmmeAE/files/1742570436.pdf
- o cinema e o audiovisual do pará – repositorio ufmg, https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/58827/1/tese%20cinema%20e%20o%20audiovisual%20do%20para_ramiro%20quaresma.pdf
- Faceira – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/faceira/
- Entre banzeiros e remansos:, https://repositorio.ufpa.br/bitstreams/39480ab6-487a-4d2d-9789-72f6d804080e/download
- Aos 81 anos, Dona Onete mostra como é importante ouvir seus dons artísticos e leva o Pará para o mundo – Blog da El Cabriton, https://blog.elcabriton.com/2021/05/03/dona-onete/
- Com novo disco, Dona Onete chega aos 85 anos em festa: ‘Você dança, o sol nasce e a bagaceira ainda não terminou’ | G1, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/06/18/com-novo-disco-dona-onete-chega-aos-85-anos-em-festa-voce-danca-o-sol-nasce-e-a-bagaceira-ainda-nao-terminou.ghtml
- Rainha do Carimbó Chamegado – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/rainha-do-carimbo-chamegado/
- “REBUJO”: DONA ONETE lança novo álbum no Circo BVoador com participação de BNegão | ARTECULT.COM, https://artecult.com/2019-dona-onete-no-circo-voador/
- Ionete da Silveira Gama, ou Dona Onete, é conhecida como a diva do Carimbó Chamegado, http://www.conteudopublicacoes.com.br/natura2/assets/donaonete_release.pdf
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- Feitiço Caboclo — álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/br/album/feiti%C3%A7o-caboclo/719322117
- Álbuns e discografia de Dona Onete – Last.fm, https://www.last.fm/pt/music/Dona+Onete/+albums
- Dona Onete é homenageada em exposição em São Paulo, https://amazonasatual.com.br/dona-onete-e-homenageada-em-exposicao-em-sao-paulo/
- Rebujo — álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/br/album/rebujo/1462721927
- Purakê – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Purak%C3%AA
- Vale, presente na COP30, patrocina Amazônia Live com show de Mariah Carey, em Belém, dia 17/09 – Portal Guarany Júnior, https://www.guaranyjunior.com.br/2025/09/13/cop30-patrocina-amazonia-live-com-show-de-mariah-carey-em-belem/
- AO VIVO: veja como assistir ao Amazônia Live, com shows de Mariah Carey, Dona Onete e mais | TMDQA!, https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2025/09/17/assistir-amazonia-live-mariah-carey/
- Dona Onete se apresenta ao lado de artistas paraenses no Rock in Rio, https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2019/02/27/interna_diversao_arte,740054/para-pop-no-palco-sunset-do-rock-in-rio.shtml
- Carimbó, manifestação cultural que retrata a identidade do povo paraense – Brasil de Fato, https://www.brasildefato.com.br/podcast/mosaico-cultural/2017/02/24/carimbo-manifestacao-cultural-que-retrata-a-identidade-do-povo-paraense/
- Dona Onete é a grande estrela de homenagem do Museu do Pontal ao Pará – VEJA RIO, https://vejario.abril.com.br/programe-se/dona-onete-estrela-homenagem-museu-do-pontal-para/
- #DonaOnete: A rainha do carimbó chamegado na segunda edição, https://www.uranrodrigues.com/donaonete-a-rainha-do-carimbo-chamegado-na-segunda-edicao-do-festival-radioca/
- Antes de cantar o Pará, dona Onete foi por 25 anos professora – Revista Educação, https://revistaeducacao.com.br/2023/04/24/dona-onete-professora/
- Ao completar 85 anos Dona Onete lança “Bagaceira”, seu quarto álbum, exalando vitalidade, bom humor e diversidade – Farofafá, https://farofafa.com.br/2024/06/18/ao-completar-85-anos-dona-onete-lanca-bagaceira-seu-quarto-album-exalando-vitalidade-bom-humor-e-diversidade/
- Conversa com Bial. Dona Onete canta “O Boto Namorador das Águas de Maiuatá” – Globoplay, https://globoplay.globo.com/v/6786418/
- Uma onda que vem do Pará: Conheça o ritmo quente que embala nova novela – 12/04/2017, https://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/12/uma-onda-que-vem-do-para-conheca-o-ritmo-quente-que-embala-nova-novela.htm
- Bagaceira — álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/br/album/bagaceira/1746171226
- “BAGACEIRA”: Natura Musical apresenta novo projeto Dona Onete que conta com 10 faixas inéditas – Rolling Stone Brasil, https://rollingstone.com.br/musica/bagaceira-natura-musical-apresenta-novo-projeto-dona-onete-que-conta-com-10-faixas-ineditas/
- Banzeiro — álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/br/album/banzeiro/1122830762
- INSTRUMENTAL: Edinalva – A FORÇA DE QUERER (Boto Namorador – Dona Onete), https://www.youtube.com/watch?v=Z5imk1jlI8o
- Rebujo – Álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/es/album/rebujo/1677836136
- Dona Onete – Bagaceira – Discogs, https://www.discogs.com/pt_BR/release/32194821-Dona-Onete-Bagaceira
- ‘Bagaceira’, álbum de Dona Onete é lançado em vinil – Revista Prosa Verso e Arte, https://www.revistaprosaversoearte.com/bagaceira-album-de-dona-onete-e-lancado-em-vinil/
- Lista de agraciados na Ordem do Mérito Cultural – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_agraciados_na_Ordem_do_M%C3%A9rito_Cultural
- Ocupação Dona Onete – Museu do Pontal, https://museudopontal.org.br/exposicao/ocupacao-dona-onete/
- Ocupação Dona Onete leva a cultura do Pará ao Itaú Cultural (SP) – VEJA RIO, https://vejario.abril.com.br/coluna/fabiane-pereira/ocupacao-dona-onete-leva-a-cultura-do-para-ao-itau-cultural-sp/
- Relembre as “Ocupações” que passaram pelo IC em 2023 – Itaú Cultural, https://www.itaucultural.org.br/secoes/noticias/relembre-as-ocupacoes-que-passaram-pelo-ic-em-2023
- https://billboard.com.br/dona-onete-cantava-na-beira-do-rio-para-os-botos-e-tornou-se-sindicalista/#:~:text=Dona%20Onete%20foi%20a%20artista,nos%20bastidores%20e%20na%20produ%C3%A7%C3%A3o.
- Prêmio WME Awards homenageará Dona Onete, importante voz da, https://gazetadasemana.com.br/noticia/148553/premio-wme-awards-homenageara-dona-onete-importante-voz-da-musica-brasileira
- 7º WME Awards homenageará Rita Lee e Dona Onete, https://musicnonstop.uol.com.br/wme-awards-7/
- Felix Robatto – Apple Music, https://music.apple.com/us/artist/felix-robatto/995012034
- Pará Pop: Fafá de Belém, Dona Onete, Gaby Amarantos e Jaloo no Rock in Rio, https://amauryjr.blog.bol.uol.com.br/2019/10/04/para-pop-fafa-de-belem-dona-onete-gaby-amarantos-e-jaloo-no-rock-in-rio/
- Edyr Augusto e Dona Onete são homenageados na Feira do Livro – DOL, https://dol.com.br/entretenimento/cultura/768503/edyr-augusto-e-dona-onete-sao-homenageados-na-feira-do-livro
- Review: Novo álbum de Dona Onete é festa pura, https://musicnonstop.uol.com.br/dona-onete-bagaceira/
- Rock in Rio 2019: Com Dona Onete, Fafá de Belém e Gaby Amarantos, Pará Pop faz uma festa de carimbó em prol da Amazônia – Rolling Stone Brasil, https://rollingstone.com.br/rock-in-rio/rock-rio-2019-com-dona-onete-fafa-de-belem-e-gaby-amarantos-para-pop-faz-uma-festa-de-carimbo-em-prol-da-amazonia/
- “Ocupação Dona Onete” leva a história da artista paraense ao Museu do Pontal, https://www.itaucultural.org.br/secoes/agenda-cultural/ocupacao-dona-onete-leva-a-historia-da-artista-paraense-ao-museu-do-pontal
- A luta em festa na ‘Bagaceira’ de Dona Onete – Nonada Jornalismo, https://www.nonada.com.br/2024/06/a-luta-em-festa-na-bagaceira-de-dona-onete/






