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sexta-feira, julho 31, 2026

Reportagem Especial: A Verdadeira História de Dona Onete

EntretenimentoReportagem Especial: A Verdadeira História de Dona Onete

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE DONA ONETE: SÓ O FILÉ!

Tu já ouviste o papo desse bicho? A trajetória da Ionete da Silveira Gama, que a gente conhece carinhosamente como Dona Onete, se mistura todinha com a cultura da nossa Amazônia. A mulher é simplesmente a nossa “Rainha do Carimbó Chamegado”. Ela nasceu no dia 18 de junho de 1939, bem ali no município de Cachoeira do Arari, no meio da imensidão da Ilha do Marajó.

A pequena sempre foi de lutar e cresceu à pulso. Ela foi professora, sindicalista, pesquisadora, cantora e compositora. Essa caboca ladina não aceitou as regras do mercado, mandou o machismo e o preconceito por idade pegarem o beco e estourou no mundo inteiro depois dos 70 anos de idade. É de cair o cu da bunda, de tão espetacular! Ela meteu a cara e não ficou de lero lero não, mostrou pra todo mundo quem manda.

Naquela época que ela nasceu, o bicho tava pegando. Em 1939, o mundo tava na Segunda Guerra Mundial, e no ano seguinte, começou o segundo ciclo da borracha aqui na Amazônia. O governo mandou uma cambada de gente pra trabalhar nos seringais, e o nosso Pará ficou conhecido como um “Novo Eldorado”, todo mundo achando que ia ficar buiado. A cidade dela, Cachoeira do Arari, tava se ajeitando das rumpanças do tempo da Cabanagem. A galera de lá vivia muito do gado e do extrativismo, sempre pelas beiradas dos rios, que era por onde o povo ribeirinho se virava.

Foi no meio desse mundão de água e floresta que essa mulher porruda começou a sua vida, traduzindo a força dos rios, as lendas marajoaras e o dia a dia suado do trabalhador pra música. Ficou uma parada daora demais, que saiu daqui e foi parar nos maiores palcos do mundo! Essa é só o filé!

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE DONA ONETE: SÓ O FILÉ!

Tu já ouviste o papo desse bicho? A trajetória da Ionete da Silveira Gama, que a gente conhece carinhosamente como Dona Onete, se mistura todinha com a cultura da nossa Amazônia. A mulher é simplesmente a nossa “Rainha do Carimbó Chamegado”. Ela nasceu no dia 18 de junho de 1939, bem ali no município de Cachoeira do Arari, no meio da imensidão da Ilha do Marajó.

A pequena sempre foi de lutar e cresceu à pulso. Ela foi professora, sindicalista, pesquisadora, cantora e compositora. Essa caboca ladina não aceitou as regras do mercado, mandou o machismo e o preconceito por idade pegarem o beco e estourou no mundo inteiro depois dos 70 anos de idade. É de cair o cu da bunda, de tão espetacular! Ela meteu a cara e não ficou de lero lero não, mostrou pra todo mundo quem manda.

Naquela época que ela nasceu, o bicho tava pegando. Em 1939, o mundo tava na Segunda Guerra Mundial, e no ano seguinte, começou o segundo ciclo da borracha aqui na Amazônia. O governo mandou uma cambada de gente pra trabalhar nos seringais, e o nosso Pará ficou conhecido como um “Novo Eldorado”, todo mundo achando que ia ficar buiado. A cidade dela, Cachoeira do Arari, tava se ajeitando das rumpanças do tempo da Cabanagem. A galera de lá vivia muito do gado e do extrativismo, sempre pelas beiradas dos rios, que era por onde o povo ribeirinho se virava.

Foi no meio desse mundão de água e floresta que essa mulher porruda começou a sua vida, traduzindo a força dos rios, as lendas marajoaras e o dia a dia suado do trabalhador pra música. Ficou uma parada daora demais, que saiu daqui e foi parar nos maiores palcos do mundo! Essa é só o filé!

A INFÂNCIA DA RAINHA: DE BELÉM AO INTERIOR

Os primeiros anos da pequena Ionete foram divididos entre a capital e o interior do caboclo autêntico. Bem ali, pelos quatro anos de idade, ela e a família pegaram o beco pra Belém e foram morar na Pedreira. Se tu manja da nossa história, sabe que esse bairro é o verdadeiro reduto do samba e da boemia do Pará.

Foi nesse lugar pai d’égua que ela fez os estudos primários, lá nas escolas públicas Justo Chermont e Dr. Freitas, indo até a 5ª série entre os anos de 1950 e 1955.

Mas olha já se essa menina ia ficar embiocada na cidade grande durante as férias escolares! Ela ia lá pra caixa prego, passar os dias com a avó Quitéria no Rio das Flores, lá pelas bandas de Igarapé-Miri.

MÚSICA E LENDAS NA BEIRA DO RIO

Foi nessas beiradas de rio que a cunhã começou a fazer estripulia e teve seus primeiros contatos com a música. A bichinha era ladina, pegava flor e fruto de jambo-rosa e jogava na água pra ficar de bubuia e chamar os botos. Sentada no barranco, ela cantava as serestas da Dalva de Oliveira e Emilinha Borba, e os bichos do rio ficavam tudo de butuca, só espiando a plateia aquática dela.

Toda aquela história de visagem e as lendas do boto que vira moço bonito vestido de branco só pra mundiar as mulheres mexeram com a mente da menina e ficaram gravadas na cabeça dela pra sempre.

O SOM QUE FORMOU A MATRIARCA

A menina não tinha lerdeza pra cultura não. Desde os quatro anos, ela já se metia nos furdunços das festas tradicionais e manifestações católicas, como as “Pastorinhas”. Nas encenações de Natal, ela assumia qualquer papel:

  • Fazia de pastora seguindo a caravana pra Belém da Judeia.

  • Fazia até o guarda do Rei Herodes na Paixão de Cristo.

O som que tocava na infância dessa caboca era só o filé! A musicalidade dela foi formada por uma mistura gigante que tinha:

  • O carimbó de raiz indígena e negra.

  • O boi-bumbá marajoara.

  • O samba de raiz lá do bairro da Pedreira.

  • Ritmos antigos muito bacanas como o siriá, o lundu e o banguê (aquele estilo de percussão que veio dos escravizados das lavouras de cana-de-açúcar).

Já dava pra ver que essa pequena ia estourar no mundo, né não?!

A Juventude Pai d’Égua e a Luta da Nossa Ionete

A transição pra vida adulta da Ionete foi rapidola e ela não ficou de touca, logo teve que dar teus pulos pra ajudar a família, que tava numa situação ralada. Já com 16 anos, lá por 1955, ela pegou o beco pro magistério, sendo auxiliar do tio Mailson numa escolinha que funcionava na casa dele, bem ali em Igarapé-Miri.

Com 19 anos, em 1958, a vida da moça deu uma guinada e ela de rocha firmou caminho: casou com o Raimundo Nonato e ficou de vez por Igarapé-Miri. O casório durou uns 25 anos e rendeu dois curumins pra encher a casa: o Renato e a Silvana.

Uma Professora Muito Cabeça

Durante todo esse tempo, a Ionete foi se formando e provando que era muito cabeça. Ela manja muito do que faz e deu aula de História e Estudos Paraenses por 25 anos, virando um destaque na Escola Aristóteles Emiliano de Castro. A bicha era tão safo que inventou uma parada chamada “etnopedagogia”: ela não ficava no lero lero, pegava o folclore, as lendas mirienses e as toadas da nossa Amazônia e levava pra dentro da sala de aula pra mundiar a galera. Era só o filé!

O Furdunço e a Luta Sindical

Mas tu achas que ela ficava só de bubuia? Mas quando! Na época braba da Ditadura (entre os anos 60 e 80), ela ficou impinimada com o descaso dos políticos, os salários muito palhas e as escolas caindo aos pedaços. Meteu a cara na militância, não arredou o pé e foi uma das fundadoras do Sintepp.

Ela era queixo e peitava tudo. Numa greve e ocupação na Alepa, o clima esquentou de verdade: a polícia invadiu de madrugada com cachorro e tudo; a Ionete e outras professoras foram arrastadas pela escada, levando a maior pisa, uma verdadeira malineza e covardia do Estado. Mas ela não se escafedeu-se não. Em 1983, a bicha viajou quatro dias num estirão de ônibus de Belém até a caixa prego de São Bernardo do Campo (SP) pra lutar muito e garantir que a associação de professores do interior do Pará entrasse na fundação da CUT.

Pra fechar o pacote, lá pelo início dos anos 80, ela entrou pro PT, fez jingle pras campanhas em Igarapé-Miri e lutou com unhas e dentes pelo cultivo do nosso açaí. Essa mulher é o bicho, mano!

Aqui está o artigo reescrito com todo o tempero e o linguajar pai d’égua da nossa terra, pronto pra subir no Ver-o-Peso.com:

O Nascimento da Nossa Rainha Dona Onete

O nascimento da nossa Dona Onete como artista di rocha tem tudo a ver com a libertação da mana[cite: 1, 2]. Desde novinha, a Ionete já era muito cabeça, compunha carimbó, banguê e bolero, tudo inspirado nos lero lero ribeirinhos e nos causos da nossa terra[cite: 1, 2].

Mas te conto uma: durante os 25 anos que ela passou casada com o primeiro marido, o Raimundo Nonato, a bicha sofreu[cite: 1, 2]. O caboco era muito carrancudo e ciumento, tinha cisma das letras poéticas e maliciosas dela[cite: 1, 2]. Ele proibiu a mana de soltar a voz e de ir atrás de ser artista[cite: 1, 2]. Pensa numa malineza[cite: 1, 2]!

O “Espoca Fora” e o Renascimento no Ver-o-Peso

Mas depois que ela deu um espoca fora no casamento e se divorciou, a vida mudou da água pro vinho[cite: 1, 2]. Já aposentada, com seus 62 anos de idade, ela pegou o beco e voltou pra Belém, lá pras bandas da Pedreira[cite: 1, 2]. Livre daquela consumição, ela resolveu se empiriquitada toda[cite: 1, 2].

A própria disse que cortou as calças jeans velhas pra fazer shortinho, meteu uma sandália plataforma, passou um batom vermelho bem chamativo e foi perambular no nosso Mercado do Ver-o-Peso, cheia de pavulagem, pra ver se ainda dava um caldo[cite: 1, 2]. Os peixeiros de lá ficaram pagando! Eles só conheciam ela como a mulher submissa do Nonato e tomaram o maior susto, ulha[cite: 1, 2]!

A Descoberta da Cunhã com Voz Teba

A parada de virar cantora profissional foi na pura maciota, por acaso mesmo[cite: 1, 2]. Um dia ela tava embiocada em casa cantando sozinha, quando um grupo de carimbó que ensaiava do outro lado da rua ficou de butuca ouvindo a voz potente dela[cite: 1, 2]. Os rapazes achavam que era uma cunhantã cantando, mas quando foram lá na porta, deram de cara com uma senhora de idade[cite: 1, 2]. Égua da surpresa[cite: 1, 2]!

No começo, ela ficou meio encabulada e com o cu na mão de aceitar o convite, com medo da galera frescar por causa da idade, mas o atual parceiro dela mandou a real: te vira, vai logo pra não ficar mofina e doente aí na rede[cite: 1, 2]. Dois dias depois, outro convite selou a parada de rocha[cite: 1, 2].

A Rainha do Underground Paraense

Foi no meio do furdunço dos grupos folclóricos, tipo o Raízes do Cafezal e depois o Chamego Mirijoara, que o apelido “Dona Onete” pegou naturalmente[cite: 1, 2]. Ela começou a cantar pelos bares de Belém, como o Bar Suburbana, e a galera mais nova começou a arreparar na presença magnética dela[cite: 1, 2].

Lá no começo dos anos 2000, o grupo Coletivo Rádio Cipó, que misturava rock com as toadas regionais, descobriu a nossa rainha[cite: 1, 2]. Essa juventude abriu as portas dos palcos underground de Belém pra ela, e de convidada ela passou rapidola a ser a porta-voz do movimento musical independente da região[cite: 1, 2]. O sucesso dela é só o filé[cite: 1, 2]!

A Carreira que Demorou, mas Espocou Di Rocha!

A nossa Dona Onete demorou um bocado pra gravar seu primeiro disco, e a culpa foi daquele primeiro marido carrancudo[cite: 1, 2] e machista, além das barreiras da própria indústria da música que tinha frescura e só queria saber de juventude. Antes de virar a rainha que é, a mana[cite: 1, 2] era peitada[cite: 2] nas salas de aula, na militância sindical e na gestão cultural. Lá em 1996, ela atuou como Secretária de Cultura de Igarapé-Miri, fundando o Grupo Folclórico Canarana e a Casa Ribeirinha pra não deixar nossas manifestações tradicionais se escafederem[cite: 1, 2].

A parada começou a ficar daora[cite: 1, 2] pro Brasil todo ver em 2006, por causa do festival Terruá Pará. O projeto foi ideia do Ney Messias, que mandava na Funtelpa, querendo mandar a nossa música lá pra caixa prego[cite: 1, 2], ou seja, exportar pro resto do país. Pra escolher quem ia tocar, chamaram uns caras muito cabeças[cite: 1, 2]: os produtores musicais Carlos Eduardo Miranda (famoso no rock dos anos 90) e o Pena Schmidt.

Mundiando o Povo Lá Pra Baixo

Durante as audições bem aqui por Belém, o Miranda ficou de butuca[cite: 2] ouvindo a Dona Onete cantar. O caboco ficou pagando[cite: 2] com a originalidade da poesia e a força da mulher! Contrariando a lógica comercial, o produtor gaúcho bancou a nossa artista idosa no projeto e chamou ela pra abrir o show no prestigiado Auditório Ibirapuera, lá em São Paulo.

Lá no palco paulista, sentadinha numa poltrona, Dona Onete cantou à capela acompanhada só pelos batuques, e conseguiu mundiar[cite: 2] a plateia e os críticos lá do Sudeste. A partir desse dia, já era[cite: 1, 2]! Com o apoio selado[cite: 1, 2] do Miranda e o direcionamento musical do pesquisador Pio Lobato (que manja[cite: 1, 2] muito de guitarra), a carreira dela pegou o beco[cite: 1, 2] dos bares de Belém e invadiu o mercado nacional. Essa mulher é o bicho[cite: 1, 2]!

A Carreira que Demorou, mas Espocou Di Rocha!

A nossa Dona Onete demorou um bocado pra gravar seu primeiro disco, e a culpa foi daquele primeiro marido carrancudo[cite: 1, 2] e machista, além das barreiras da própria indústria da música que tinha frescura e só queria saber de juventude. Antes de virar a rainha que é, a mana[cite: 1, 2] era peitada[cite: 2] nas salas de aula, na militância sindical e na gestão cultural. Lá em 1996, ela atuou como Secretária de Cultura de Igarapé-Miri, fundando o Grupo Folclórico Canarana e a Casa Ribeirinha pra não deixar nossas manifestações tradicionais se escafederem[cite: 1, 2].

A parada começou a ficar daora[cite: 1, 2] pro Brasil todo ver em 2006, por causa do festival Terruá Pará. O projeto foi ideia do Ney Messias, que mandava na Funtelpa, querendo mandar a nossa música lá pra caixa prego[cite: 1, 2], ou seja, exportar pro resto do país. Pra escolher quem ia tocar, chamaram uns caras muito cabeças[cite: 1, 2]: os produtores musicais Carlos Eduardo Miranda (famoso no rock dos anos 90) e o Pena Schmidt.

Mundiando o Povo Lá Pra Baixo

Durante as audições bem aqui por Belém, o Miranda ficou de butuca[cite: 2] ouvindo a Dona Onete cantar. O caboco ficou pagando[cite: 2] com a originalidade da poesia e a força da mulher! Contrariando a lógica comercial, o produtor gaúcho bancou a nossa artista idosa no projeto e chamou ela pra abrir o show no prestigiado Auditório Ibirapuera, lá em São Paulo.

Lá no palco paulista, sentadinha numa poltrona, Dona Onete cantou à capela acompanhada só pelos batuques, e conseguiu mundiar[cite: 2] a plateia e os críticos lá do Sudeste. A partir desse dia, já era[cite: 1, 2]! Com o apoio selado[cite: 1, 2] do Miranda e o direcionamento musical do pesquisador Pio Lobato (que manja[cite: 1, 2] muito de guitarra), a carreira dela pegou o beco[cite: 1, 2] dos bares de Belém e invadiu o mercado nacional. Essa mulher é o bicho[cite: 1, 2]!

O Primeiro Álbum: Um Feitiço Caboclo Pai d’Égua!

O salto definitivo pra nossa rainha virar artista profissional di rocha[cite: 2] ocorreu lá em 2012. Foi quando a Dona Onete, já com seus 73 anos de idade, lançou seu primeiro disco de estúdio: o famoso Feitiço Caboclo.

O processo de gravação foi comandado pelo produtor musical e cantor paraense Marco André. O cara ficou pagando[cite: 2] e se encantou com a artista depois de ver a mana[cite: 1, 2] abrir um show do percussionista Naná Vasconcelos, em 2011. O álbum foi gravado com a base instrumental do Trio Manari e do guitarrista Pio Lobato. O repertório, com 11 faixas, trouxe composições inteiramente dela, com uma poesia madura, irônica e super ligada ao nosso dia a dia aqui na Amazônia. As músicas que mais chamaram atenção foram “Jamburana”, “Moreno Morenado” e “Proposta Indecente”. Égua, só o filé[cite: 1, 2]!

Acabando com a Frescura e Quebrando Tabus

A recepção da crítica foi um verdadeiro deslumbramento, acharam o trabalho muito firme[cite: 2]. Os jornalistas musicais e antropólogos ressaltaram como as letras desafiavam aquele preconceito palha com a idade, falando de libido, amor e atração física com uma malícia que se recusava a aceitar a imagem da mulher idosa como um ser assexuado e puritano. Ela mostrou que não tem nada de lesa[cite: 1, 2]!

O público abraçou o disco com força e o impacto na música paraense foi maceta[cite: 1, 2]: Feitiço Caboclo provou que o carimbó autoral tradicional, quando ganha arranjos modernos e letras ousadas, tinha viabilidade comercial tanto no Brasil quanto lá pra caixa prego[cite: 1, 2], lá no exterior. E pra coroar o sucesso, já era[cite: 1, 2]: em 2014, o álbum ganhou distribuição internacional pelo selo britânico Mais Um Gringo Records.

O Mundo Rendido à Nossa Rainha: A Consagração!

A consagração de Dona Onete transformou a nossa mana numa verdadeira embaixadora global da cultura amazônica. Depois que ela lançou seu segundo disco, o Banzeiro, lá em 2016, a bicha pegou o beco e foi fazer extensas turnês internacionais. E nem te conto: os ingressos esgotaram em dezenas de países! A galera fez fila lá na França, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Bélgica, Portugal, Argentina e até nos Estados Unidos. Égua, muito firme[cite: 2]!

Furdunço e Muito Carimbó Lá na Gringa

A nossa rainha tocou nos festivais mais macetas lá pra caixa prego, incluindo o Womad (que foi idealizado pelo Peter Gabriel) no Reino Unido, o FIFBA em Buenos Aires, o Rudolstadt na Alemanha, o Zwarte Cross na Holanda e o WorldWide na França. Em novembro de 2016, lá no Elabash City Hall, em Nova York, ela foi aplaudida de pé por lendas como Caetano Veloso e David Byrne. A plateia ficou pagando com o talento dela!

O sucesso na Europa foi tamanho que, no verão de 2017, a parada atingiu o ápice. Nos meses de junho e julho, a música “Banzeiro” entrou no World Music Charts Europe, subindo até bater o primeiríssimo lugar em agosto! Dona Onete foi a única artista brasileira no Top 20 europeu naquela época, provando que é só o filé. Pra completar a pavulagem, ela foi capa da revista britânica Songlines e gravou até pro National Geographic e pra BBC de Londres.

Brocando no Brasil (e até com a Mariah Carey!)

Aqui nas nossas terras, o sucesso já tava selado. Ela entrou pro coração da MPB contemporânea: abriu shows da Gal Costa, dividiu a voz com a Elza Soares e a Alcione, teve música gravada pela Daniela Mercury e Fafá de Belém, além de mandar brasa com a Gaby Amarantos e o BNegão.

O auge nacional? Foi liderar o “Pará Pop” no Palco Sunset do Rock in Rio 2019. E pra quem acha que parou por aí, te mete: em 2025, no festival Amazônia Live, montado sobre as águas do nosso Rio Guamá em Belém pra preparação da COP30, a nossa parente[cite: 2] dividiu o palco nada mais, nada menos do que com a diva norte-americana Mariah Carey! Dona Onete é o bicho!

O Furdunço do Carimbó Chamegado da Dona Onete

A nossa mana[cite: 1, 2] Dona Onete não ficou só de bubuia[cite: 1, 2] preservando o folclore não; a bicha meteu a cara e inventou logo um subgênero musical todinho dela: o famoso “Carimbó Chamegado”. Égua da mulher pai d’égua[cite: 1, 2]!

Pra tu entenderes o causo[cite: 2], historicamente o carimbó era dividido. Tinha a vertente “pau e corda”, aquele som purista lá da Zona do Salgado (como Marapanim e Curuçá), liderado pelo grande Mestre Verequete. Do outro lado, tinha o carimbó “moderno”, aquele que o Pinduca eletrificou lá nos anos 1970. Mas a Dona Onete, que é muito cabeça[cite: 1, 2], criou o seu próprio estilo baseada na geografia de onde ela se criou: a nossa região do Baixo Tocantins.

Um Som com a Cara das Nossas Águas

O caboco ladino[cite: 2] e etnomusicólogo Patrich Depailler (lá da UFPA) explicou tudinho numa dissertação em 2014: diferente daquela batida acelerada do oceano que tem no carimbó do Salgado, a música da Onete reflete as águas doces, lentas e sinuosas dos rios de Igarapé-Miri. É um andamento mais cadenciado, cheio de malícia. Pra criar esse som maceta[cite: 1, 2], ela misturou o carimbó com o bolero caribenho, o lundu, o banguê, o siriá, o tambor de nagô e até as toadas[cite: 1, 2] de boi-bumbá. Ficou só o filé[cite: 1, 2]!

O Chamego e a Dança Agarradinha

A expressão vem do nosso puro vocabulário caboco[cite: 1, 2]. Como a própria Onete fala sem embaçamento: “O pessoal de Igarapé-Miri é: minha preta, minha rosa. É um chamego que a gente tem. Chamego é beijo na boca, chamego é cafuné, chamego é abraço apertado”.

Na hora do furdunço[cite: 2] e da pista de dança, o chamegado quebra a regra da tradicional roda solta. A galera não fica longe não, os casais dançam com os corpos colados, bem na ilharga[cite: 1, 2] um do outro, bem agarradinhos. A importância desse estilo pra nossa cultura é que ele moderniza a tradição ribeirinha, criando um ritmo híbrido que conversa perfeitamente com os instrumentos elétricos da guitarrada, mas sem deixar de lado a poesia das nossas águas. De rocha[cite: 1, 2], é bom demais!

Os Sucessos Macetas da Nossa Rainha!

A obra da nossa mana Dona Onete é um verdadeiro furdunço, passando das 300 canções compostas[cite: 1, 2]. Bora dar uma espiada nos principais sucessos dessa mulher que é o bicho[cite: 1, 2]:

  • Jamburana (2012): Lançada lá no disco Feitiço Caboclo, essa música virou um hino moderno do nosso Pará[cite: 1, 2]. A inspiração veio do jambu, aquela erva do nosso tacacá que deixa a boca da gente dormente[cite: 1, 2]. Ela pegou o tremor do jambu e fez uma poesia afrodisíaca e pai d’égua, dizendo que “a boca fica muito louca”[cite: 1, 2]. A repercussão foi massiva porque a música conectou a nossa comida tradicional com a batida do tecnobrega das periferias de Belém[cite: 1, 2]. Só o filé!

  • No Meio do Pitiú (2016): Integrante do álbum Banzeiro, essa aqui mudou a visão da galera sobre o nosso Mercado do Ver-o-Peso[cite: 1, 2]. O “pitiú”, aquele cheiro forte de peixe fresco e maresia, era usado pelos metidos a merda pra humilhar o trabalhador ribeirinho[cite: 1, 2]. Mas ela transformou o pitiú no cenário de um flerte apaixonado, devolvendo o orgulho e a dignidade pro nosso povo[cite: 1, 2]. Com os arranjos de metais e guitarras do Pio Lobato, foi um sucesso comercial selado[cite: 1, 2].

  • Boto Namorador (2016/2017): Inspirada nas lendas e potocas que ela ouvia na infância lá em Rio das Flores, a letra narra o mito do boto cor-de-rosa que vira homem de terno branco na maré cheia pra seduzir as caboclas nas festas[cite: 1, 2]. O sucesso foi tão estrondoso que entrou na trilha da novela A Força do Querer (da Globo, em 2017), servindo de tema pra personagem Edinalva[cite: 1, 2]. Isso botou o carimbó chamegado todo dia na casa dos brasileiros[cite: 1, 2].

  • Amor Brejeiro (2012): Um bolero bem caboclo que expõe o lado romântico e maduro da artista[cite: 1, 2]. A canção foi parar nas telonas, selecionada pelo diretor Beto Brant para a trilha do filme Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios[cite: 1, 2]. Dona Onete até interpretou a música numa cena, marcando sua estreia no cinema nacional[cite: 1, 2].

  • Banzeiro (2016): A música que dá nome ao segundo disco explica o “banzeiro”: aquele balanço forte das águas provocado pelas grandes embarcações ou pelos ventos fortes nos nossos rios[cite: 1, 2]. A batida foi tão contagiante que liderou as paradas de world music na Europa[cite: 1, 2]. A canção ainda ganhou uma regravação da cantora Daniela Mercury, que transformou a música num dos maiores hits do Carnaval de Salvador em 2018[cite: 1, 2].

  • Bagaceira (2024): Composta aos 85 anos, essa música dá nome ao seu quarto álbum[cite: 1, 2]. A ideia fala daquela varrição no fim da festa ribeirinha, quando o sol já tá nascendo, o luxo acaba, mas a cambada continua dançando e misturando brega, lambada, banguê e guitarrada sem hora pra acabar[cite: 1, 2]. É muita pavulagem pra uma mulher só!

Discografia Completa

A produção fonográfica da artista é composta por álbuns de estúdio aclamados e colaborações pontuais:

 

Ano Título do Álbum/Obra Formato Produtora / Selo Destaques
2012 Feitiço Caboclo Álbum de Estúdio Na Music / Mais Um Gringo Álbum de estreia; inclui os sucessos “Jamburana” e “Amor Brejeiro”. Participação de Gaby Amarantos.3
2016 Banzeiro Álbum de Estúdio AmpliCriativa / Na Music Lançamento internacional; alcançou o 1º lugar no World Music Charts Europe.3
2017 Bôto Namorador Single Som Livre Lançado como single especial para a trilha da novela A Força do Querer.25
2017 Jamburana (Remixes) EP Mais Um Compilação de três faixas remixadas por produtores internacionais.25
2018 Flor da Lua (Ao Vivo) Álbum ao Vivo / DVD AmpliCriativa Registro em Belém com os principais sucessos de sua carreira.3
2019 Rebujo Álbum de Estúdio AmpliCriativa / Mais Um Álbum com forte carga eletrônica e ancestral. Eleito pela APCA entre os 25 melhores do ano. Participação de BNegão.3
2021 Purakê (Álbum de Gaby Amarantos) Participação Especial Deck Dona Onete atua como compositora e cantora convidada na faixa “Última Lágrima”, junto de Elza Soares e Alcione.4
2024 Bagaceira Álbum de Estúdio AmpliDiversão / Três Selos Quarto disco de inéditas, lançado nos 85 anos da cantora; mistura banguê, lambada e bolero. Participação de Félix Robatto.39

(Tabela elaborada a partir das fontes documentais que indexam sua produção fonográfica3).

Discografia Completa

A produção fonográfica da artista é composta por álbuns de estúdio aclamados e colaborações pontuais:

 

Ano Título do Álbum/Obra Formato Produtora / Selo Destaques
2012 Feitiço Caboclo Álbum de Estúdio Na Music / Mais Um Gringo Álbum de estreia; inclui os sucessos “Jamburana” e “Amor Brejeiro”. Participação de Gaby Amarantos.3
2016 Banzeiro Álbum de Estúdio AmpliCriativa / Na Music Lançamento internacional; alcançou o 1º lugar no World Music Charts Europe.3
2017 Bôto Namorador Single Som Livre Lançado como single especial para a trilha da novela A Força do Querer.25
2017 Jamburana (Remixes) EP Mais Um Compilação de três faixas remixadas por produtores internacionais.25
2018 Flor da Lua (Ao Vivo) Álbum ao Vivo / DVD AmpliCriativa Registro em Belém com os principais sucessos de sua carreira.3
2019 Rebujo Álbum de Estúdio AmpliCriativa / Mais Um Álbum com forte carga eletrônica e ancestral. Eleito pela APCA entre os 25 melhores do ano. Participação de BNegão.3
2021 Purakê (Álbum de Gaby Amarantos) Participação Especial Deck Dona Onete atua como compositora e cantora convidada na faixa “Última Lágrima”, junto de Elza Soares e Alcione.4
2024 Bagaceira Álbum de Estúdio AmpliDiversão / Três Selos Quarto disco de inéditas, lançado nos 85 anos da cantora; mistura banguê, lambada e bolero. Participação de Félix Robatto.39

(Tabela elaborada a partir das fontes documentais que indexam sua produção fonográfica3).

Prêmios

O reconhecimento acadêmico e institucional ratifica o legado deixado pela artista em prol da preservação cultural da Amazônia:

 

Ano Premiação / Honraria Entidade Concedente Motivo / Contexto
2017 Indicação ao Prêmio da Música Brasileira Prêmio da Música Brasileira Indicada na categoria Melhor Cantora Regional pelo álbum Banzeiro.4
2017 Ordem do Mérito Cultural (Grau Comendador) Presidência da República Honraria máxima do Estado brasileiro à cultura, entregue em cerimônia no Palácio do Planalto.4
2019 Prêmio APCA (Top 25 Melhores do Ano) Associação Paulista de Críticos de Arte Reconhecimento da excelência artística do disco Rebujo.4
2022 Troféu Tradições União Brasileira de Compositores (UBC) Entregue no Theatro da Paz (Belém), coroando sua obra como compositora e mantenedora das tradições.4
2023 Ocupação Dona Onete (Exposição) Itaú Cultural (SP) e Museu do Pontal (RJ) Homenagem museológica através de uma exposição imersiva com mais de 120 itens documentais e acervos de sua vida.47
2023 Grande Homenageada – WME Awards Women’s Music Event Honraria máxima da premiação voltada exclusivamente a celebrar a força e a presença feminina no mercado musical.50

 

As “Polêmicas” e as Lutas da Nossa Rainha

Se tu fores procurar potoca e escândalo na vida da nossa mana Onete no mundo da música, tu não vais achar nada. Diferente dessa cambada de artista metida a merda, a vida pública dela não tem processos na justiça, falatório contra colegas ou rolos de dinheiro na indústria. O caminho dela foi sempre na maciota nesse sentido.

Mas te senta e olha o papo desse bicho, porque as “polêmicas” que forjaram a resistência da nossa artista são di rocha, enraizadas nas opressões da nossa sociedade:

  • Embiocada pelo Carrancudo: Dentro de casa, o caboco do primeiro marido, Raimundo Nonato, fez a nossa rainha sofrer mais que cachorro de feira. Com um ciúme doentio do conteúdo poético das músicas, o cara era tão carrancudo que proibiu a mulher de cantar. Essa malineza calou a artista por 25 anos, um reflexo escroto do machismo daquela época.

  • Furdunço na Alepa: Já na vida pública, a Onete meteu a cara no sindicato e provou que é pulso. Lá pelas décadas de 80 e 90, indignada com a situação, ela foi reivindicar um salário menos palha para os professores e liderou uma ocupação pacífica no prédio da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

  • Rumpança do Estado: A resposta do governo foi pura rumpança e covardia. De madrugada, a polícia militar invadiu o prédio com cães. A nossa Onete e as outras professoras chegaram a apanhar mais do que vaca quando entra na roça, sendo agredidas e arrastadas pelas escadas num ato de pura repressão.

Toda essa história não é lero lero e tá selada nos registros de fundação do Sintepp e nas próprias entrevistas que ela deu. A bicha é o bicho e guerreira demais, então te orienta!

O Legado Maceta e a Importância Cultural da Nossa Rainha

O legado da Dona Onete para a cultura brasileira é uma parada muito cabeça[cite: 1, 2] e cheia de facetas. No mundo da música, ela fez uma verdadeira revolução. Ao criar o Carimbó Chamegado, a nossa mana[cite: 1] juntou a raiz acústica dos mestres lá do interior com a batida elétrica da guitarrada e do tecnobrega. Isso fez com que o nosso folclore pudesse pegar o beco[cite: 1, 2] direto pras pistas de dança de hoje em dia, mas sem perder a essência ribeirinha. Essa mistura só o filé[cite: 1, 2] garantiu a vida longa do carimbó e inspirou uma galera[cite: 1, 2] nova de artistas de peso, como Felipe Cordeiro, Lucas Estrela, Jaloo e Aíla.

Orgulho Caboco Sem Embaçamento

A contribuição dela pra nossa cultura amazônica é di rocha[cite: 1, 2] e tem um poder decolonial imenso. Ela bateu no peito e se recusou a higienizar o nosso linguajar! Compondo músicas que celebram nossos termos caboclos de verdade — como “pitiú”[cite: 1, 2], “mururé”, “banzeiro”, “jambu” —, Dona Onete fez uma verdadeira pavulagem[cite: 1, 2] da identidade nortista. Ela deu um chega pra lá na visão do sudeste, que sempre tentou fetichizar ou invisibilizar a nossa região. As letras dela são como arquivos orais vivos, guardando e valorizando a nossa flora, fauna e a encantaria marajoara. Muito firme[cite: 2]!

Derrubando a Potoca do Preconceito e do Machismo

Agora, quando o papo é a força da mulher e o combate ao preconceito de idade, a rumpança[cite: 2] foi grande! Historicamente, no carimbó tradicional, a mulher ficava ali meio de bubuia[cite: 1, 2], escanteada num papel de subordinação (costurando roupas ou só girando a saia), enquanto os cabocos[cite: 1, 2] mantinham os tambores e os vocais sob controle deles. Dona Onete quebrou esse vidro todo, assumindo a bronca como cantora principal, compositora e dona da bandalheira[cite: 2] toda de sua banda (que era formada por homens).

E te mete[cite: 1, 2] com a mulher: estreando profissionalmente na indústria aos 73 anos e alcançando o topo das paradas europeias aos 78, ela acabou com essa potoca[cite: 1, 2] de preconceito com a idade. A obra dela provou que a mulher idosa tem total direito à vaidade, a brilhar no palco, à liderança e ao desejo sexual manifesto! Pesquisadoras ladinas[cite: 2], como a ativista Zélia Amador de Deus e a pedagoga Josivana Rodrigues, cravam com certeza: Onete é a pedra fundamental na luta de gênero, raça e classe para a mulher amazônida.

Essa mulher definitivamente é o bicho[cite: 1, 2]!

16. Linha do Tempo

A evolução cronológica que sintetiza os principais marcos históricos da vida e carreira da artista:

Ano Evento Importância / Contexto Histórico
1939 Nascimento em Cachoeira do Arari. Primeira conexão com o Marajó, durante a era pré-segundo ciclo da borracha.1
1950 Morte da mãe e mudança sob guarda da avó. Imersão nas tradições das parteiras, encantarias e vida ribeirinha em Igarapé-Miri.4
1955 Primeira atuação como professora auxiliar. Início precoce no magistério para auxiliar a renda familiar.4
1958 Casamento com R. Nonato e mudança para o interior. Início de 25 anos de docência de História e de forte repressão artística por parte do marido.4
1983 Participação no Conclat em São Bernardo do Campo (SP). Engajamento profundo na política de esquerda; participação ativa na fundação da CUT.1
1988 Fundação do Sintepp no Pará. Liderança em prol dos direitos dos professores, marcada por greves e conflitos policiais.16
1996 Assume como Secretária de Cultura de Igarapé-Miri. Criação do grupo Canarana e da Casa Ribeirinha, institucionalizando o folclore local.1
Anos 2000 Divórcio, retorno a Belém e libertação artística. Aproximação dos grupos Coletivo Rádio Cipó e Chamego Mirijoara; o surgimento público da alcunha “Dona Onete”.1
2006 Estreia no festival Terruá Pará no Auditório Ibirapuera. Aposta do produtor Carlos Eduardo Miranda, revelando-a para o mercado e a mídia do Sudeste.2
2012 Lançamento do 1º álbum, Feitiço Caboclo. Entrada formal na indústria fonográfica aos 73 anos, rompendo paradigmas etários.18
2017 1º Lugar no World Music Charts Europe. O hit “Banzeiro” lidera as paradas europeias; no mesmo ano, é condecorada com a Ordem do Mérito Cultural.4
2019 Show no Palco Sunset do Rock in Rio. Lidera o espetáculo “Pará Pop”, atraindo os holofotes do maior festival do país para a defesa da Amazônia.31
2023 Abertura da Ocupação Dona Onete. Celebração museológica no Itaú Cultural (SP) e Museu do Pontal (RJ) chancelando sua vida acadêmica e artística.48
2024 Lançamento do 4º álbum, Bagaceira. Celebração dos seus 85 anos com 10 canções inéditas de carimbó, banguê e lambada.39
2025 Show no festival Amazônia Live. Apresenta-se em um palco flutuante no Rio Guamá com Mariah Carey, promovendo o debate ambiental rumo à COP30.29

 

Curiosidades Pai d’Égua da Nossa Rainha

Alguns causos[cite: 2] da vida da nossa artista mostram que ela é o bicho[cite: 1, 2] e cheia de folclore pessoal. Dá só uma olhada:

  • Ladina na Literatura: A poesia e as lendas que a Dona Onete inventava na sala de aula eram tão bonitas que a neta dela, a pedagoga Josivana Rodrigues, não ficou de bubuia[cite: 2] e adaptou esse material pros livros. A parceria rendeu “A menina Onete: travessias e travessuras” (2013) e a coleção “Contos de Dona Onete” (2022). São historinhas macetas[cite: 1, 2] sobre a nossa fauna, como a disputa da iraúna e do japiim!

  • Cozinhando lá na Caixa Prego: Nas turnês lá pra caixa prego[cite: 1, 2] da Europa, ela não ficava só de pavulagem[cite: 1, 2] nos palcos não. Quando batia a saudade da comida paraense lá em Londres, ela assumia as panelas e fazia nossas iguarias pra banda e pra equipe de fora[cite: 2]. Os gringos ficavam comendo até o tucupi[cite: 1, 2]!

  • Nem com nojo de Tecnologia: Os clipes dela têm milhões de visualizações e a música “Bagaceira” fala até de assunto que “viralizou”. Mas olha o papo desse bicho[cite: 2]: ela mesma não curte tecnologia nem com nojo[cite: 1, 2]! Já falou sem embaçamento[cite: 2] que não acessa internet nem computador, mantendo só um celularzinho bem simples pra atender ligação de trabalho e da família. Ela acha essas modernidades muito palhas[cite: 2].

  • Enrabichada pelo Caprichoso: Ela dá o maior valor pros mestres de boi-bumbá do Marajó (como o Mestre Fabico), mas a mana[cite: 1, 2] já declarou di rocha[cite: 1, 2] que é torcedora apaixonada do Boi Caprichoso de Parintins! Ela faz questão de se vestir de azul pra homenagear as toadas[cite: 1, 2] que influenciam tanto o seu ritmo. Te mete[cite: 1, 2] com essa mulher!

 

Referências citadas

  1. Biografia de Dona Onete, a Diva do Carimbó | PDF – Scribd, https://pt.scribd.com/document/849000870/Biografia-d-onete
  2. Dona Onete – Enciclopédia Itaú Cultural, https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/64119-dona-onete
  3. Dona Onete – Dicionário Cravo Albin, https://dicionariompb.com.br/artista/dona-onete/
  4. Territórios: triângulo de vida – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/territorios-triangulo-de-vida/
  5. Cachoeira do Arari, https://www.fapespa.pa.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/Cachoeira-do-Arari.pdf
  6. A impressionante história da vida de DONA ONETE: a Rainha do Carimbó | MULHERES ADMIRÁVEIS – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=NylNqlSWLaU
  7. “Para nós, tudo é rio” – Revista Continente, https://revistacontinente.com.br/edicoes/226/rpara-nos–tudo-e-rior
  8. Fé e encantarias – Dona Onete – Ocupação, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/fe-e-encantarias/
  9. Dona Onete – Boto Namorador (A Força do Querer Vol. 1 – Áudio Oficial) – YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=HVZca6nmZsc
  10. O FEITIÇO CABOCLO DE DONA ONETE: UM OLHAR ETNOMUSICOLÓGICO SOBRE A TRAJETÓRIA DO CARIMBÓ CHAMEGADO, DE IGARAPÉ-MIRI A BELÉ – Cotas – Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, https://www.cotas.org.br/files/downloads/12/Dona%20Onete%20e%20o%20carimb%C3%B3%20chamegado%20um%20olhar%20etnomusicol%C3%B3gico%20sobre%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20de%20um%20novo%20estilo%20musical.pdf
  11. A diva do carimbó – Choro Jazz, https://chorojazz.com/assets/pdf/Dona%20Onete.pdf
  12. Dissertação de mestrado resgata as memórias da professora Dona Onete – Rádio Nacional, https://radionacional.ebc.com.br/programas/mosaico/dissertacao-de-mestrado-resgata-as-memorias-da-professora-dona-onete
  13. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA ARTE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES – Repositório Institucional da UFPA, https://repositorio.ufpa.br/bitstreams/6e7e679c-35de-4e28-9e4d-51774882670d/download
  14. UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO, LINGUAGENS E CULTURA RAIMUNDA BERENICE PINHEIRO CARDOSO – Mestrados e Doutorados, https://mestrado-doutorado.unama.br/tenancy/assets/courses/qIL2pgQE39bMUmmeAE/files/1742570436.pdf
  15. o cinema e o audiovisual do pará – repositorio ufmg, https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/58827/1/tese%20cinema%20e%20o%20audiovisual%20do%20para_ramiro%20quaresma.pdf
  16. Faceira – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/faceira/
  17. Entre banzeiros e remansos:, https://repositorio.ufpa.br/bitstreams/39480ab6-487a-4d2d-9789-72f6d804080e/download
  18. Aos 81 anos, Dona Onete mostra como é importante ouvir seus dons artísticos e leva o Pará para o mundo – Blog da El Cabriton, https://blog.elcabriton.com/2021/05/03/dona-onete/
  19. Com novo disco, Dona Onete chega aos 85 anos em festa: ‘Você dança, o sol nasce e a bagaceira ainda não terminou’ | G1, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/06/18/com-novo-disco-dona-onete-chega-aos-85-anos-em-festa-voce-danca-o-sol-nasce-e-a-bagaceira-ainda-nao-terminou.ghtml
  20. Rainha do Carimbó Chamegado – Ocupação Dona Onete, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/rainha-do-carimbo-chamegado/
  21. “REBUJO”: DONA ONETE lança novo álbum no Circo BVoador com participação de BNegão | ARTECULT.COM, https://artecult.com/2019-dona-onete-no-circo-voador/
  22. Ionete da Silveira Gama, ou Dona Onete, é conhecida como a diva do Carimbó Chamegado, http://www.conteudopublicacoes.com.br/natura2/assets/donaonete_release.pdf
  23. Os Boleros e Banguês da diva do Carimbó chamegado – :: overmundo ::, http://www.overmundo.com.br/agenda/os-boleros-e-bangues-da-diva-do-carimbo-chamegado
  24. Feitiço Caboclo — álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/br/album/feiti%C3%A7o-caboclo/719322117
  25. Álbuns e discografia de Dona Onete – Last.fm, https://www.last.fm/pt/music/Dona+Onete/+albums
  26. Dona Onete é homenageada em exposição em São Paulo, https://amazonasatual.com.br/dona-onete-e-homenageada-em-exposicao-em-sao-paulo/
  27. Rebujo — álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/br/album/rebujo/1462721927
  28. Purakê – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Purak%C3%AA
  29. Vale, presente na COP30, patrocina Amazônia Live com show de Mariah Carey, em Belém, dia 17/09 – Portal Guarany Júnior, https://www.guaranyjunior.com.br/2025/09/13/cop30-patrocina-amazonia-live-com-show-de-mariah-carey-em-belem/
  30. AO VIVO: veja como assistir ao Amazônia Live, com shows de Mariah Carey, Dona Onete e mais | TMDQA!, https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2025/09/17/assistir-amazonia-live-mariah-carey/
  31. Dona Onete se apresenta ao lado de artistas paraenses no Rock in Rio, https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2019/02/27/interna_diversao_arte,740054/para-pop-no-palco-sunset-do-rock-in-rio.shtml
  32. Carimbó, manifestação cultural que retrata a identidade do povo paraense – Brasil de Fato, https://www.brasildefato.com.br/podcast/mosaico-cultural/2017/02/24/carimbo-manifestacao-cultural-que-retrata-a-identidade-do-povo-paraense/
  33. Dona Onete é a grande estrela de homenagem do Museu do Pontal ao Pará – VEJA RIO, https://vejario.abril.com.br/programe-se/dona-onete-estrela-homenagem-museu-do-pontal-para/
  34. #DonaOnete: A rainha do carimbó chamegado na segunda edição, https://www.uranrodrigues.com/donaonete-a-rainha-do-carimbo-chamegado-na-segunda-edicao-do-festival-radioca/
  35. Antes de cantar o Pará, dona Onete foi por 25 anos professora – Revista Educação, https://revistaeducacao.com.br/2023/04/24/dona-onete-professora/
  36. Ao completar 85 anos Dona Onete lança “Bagaceira”, seu quarto álbum, exalando vitalidade, bom humor e diversidade – Farofafá, https://farofafa.com.br/2024/06/18/ao-completar-85-anos-dona-onete-lanca-bagaceira-seu-quarto-album-exalando-vitalidade-bom-humor-e-diversidade/
  37. Conversa com Bial. Dona Onete canta “O Boto Namorador das Águas de Maiuatá” – Globoplay, https://globoplay.globo.com/v/6786418/
  38. Uma onda que vem do Pará: Conheça o ritmo quente que embala nova novela – 12/04/2017, https://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/12/uma-onda-que-vem-do-para-conheca-o-ritmo-quente-que-embala-nova-novela.htm
  39. Bagaceira — álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/br/album/bagaceira/1746171226
  40. “BAGACEIRA”: Natura Musical apresenta novo projeto Dona Onete que conta com 10 faixas inéditas – Rolling Stone Brasil, https://rollingstone.com.br/musica/bagaceira-natura-musical-apresenta-novo-projeto-dona-onete-que-conta-com-10-faixas-ineditas/
  41. Banzeiro — álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/br/album/banzeiro/1122830762
  42. INSTRUMENTAL: Edinalva – A FORÇA DE QUERER (Boto Namorador – Dona Onete), https://www.youtube.com/watch?v=Z5imk1jlI8o
  43. Rebujo – Álbum de Dona Onete – Apple Music, https://music.apple.com/es/album/rebujo/1677836136
  44. Dona Onete – Bagaceira – Discogs, https://www.discogs.com/pt_BR/release/32194821-Dona-Onete-Bagaceira
  45. ‘Bagaceira’, álbum de Dona Onete é lançado em vinil – Revista Prosa Verso e Arte, https://www.revistaprosaversoearte.com/bagaceira-album-de-dona-onete-e-lancado-em-vinil/
  46. Lista de agraciados na Ordem do Mérito Cultural – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_agraciados_na_Ordem_do_M%C3%A9rito_Cultural
  47. Ocupação Dona Onete – Museu do Pontal, https://museudopontal.org.br/exposicao/ocupacao-dona-onete/
  48. Ocupação Dona Onete leva a cultura do Pará ao Itaú Cultural (SP) – VEJA RIO, https://vejario.abril.com.br/coluna/fabiane-pereira/ocupacao-dona-onete-leva-a-cultura-do-para-ao-itau-cultural-sp/
  49. Relembre as “Ocupações” que passaram pelo IC em 2023 – Itaú Cultural, https://www.itaucultural.org.br/secoes/noticias/relembre-as-ocupacoes-que-passaram-pelo-ic-em-2023
  50. https://billboard.com.br/dona-onete-cantava-na-beira-do-rio-para-os-botos-e-tornou-se-sindicalista/#:~:text=Dona%20Onete%20foi%20a%20artista,nos%20bastidores%20e%20na%20produ%C3%A7%C3%A3o.
  51. Prêmio WME Awards homenageará Dona Onete, importante voz da, https://gazetadasemana.com.br/noticia/148553/premio-wme-awards-homenageara-dona-onete-importante-voz-da-musica-brasileira
  52. 7º WME Awards homenageará Rita Lee e Dona Onete, https://musicnonstop.uol.com.br/wme-awards-7/
  53. ‎Felix Robatto – Apple Music, https://music.apple.com/us/artist/felix-robatto/995012034
  54. Pará Pop: Fafá de Belém, Dona Onete, Gaby Amarantos e Jaloo no Rock in Rio, https://amauryjr.blog.bol.uol.com.br/2019/10/04/para-pop-fafa-de-belem-dona-onete-gaby-amarantos-e-jaloo-no-rock-in-rio/
  55. Edyr Augusto e Dona Onete são homenageados na Feira do Livro – DOL, https://dol.com.br/entretenimento/cultura/768503/edyr-augusto-e-dona-onete-sao-homenageados-na-feira-do-livro
  56. Review: Novo álbum de Dona Onete é festa pura, https://musicnonstop.uol.com.br/dona-onete-bagaceira/
  57. Rock in Rio 2019: Com Dona Onete, Fafá de Belém e Gaby Amarantos, Pará Pop faz uma festa de carimbó em prol da Amazônia – Rolling Stone Brasil, https://rollingstone.com.br/rock-in-rio/rock-rio-2019-com-dona-onete-fafa-de-belem-e-gaby-amarantos-para-pop-faz-uma-festa-de-carimbo-em-prol-da-amazonia/
  58. “Ocupação Dona Onete” leva a história da artista paraense ao Museu do Pontal, https://www.itaucultural.org.br/secoes/agenda-cultural/ocupacao-dona-onete-leva-a-historia-da-artista-paraense-ao-museu-do-pontal
  59. A luta em festa na ‘Bagaceira’ de Dona Onete – Nonada Jornalismo, https://www.nonada.com.br/2024/06/a-luta-em-festa-na-bagaceira-de-dona-onete/

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